Toyota investe R$ 1,1 bilhão em serviço de gestão de frotas
Serviço oferecido por meio da filial de soluções de mobilidade da montadora colocará à disposição de empresas uma frota de 12,3 mil veículos

Atentas às mudanças no modo como os consumidores deverão usar os automóveis no futuro, e principalmente buscando alternativas para ganhar rentabilidade, cada vez mais montadoras do Brasil se voltam a serviços de compartilhamento, assinatura e locação dos veículos.
Nesta quinta-feira (12), ao anunciar a entrada da marca no serviço de gestão de frotas, Masahiro Inoue, presidente da Toyota para a América Latina, disse que o grupo quer se transformar em uma empresa global de mobilidade.
"A Toyota, que no ano passado vendeu 10 milhões de veículos no mundo sempre baseada em posse por pessoas físicas e jurídicas, sabe que a motorização vai acabar e a que as novas gerações vão querer usar o carro e não possuí-lo", disse o executivo, repetindo um mantra seguido por toda a indústria automobilística nos últimos anos.
[captacao]
O serviço que a Toyota vai oferecer por meio de sua filial de soluções de mobilidade Kinto receberá investimento de R$ 1,1 bilhão ao longo de cinco anos para colocar à disposição de empresas uma frota de 12,3 mil veículos, incluindo modelos híbridos e de sua marca de luxo Lexus.
Por uma mensalidade, o cliente terá acesso aos carros que escolher, documentação, seguro, gestão de multa, manutenção preventiva e corretiva, logística, troca de pneus, assistência 24 horas e serviço de telemetria (controle da frota a distância).
Segundo estudos da montadora, a empresa que utilizar o serviço chamado de Kinto One terá ganhos em eficiência operacional de até 30% e redução de custos com manutenção.
O serviço começa com frota de 330 automóveis que será ampliada gradualmente até atingir 12,3 mil unidades em 2025. Roger Armellini, diretor de Mobilidade da Toyota, informou que o grupo já tem 34 clientes, entre os quais Mangels e até o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
A montadora já tinha lançado, há um ano, o Kinto Share, serviço de locação para pessoas físicas feito por meio das concessionárias. Hoje há 20 mil inscritos no aplicativo que contabiliza mais de 7,5 mil diárias de locação. A empresa pretende ter 3 mil carros voltados a esse serviço nos próximos anos.
"Temos em outros países diversos serviços como car sharing (compartilhamento) e car pulling (serviço de carona) e estamos sempre avaliando a possibilidade de trazê-los para o Brasil", disse Armellini.
Assinatura
Na semana passada a Volkswagen lançou seu serviço de assinatura de veículos. Chmado de Sign&Drive, inicialmente é para o Estado de São Paulo e com dois modelos, os utilitários-esportivos T-Cross e Tiguan.
Para o T-Cross, a assinatura pode ter validade de até um ano com mensalidades de R$ 1,9 mil. O Tiguan pode ser alugado por até dois anos a R$ 3,6 mil ao mês. Todo o processo pode ser feito on line.
"O Sign&Drive é mais uma opção de mobilidade que trazemos para os clientes desfrutarem dos nossos modelos", disse Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América Latina.
Em setembro a Audi também lançou um programa piloto de assinatura dos modelos premium A6, A7 Sportback, Q8 e Audi e-tron, primeiro carro 100% elétrico da marca. O Audi Luxury Signature permite que o cliente faça assinatura de um serviço pelo qual terá direito a rodar até 2 mil km por mês, com vários serviços incluídos. A mensalidade varia de R$ 9,6 mil a R$ 13,3 mil, dependendo do modelo.
Nenhuma fabricante admite que seus serviços vão competir diretamente com as locadoras que atuam no mercado e que são suas principais clientes, para quem vendem carros com elevados descontos. "A tendência é desse tipo de serviço acelerar no Brasil e o consumidor poderá escolher", afirmou Di Si.
Leia Também
* As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26
Bradsaúde (SAUD3): lucro sobe 14,4% e dividendos chegam a R$ 1 bilhão, mas ‘dor de cabeça’ volta a atacar
21 de outubro de 2026 - 18:34TEM MAIS POR VIR
A festa ainda não acabou: B3 (B3SA3) pode subir mais 27% e pagar bons dividendos, diz Santander
21 de outubro de 2026 - 16:23VISÃO DE GESTORES
“Parece que não pode ver um real sobrando”: por que acordo com o Einstein reacende dúvidas sobre uso do caixa da Ânima (ANIM3)
21 de outubro de 2026 - 14:45BALANÇO DECEPCIONOU?
WEG (WEGE3) cai mais de 7% com balanço pressionado por dólar e tarifas; exagero ou sinal de alerta?
21 de outubro de 2026 - 14:19FORA DO AR
Bons resultados da Netflix (NFLX) vêm de ‘ajuste de última hora’, e futuro preocupa, diz analista; veja os números
21 de outubro de 2026 - 14:07OPORTUNIDADE OU ARMADILHA
O pior já passou? Bradsaúde (SAUD3) encara custos maiores e lucro pressionado no 3T26. É hora de fugir ou comprar?
21 de outubro de 2026 - 11:13PRÉVIA DO BALANÇO
Bradesco (BBDC4) chega ao balanço com quase R$ 10 bilhões a mais no caixa, mas ainda precisa convencer que a virada veio para ficar
21 de outubro de 2026 - 6:13DE OLHO NA SELIC
Vamos (VAMO3) já subiu 106% no ano com a ajuda do trade eleitoral. Ainda há espaço para ganhar mais?
20 de outubro de 2026 - 18:45PÁGINA VIRADA
Americanas (AMER3) vira a página da recuperação judicial, mira nova fase e dispara 25% na B3; o que esperar da varejista?
20 de outubro de 2026 - 17:23NEGÓCIO DA CHINA?