Não colou: por que a Justiça barrou a tentativa do Assaí (ASAI3) de se blindar de dívidas antigas do Pão de Açúcar
O GPA informou, nesta segunda (15), que o pedido do Assaí por blindagem contra passivos tributários anteriores à cisão das duas empresas foi negado pela Justiça

Quando Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) e Assaí (ASAI3) decidiram se separar, em 2020, a ideia era cada um seguir seu caminho. Cinco anos depois, os dois protagonizam uma briga típica de divórcios corporativos: quem fica com a conta do passado, ainda mais agora que o antigo “chefe da família”, o grupo francês Casino, ensaia sair de cena.
Nesse contexto, o GPA informou ao mercado nesta segunda-feira (15), que a justiça rejeitou integralmente pedidos feitos pelo Assaí, que queria obrigar o Pão de Açúcar a apresentar garantias financeiras capazes de cobrir contingências tributárias anteriores à separação das duas empresas.
Além disso, a rede de atacarejo solicitava a indicação de bens livres de ônus que pudessem servir como respaldo para eventuais novas cobranças fiscais.
O pedido tinha caráter preventivo e buscava proteger o Assaí do risco de ser responsabilizado, no futuro, por dívidas que, segundo o contrato de separação, caberiam ao GPA.
Segundo o fato relevante publicado, o juízo da 3ª Vara Empresarial do Estado de São Paulo entendeu que não havia fundamento para impor essas garantias neste momento. A decisão ainda está sujeita a recurso.
Em comunicado próprio, o Assaí acrescentou um ponto relevante ao debate: a Justiça negou a tutela de urgência porque o GPA já apresentou garantias para as contingências tributárias que vinham sendo cobradas diretamente da rede, incluindo um Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR) no valor aproximado de R$ 36 milhões. Esse fator, segundo a companhia, afastou o requisito de urgência apontado no pedido.
Leia Também
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
A briga sobre quem vai arcar com as contas
Essa batalha começou em setembro deste ano, diante dos rumores sobre a saída do Casino do GPA.
O receio do Assaí era que o afastamento do antigo controlador fragilizasse financeiramente o Pão de Açúcar, reduzindo a capacidade da companhia de arcar com passivos antigos. Para evitar um eventual “respingo” dessa situação, a rede de atacarejo decidiu se antecipar e levou o caso à Justiça.
Mesmo após a cisão, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) podem tentar atribuir à rede de atacarejo responsabilidade solidária por esses passivos, o que permitiria ao Fisco cobrar o Assaí por débitos gerados antes da separação.
O medo do Assaí é ter de pagar a conta para depois disputar o ressarcimento com o GPA, em um processo longo e incerto.
Com a medida cautelar, o Assaí requeria que qualquer venda de ações do GPA pelo Casino fosse condicionada à garantia de que a empresa iria arcar com os valores cobrados pela Receita.
A ação também exigia que o GPA oferecesse garantias suficientes para manter o Assaí livre de eventuais contingências tributárias anteriores à cisão.
LOJA COMPLETA
Assaí (ASAI3) enche o tanque com a compra de postos por R$ 80 milhões; entenda o que isso significa para o investidor
18 de setembro de 2026 - 14:03VOLTA AO PRESENCIAL?
Itaú (ITUB4) quer ocupar mais espaço em SP: banco aluga 100% de empreendimento da Eztec (EZTC3); entenda a estratégia
18 de setembro de 2026 - 10:18POTE DE OURO
O ‘trade’ de Vivara (VIVA3) que poucos perceberam: ouro comprado na baixa agora ajuda a turbinar o caixa
18 de setembro de 2026 - 6:07DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas
17 de setembro de 2026 - 18:34COMPROMISSO AMBIENTAL
Natura (NATU3) emite R$ 700 milhões em debêntures com meta ligada ao uso de plástico sustentável
17 de setembro de 2026 - 18:24TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan
17 de setembro de 2026 - 18:00MUDANÇAS NO ALTO ESCALÃO
Taesa (TAEE11) escolhe ex-CFO da Petrobras para o comando do conselho — e ela já foi eleita uma das mulheres mais poderosas do mundo
17 de setembro de 2026 - 12:06COMBUSTÍVEIS
Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%
16 de setembro de 2026 - 16:31NA BERLINDA
“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%
16 de setembro de 2026 - 14:09LA BELLE DE JOUR
Amazon esquenta disputa em setor após aposta da Raia Drogasil (RADL3); veja quem vence, segundo o BTG Pactual
16 de setembro de 2026 - 12:01TIROU O PÉ
XP rebaixa ação da Sanepar (SAPR11) mesmo com potencial de 33% de alta na bolsa. O que está faltando para o papel?
16 de setembro de 2026 - 11:21QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?