Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Investimentos alternativos

Como o primeiro investidor da XP quer descobrir “novas XPs” com fundo de R$ 1,3 bilhão

Após captar fundo de private equity com 5 mil investidores da XP para comprar participações em empresas, Chu Kong anuncia primeiro investimento no Centro Brasileiro de Visão (CBV)

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
10 de junho de 2020
6:01 - atualizado às 21:05
Chu Kong e Guilherme Benchimol
Chu Kong, ao lado de Guilherme Benchimol, sócio-fundador da XP - Imagem: Reprodução Instagram

Em 2010, quando era responsável pela gestora britânica Actis no país, Chu Kong investiu R$ 100 milhões para comprar uma participação de 20% na XP Investimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi o primeiro aporte de capital recebido pela corretora, que na época tinha apenas 70 mil clientes e ainda nem havia criado o modelo do “shopping center financeiro”.

Essa é a essência dos negócios de private equity, como são conhecidos os fundos que compram participações em empresas, em geral de capital fechado.

Trata-se de um investimento bastante arriscado, mas que rende grandes tacadas quando dá certo, capazes de multiplicar o capital em várias vezes.

No caso da XP, um investidor que desejasse hoje ter a mesma participação que a Actis comprou dez anos atrás teria de desembolsar algo como R$ 20 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo da carreira, Chu também descobriu negócios como a rede de planos odontológicos Odontoprev e a empresa de meios de pagamento e maquininhas de cartão Stone.

Leia Também

Depois de vender a participação na XP com um belo lucro, o gestor resolveu pendurar as chuteiras – no auge, como fez questão de frisar na conversa que teve comigo. Mas a aposentadoria durou pouco.

No ano passado ele foi provocado por Guilherme Benchimol, o sócio-fundador da XP, a voltar para o jogo. A ideia era lançar um fundo de private private equity para os clientes de grandes fortunas da corretora, do segmento private. Mas Chu recusou a proposta original.

“Se o DNA da XP é democratizar o acesso aos produtos financeiros, por que não ousar?”, me disse o gestor, em uma entrevista por videoconferência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em vez de restringir a captação aos clientes institucionais e mais endinheirados, ele propôs que a XP oferecesse o fundo a uma base mais ampla de investidores, aproveitando a rede construída pela corretora.

Com aplicação mínima de R$ 150 mil, o fundo acabou captando R$ 1,3 bilhão de 5,4 mil pessoas físicas, em um processo que levou duas semanas.

O private equity é o que chamamos de investimento alternativo, porque tem características bem peculiares. Os investidores comprometem seus recursos por longos períodos e não podem pedir o resgate, como num fundo tradicional.

No caso do fundo da XP, esse período é de oito anos, mas a estrutura foi criada para permitir a possibilidade de resgate de uma parte do dinheiro após quatro anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que ajudou a convencer os investidores a abrir mão da liquidez e entrar no fundo foi a expectativa de retornos, que podem chegar à casa dos 30% ao ano.

“A pessoa física acostumada aos 15% ao ano da renda fixa perdeu o chão com a queda dos juros” – Chu Kong, XP Investimentos

As candidatas a XP

Com o dinheiro captado, o experiente gestor tem agora o desafio de encontrar “novas XPs”. Ou seja, empresas em crescimento e capazes de serem vendidas no futuro por um valor bem superior ao do investimento.

A primeira candidata surgiu na semana passada. O fundo de private equity da XP investiu R$ 200 milhões e adquiriu o controle do Centro Brasileiro de Visão (CBV), em Brasília (DF).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Chu me disse que já tentava investir no segmento de oftalmologia desde 2007, quando ainda estava na Actis. “Existem mais de 5 mil clínicas no país, o que representa um prato cheio para uma consolidação.”

Com a injeção de capital, o CBV deve justamente partir para aquisições de clínicas menores. Trata-se ainda de um mercado que cresce 15% ao ano e ainda possui baixa penetração.

O que pesa contra é a alta informalidade, por isso era preciso encontrar o ativo certo para comprar. Ele acredita ser esse o caso do CBV, a quem chamou de “XP da saúde oftalmológica”.

Na cara do gol

O fundo de private equity deve fazer até oito investimentos em empresas de médio porte como o CBV. Os negócios serão concentrados em quatro setores: saúde, educação, serviços financeiros e consumo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As empresas iniciantes (startups) estão fora do radar por envolverem maior risco, segundo o gestor. O fundo também deve entrar como sócio apenas de companhias que demandem recursos para crescer.

O objetivo é proporcionar saídas mais rápidas dos investimentos do que nos fundos de private equity tradicionais, mas sem abrir mão do retorno.

“Quem vai ao estádio quer ver gol”, disse Chu ao se referir aos investidores que ainda não conhecem a dinâmica do mercado de private equity.

A saída das empresas investidas deve acontecer principalmente com a venda da participação para outra companhia do ramo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pelo porte das companhias do fundo, ele vê pouco espaço para uma saída com a venda das ações em uma oferta pública inicial na bolsa (IPO, na sigla em inglês).

Efeito coronavírus

A XP fechou a captação do fundo em fevereiro, na véspera do choque nos mercados provocado pela pandemia do coronavírus, o que proporcionou uma invejável condição de contar com um ativo que praticamente todas as empresas estão em busca hoje: dinheiro em caixa.

O gestor poderia se aproveitar dessa situação para barganhar os preços na hora de investir, mas disse que não vai fazer isso.

“Quando eu vejo crescimento sustentável e acredito na tese de investimento eu pago. Então não vou me aproveitar da covid para jogar o preço para baixo.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O coronavírus pode não ter mexido na expectativa de preço, mas afetou a forma como Chu e sua equipe devem atuar. Nesse cenário, ele disse que as empresas do setor de consumo perdem um pouco da atratividade.

Antes de encerrar a conversa, perguntei se o fundo já tem outro negócio no radar depois do investimento no CBV. Chu me respondeu que o fluxo de oportunidades que tem chegado é grande, e mais uma vez graças à marca da XP. “Então não me surpreenderei se encaixar um novo negócio proximamente.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PÉ NO FREIO

Menos dividendos à vista? Suzano (SUZB3) prioriza dívida e segura remuneração ao acionista

30 de abril de 2026 - 14:47

Com alavancagem acima de 3 vezes e caixa pressionado, companhia indica menor espaço para remuneração ao acionista no curto prazo

SOB PRESSÃO DA DÍVIDA

Kora Saúde (KRSA3) aciona plano de recuperação extrajudicial. O que entra — e o que fica fora — da “cirurgia financeira”

30 de abril de 2026 - 10:33

Plano de reestruturação extrajudicial mira dívidas não operacionais enquanto hospitais seguem funcionando normalmente

IMPASSE

GPA (PCAR3) quer desconto de 90% na dívida de R$ 4,5 bilhões, diz jornal; veja o impasse nas negociações com credores

30 de abril de 2026 - 10:10

A rede, que entrou em recuperação extrajudicial em março, ainda não avançou nas tratativas com os credores, diz o Valor

DO CRESCIMENTO À LIQUIDAÇÃO

Banco Central tira do mercado a Frente Corretora após “graves violações”; o que se sabe sobre a liquidação até agora

30 de abril de 2026 - 9:11

Regulador cita fragilidade financeira e descumprimento de normas; confira os detalhes

AGORA SIM?

Natura (NATU3) está pronta para mostrar que virou a página, mas é isso que o mercado quer ver antes de voltar a comprar a tese

30 de abril de 2026 - 6:01

Mais enxuta e com mudanças no conselho e composição acionária, a empresa está pronta para sua nova fase; no entanto, investidores ainda esperam aumento nas receitas para dizer que o risco de investir na companhia, de fato, caiu

LUTANDO CONTRA OS GARGALOS

Esta ação ganhou o selo de compra da XP e pode subir até 100% na bolsa; preço-alvo é de R$ 26

29 de abril de 2026 - 19:50

Para os analistas, a incorporadora mantém disciplina em meio ao aperto do setor imobiliário e ainda pode dobrar de valor

ATENÇÃO, ACIONISTA

Setor elétrico com tudo: CPFL Energia (CPFE3) e Taesa (TAEE11) confirmam quase R$ 5 bilhões em dividendos

29 de abril de 2026 - 19:10

As duas companhias detalharam nesta quarta-feira (29) os proventos que serão distribuídos aos acionistas; confira prazos e condições para receber

RECONHECIMENTO

Mercado Livre e Nubank entram na lista da TIME de empresas mais influentes do setor financeiro

29 de abril de 2026 - 18:10

O Mercado Livre foi incluído na lista pelo avanço de sua operação financeira, concentrada no Mercado Pago, enquanto o Nubank foi destacado por combinar expansão em larga escala com rentabilidade e avanço em mercados regulados

TESTE DE PACIÊNCIA?

O mercado ficou menos otimista com o Santander (SANB11) — mas UBS BB ainda vê motivos para comprar a história 

29 de abril de 2026 - 14:19

Resultado do 1T26 frustra expectativas, enquanto banco reforça estratégia mais conservadora; o que fazer com as ações agora?

O DIA DEPOIS DO BALANÇO

Chance de comprar barato? Ação da Vale (VALE3) cai forte após resultado pressionado; executivos traçam planos para dividendos extras

29 de abril de 2026 - 13:55

Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora

INDICADORES MAIS SAUDÁVEIS

Hypera (HYPE3) faz check-up financeiro e lidera ganhos do Ibovespa — ‘Ozempic genérico’ pode dar ainda mais vida às ações

29 de abril de 2026 - 13:34

Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociados com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre

CARRINHO A CARRINHO

A fidelidade dos clientes é disputada a tapa entre Mercado Livre, Renner e Shopee: veja onde a disputa é mais intensa, segundo relatório do BTG

29 de abril de 2026 - 12:57

Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.

COM A PALAVRA, O CEO

Santander (SANB11) decepciona no 1T26, mas CEO banca: “pagar mais imposto é bom sinal” — e mantém ROE de 20% na mira

29 de abril de 2026 - 12:01

Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco

RESULTADO MAIS FRACO

Decepcionou? WEG (WEGE3) lucra R$ 1,45 bilhão no 1T26, recuo de 5,7% no ano; veja quando o crescimento deve voltar

29 de abril de 2026 - 10:10

A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico

QUEM SERÃO OS NOVOS LÍDERES

Braskem (BRKM5) recebe indicações da Novonor e Petrobras (PETR4) para conselho, incluindo Magda Chambriard; veja os nomes

29 de abril de 2026 - 9:04

A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem

RESULTADO

Santander Brasil (SANB11) frustrou no 1T26? Lucro encolhe e ROE tomba além do esperado. Entenda o que explica o resultado

29 de abril de 2026 - 6:29

Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço

O TREM PASSOU

Rumo (RAIL3) coloca R$ 201 milhões nos trilhos dos dividendos; veja se você está na rota desse pagamento

28 de abril de 2026 - 20:28

Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária

BALANÇO

Vale (VALE3) tem lucro líquido de US$ 1,893 bilhão no 1T26, e metais básicos ganham espaço no resultado; confira os números da mineradora

28 de abril de 2026 - 19:59

Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25

SEM MÁGICA FINANCEIRA

Sabesp (SBSP3) fatia a pizza: desdobramento de 1 para 5 é aprovado; saiba o que muda agora

28 de abril de 2026 - 19:53

Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações

FOCO EM ESG

Não é europeu: o maior fundo de reflorestamento é focado na América Latina e captou R$ 6,2 bilhões com participação da Vale (VALE3) e BNDES

28 de abril de 2026 - 15:15

Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia