🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

De volta ao campo positivo

Vale segue tendo despesas com Brumadinho, mas lucra US$ 239 milhões no primeiro trimestre

Apesar da queda nas receitas, a Vale conseguiu fechar o trimestre no azul e reverteu parte das perdas reportadas há um ano, quando a mineradora foi fortemente afetada pelo rompimento da barragem em Brumadinho

Victor Aguiar
Victor Aguiar
28 de abril de 2020
22:56
Área de mineração da Vale
Área de mineração da Vale - Imagem: Shutterstock

O rompimento da barragem I na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), continua trazendo desdobramentos financeiros à Vale. A empresa divulgou nesta terça-feira (28) seu balanço referente ao primeiro trimestre de 2020 e, embora tenha fechado o período no azul, segue reportando despesas referentes à tragédia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mineradora contabilizou um lucro líquido de US$ 239 milhões entre janeiro e março deste ano, revertendo parte das perdas de US$ 1,642 bilhão registradas no mesmo intervalo de 2019 — os dados do primeiro trimestre do ano passado, contudo, foram fortemente impactados pelo desastre em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro.

Os ganhos da Vale nos primeiros três meses de 2020 poderiam ter sido maiores, mas a empresa ainda precisou lançar uma despesa de US$ 159 milhões ligada ao rompimento da barragem — a mineradora ressalta que não foram feitas provisões adicionais desde o fim de 2019.

"Os esforços para mitigar os impactos do Covid-19 não competem com as iniciativas da Vale para a reparação de Brumadinho", diz a companhia, em mensagem aos acionistas, afirmando ainda que os acordos de indenização e pagamentos emergenciais ligados ao rompimento da barragem já somam cerca de R$ 3,6 bilhões.

E, falando no surto de coronavírus: a mineradora afirma em seu balanço que a pandemia tem tido impacto limitado em suas operações, embora admita que, no futuro, poderá sentir efeitos mais firmes na produção de minério de ferro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tanto é que a Vale já havia anunciado, na semana passada, um corte em suas projeções operacionais para 2020: a produção de minério de ferro, agora, deverá ficar na faixa de 310 a 330 milhões de toneladas — originalmente, a meta estava entre 340 e 355 milhões de toneladas.

Leia Também

Receita em queda

Por mais que a Vale ressalte que suas operações ainda não foram afetadas de maneira significativa pela Covid-19, o mesmo não pode ser dito de suas vendas: a desaceleração da economia global ao longo do primeiro trimestre afetou diretamente a receita líquida da companhia.

Ao todo, a Vale reportou uma receita de US$ 6,969 bilhões nos três primeiros meses de 2020, uma queda de 15% em relação ao mesmo período de 2019 — uma retração mais intensa que a da linha de custos e outras despesas, que caiu 7% na mesma base de comparação.

Com a receita mais fraca e os gastos relacionados a Brumadinho, a Vale sentiu um 'efeito cascata' em seu balanço: o Ebitda ajustado — ou seja, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — ficou em US$ 2,882 bilhões no primeiro trimestre de 2020.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número é bastante superior ao visto nos três primeiros meses de 2019, quando o Ebitda ajustado da Vale ficou negativo em US$ 652 milhões por causa do efeito Brumadinho. Assim, uma comparação mais justa seria com a do quarto trimestre do ano passado — e, na ocasião, a linha somou US$ 3,536 bilhões.

Dívida controlada

As notícias mais animadoras para a Vale vêm do front do endividamento e da geração de caixa: a mineradora fechou o trimestre com uma dívida líquida de US$ 4,808 bilhões, inferior aos US$ 4,88 bilhões vistos no término de 2019 e dos US$ 12 bilhões registrados em março do ano passado.

Entre janeiro e março deste ano, a empresa reportou uma geração de fluxo de caixa livre de US$ 380 milhões, o que contribuiu para manter a dívida líquida nos menores patamares desde 2008. A posição de caixa da Vale soma US$ 12,267 bilhões.

A alavancagem da mineradora — isto é, a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustados nos últimos 12 meses — também permanece em níveis bastante baixos. Ao fim do trimestre, estava em apenas 0,3 vez, abaixo do patamar de 0,5 vez reportado em dezembro de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Perspectivas

Em termos de visão de mercado, a Vale mostra-se preocupada com o curto prazo, dadas as incertezas ligadas aos efeitos do coronavírus para a cadeia produtiva.

"Espera-se que o setor industrial europeu retome suas atividades em maio. No entanto, há incertezas quanto ao nível de recuperação, como resposta à recuperação da demanda e dos fluxos de comércio", diz a empresa, lembrando que os diferentes estágios de retomada econômica representam uma dificuldade adicional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em proventos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar