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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Balanço

Yduqs registra lucro de R$ 112,5 milhões no terceiro tri, após prejuízo no trimestre anterior

Ainda assim, lucro líquido teve queda de 26,3% ante o mesmo período do ano passado; ensino digital foi o grande destaque

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
10 de novembro de 2020
8:09
fachada de faculdade da Estácio
Fachada de faculdade da Estácio - Imagem: Liz Guimarães/Estadão Conteúdo

A Yduqs voltou a ter lucro no terceiro trimestre de 2020, mostrando recuperação dos duros efeitos da crise do coronavírus no setor de educação.

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A dona das redes de ensino Universidade Estácio de Sá e Ibmec, entre outras, registrou lucro líquido de R$ 112,5 milhões no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de R$ 79,5 milhões do trimestre anterior, o mais afetado pelos efeitos da crise do coronavírus.

Ainda assim, o lucro líquido ficou 26,3% abaixo do registrado no terceiro trimestre de 2019, e a margem líquida passou, no período, de 18,3% para 11,5%.

A receita líquida, porém, cresceu 17,2% na comparação anual, fechando o terceiro trimestre em R$ 976,3 milhões. As principais alavancas de expansão foram o Ensino Digital, com crescimento de 56% na receita, e a Medicina, com alta de 19%.

Sem o efeito da pandemia, a receita consolidada no trimestre teria ficado em R$ 1,056 bilhão, alta de 26,7% ante o terceiro trimestre de 2019.

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A companhia destacou que, no terceiro trimestre, suas receitas continuaram sendo negativamente impactadas por uma série de leis e decisões na Justiça que implicaram concessão linear de descontos pelas instituições de ensino superior, afetando, assim, as operações presenciais.

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No caso da Yduqs, os impactos no terceiro tri totalizaram R$ 79,3 milhões, sendo aproximadamente R$ 20 milhões referentes ao segundo trimestre, em função de novas decisões e/ou mudanças de interpretação com efeitos retroativos.

O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) teve crescimento de 10% na comparação anual, totalizando R$ 332,2 milhões. Já o Ebitda ajustado fechou o trimestre em 411 milhões, alta de 19,5% na mesma base de comparação.

A margem Ebitda, porém, ficou 2,3 pontos percentuais abaixo do indicador do terceiro trimestre do ano passado, tendo caído de 41,3% para 38,9%.

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O fluxo de caixa operacional foi de R$ 286 milhões, 11,6% inferior ao do terceiro trimestre de 2019.

A companhia terminou o trimestre com R$ 1,9 bilhão em caixa, reforçado por empréstimos, e uma dívida líquida de R$ 2,782 bilhões, resultando relação dívida líquida/Ebitda de 1,41 vezes. No release de resultados, o presidente da Yduqs, Eduardo Parente, destaca que a posição de caixa "nos deixa com um balanço sólido e com espaço para novas aquisições".

Dados operacionais - Ensino digital se destacou

No segundo semestre, a Yduqs registrou captação positiva de 177 mil alunos, alta de 35,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque foi o Ensino Digital, com crescimento de 58% na captação (134 mil alunos) na mesma base de comparação.

A captação do ensino presencial ainda registrou queda, da ordem de 5,9% ante o segundo semestre do ano passado, totalizando 43 mil alunos. Excluindo-se as aquisições realizadas pela companhia (isto é, considerando apenas o crescimento orgânico), o recuo foi de 18,8% (37 mil alunos).

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No ano, porém, a captação de alunos conseguiu ficar 2% maior que a do ano passado, e apenas 3% abaixo da de 2019, quando excluídas as aquisições. Segundo a Yduqs, isso indica "resiliência e decisões estratégicas acertadas ao longo do período de quarentena".

O destaque no ano ficou por conta do Ensino Digital, que teve uma captação 56%. Dentro do segmento presencial, o destaque foram os cursos de medicina, que tiveram quase todas as vagas preenchidas, diz a companhia.

"Em meio à pandemia, nossas ações, como o programa de bolsas, surtiram efeito, gerando uma taxa alta de retenção de alunos no Ensino Presencial, em 83%. Enxergamos um caminho pavimentado para o crescimento da base e da receita. Nas nossas duas principais alavancas de crescimento, teremos mais 250 vagas em Medicina e a projeção de mais 2 mil polos para o Ensino Digital. No longo prazo, teremos a sinergia e geração de valor das aquisições recentes e espaço para realizar outras", explicou o CEO Eduardo Parente, em nota.

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