🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

recomendação

Um ano após Brumadinho, Morgan Stanley diz que Vale está ‘muito barata para ser ignorada’

Banco norte-americano aponta que um forte fluxo de caixa livre e uma melhoria nas práticas ambientais são razões para otimismo com as ações da mineradora

Kaype Abreu
Kaype Abreu
3 de março de 2020
14:39 - atualizado às 14:56
Navio da Vale
Imagem: Agência Vale

Pouco mais de um ano após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG), o Morgan Stanley diz que a ADR da mineradora está "muito barata para ser ignorada". O banco recomenda a compra do recibo que representa ações na Bolsa de Valores de Nova York, estimando que eles podem chegar US$ 13,50 — uma alta de 31,45% em relação a cotação de ontem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a avaliação, as ADRs sobem 3,12%, a US$ 10,59, por volta das 14h desta terça-feira (3), pelo horário de Brasília. As ações negociadas na bolsa brasileira avançam 2,83%, a R$ 47,67, naturalmente acompanhando a alta — as ADRs no Estados Unidos equivalem aos papéis de negociação brasileira.

Desde de 25 de janeiro do ano passado, quando o rompimento da Barragem 1 da Mina do Córrego de Feijão matou 257 pessoas, a Vale mergulhou em uma crise de imagem e registrou sucessivos prejuízos trimestrais. Até ontem, a desvalorização dos papéis era da ordem de 13% em relação ao dia anterior ao desastre de Brumadinho. Mas chegou a ser de mais de 20%.

Para o Morgan Stanley, há razões para acreditar que a empresa vai superar a crise na qual entrou. Eles apontam o forte fluxo de caixa livre (FCF) e uma melhoria nas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) para reavaliar os papéis da mineradora com recomendação de compra.

Os analistas do banco dizem que o Capex (investimentos em capital fixo) e o nível de alavancagem da mineradora permanecem baixos. "Em nosso modelo, a companhia geraria um fluxo de caixa de cerca de US$ 10 bilhões nos próximos dois anos — o que representa 20% do seu valor de mercado".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os especialistas mantêm a projeção mesmo assumindo que o preço do minério de ferro fique abaixo da estimativa do próprio Morgan Stanley — hoje em US$ 83/t em 2020, US$ 68/t em 2021 e US$ 61/t em 2022 vs. $84/t — e que a empresa desembolse US$ 7 bilhões entre este ano e 2022 com os acidentes de Brumadinho e Samarco.

Leia Também

"Nós acreditamos que a Vale deve manter a disciplina na alocação de capital focando no retorno ao acionista", dizem os analistas. Para eles, a companhia deve retornar US$ 9,6 bilhões em dividendos até 2022. "Nossas conversas com autoridades sugerem que elas não vão se opor a um retorno financeiro aos acionistas, se a empresa tiver dinheiro suficiente para cobrir Brumadinho".

A instituição americana acrescenta que espera uma melhora nas métricas de ESG da Vale em um ritmo mais rápido do que seus pares. "Além disso, a empresa continua melhorando a segurança de suas operações, e desenvolvendo alternativas seguras e sustentáveis ​​de gerenciamento de rejeitos", diz o banco.

Reparação

Na segunda-feira (2), a Vale divulgou um relatório do Comitê Independente de Assessoramento Extraordinário de Apoio e Reparação. O documento não faz preço aos mercados, mas é uma nova peça de esclarecimento em relação ao que a empresa fez após o rompimento da barragem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o relatório, do total de 84 recomendações ao conselho e 11 sugestões à diretoria da mineradora para reparar os acontecimentos de Brumadinho, apenas 7% foram concluídas até agora. As ações envolvem indenizações, cuidados humanitários e medidas em outras frentes.

O documento ainda aponta que 47% das ações propostas estão em andamento e 33% não começaram. Segundo o comitê, o maior progresso foram em ações emergenciais e de compromisso de não repetição de casos semelhantes.

Prejuízo

A Vale terminou o ano passado com um prejuízo líquido de US$ 1,7 bilhão — em 2018, a companhia obteve um lucro líquido de US$ 6,86 bilhões. As provisões e despesas ligadas à ruptura da barragem somaram US$ 7,4 bilhões ao longo do ano passado — essa quantia já inclui a descaracterização de estruturas e acordos de reparação.

A empresa também promoveu a paralisação em diversas barragens ao longo do ano, teve maiores despesas com segurança e manutenção e incertezas quanto ao ritmo de produção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do ponto de vista de administração de caixa e gestão do endividamento, a mineradora conseguiu mostrar evoluções importantes ao longo do ano passado.

A Vale gerou US$ 8,1 bilhões em fluxo de caixa livre em 2019, quantia que foi utilizada para pagar dívidas, recomprar compromissos futuros e aumentar o nível dos cofres da empresa, entre outros pontos.

Ao fim de 2019, a dívida líquida da mineradora era de US$ 4,88 bilhões, uma baixa de 8,3% em relação aos níveis vistos em setembro. Apesar disso, os níveis de alavancagem da Vale permaneceram inalterados em 0,5 vez.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PLANO DE SOBREVIVÊNCIA

Depois de prejuízo bilionário, Correios apertam o cinto e renegociam quase toda a dívida com fornecedores

15 de março de 2026 - 14:01

Com 98,2% dos débitos revistos, estatal economizou R$ 321 milhões enquanto tenta se recuperar da maior crise financeira de sua história

PRESSÃO FINANCEIRA

Resgate à vista? Porto (PSSA3) pode investir R$ 1 bilhão na Oncoclínicas (ONCO3) em meio à crise de liquidez, diz site

15 de março de 2026 - 11:16

Segundo o Brazil Journal, a seguradora negocia aporte bilionário na rede de clínicas oncológicas, que enfrenta pressão financeira e negociações com credores

VAI PINGAR NA CONTA

Além dos dividendos: Telefônica Brasil (VIVT3) aprova R$ 200 milhões em JCP

13 de março de 2026 - 19:13

Dona da Vivo pagará R$ 0,0625 por ação em juros sobre capital próprio; confira as condições e os prazos de recebimento do provento

COMPRAR OU VENDER

Pior dia em quatro anos: Embraer (EMBJ3) sucumbe aos riscos no Oriente Médio. Foi exagero ou não? JP Morgan responde

13 de março de 2026 - 19:03

O banco avalia os temores do mercado sobre atrasos na carteira de pedidos da companhia e diz o que fazer com a ação a partir de agora

EFEITO BRENT

Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e Brava (BRAV3): quem perde e quem ganha com a medida de Lula para compensar petróleo caro

13 de março de 2026 - 18:00

Pacote do governo prevê desoneração de R$ 15,9 bilhões no diesel e imposto de 12% sobre exportações de petróleo; analistas veem impacto relevante para exportadoras

DE VOLTA AO BÁSICO

Em reestruturação, a Azzas, dona da Arezzo e da Hering, ainda não alçou voos; veja por que BTG e Santander acreditam que ainda vale investir

13 de março de 2026 - 17:03

A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco

NOVA FASE DA EMPRESA

Magalu (MGLU3) resolve problema que nem o ChatGPT conseguiu ainda: por que Fred Trajano está ‘all in’ em Inteligência Artificial

13 de março de 2026 - 12:54

Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu

DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar