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Banco também eleva preço-alvo, vendo potencial de valorização de 20% dos papéis
Mais um banco está otimista quanto às perspectivas da Suzano (SUZB3) para os próximos meses, e isto está fazendo as ações da fabricante de papel e celulose registrarem uma das maiores altas do Ibovespa nesta sexta-feira (13).
O J.P. Morgan anunciou hoje que elevou a recomendação para as ações de neutro para compra e o preço-alvo de R$ 47,00 para R$ 60,00, o que pressupõe um potencial de alta em torno de 20% na comparação com o patamar atual da cotação.
A notícia animou os investidores, em dia de bom humor nos mercados. Por volta das 12h51, as ações da Suzano subiam 5,50%, a R$ 51,24. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
O otimismo dos analistas Marcio Farid, Rodolfo Angele e Lucas Yang está calcado em dois fatores. O primeiro é a expectativa de valorização dos preços da celulose em 2021. Depois de adotarem uma postura cautelosa nos últimos 18 meses, eles revisaram para cima a cotação esperada para a celulose a US$ 520 a tonelada.
Segundo eles, o principal motivo para a revisão foi o anúncio da chilena Arauco, uma das principais concorrentes da Suzano, de que a implantação do projeto de expansão de suas atividades foi adiada em seis meses, para o quarto trimestre de 2021. Isto deve influenciar diretamente a oferta de celulose no mercado internacional.
“Esta é a primeira vez que nós elevamos [as projeções para] os preços da celulose desde o primeiro trimestre de 2019, uma vez que vemos uma interessante janela de mercado nos próximos seis a nove meses [entre o primeiro trimestre e o terceiro trimestre de 2021] para os produtores aumentarem os preços e a lucratividade antes que uma nova onda de oferta chegue ao mercado”, diz trecho do relatório.
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Os analistas do J.P. Morgan calculam que a expectativa de melhores preços da celulose resultará em um free cash flow yield, medida de retorno de capital próprio, de 11% a 13% entre 2021 e 2022.
O segundo fator que resultou na revisão positiva da recomendação e do preço-alvo das ações é a forma como a empresa está conduzindo suas operações.
Para os analistas do J.P. Morgan, a Suzano possui uma execução muito melhor do que esperado de suas atividades, conseguindo controlar custos e mantendo a liquidez em bons patamares, mesmo diante dos níveis historicamente baixos da celulose.
Eles avaliam que o múltiplo EV/Ebitda – indicador que mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada – das ações da Suzano, historicamente ao redor de 6,5 vezes, pode subir para uma faixa de 7,0 a 7,5 vezes.
O patamar seria totalmente justificável, considerando a dominância da companhia no cenário internacional (o segundo maior produtor de celulose é 60% menor que ela), o potencial de desalavancagem financeira e expansão sem necessidade de aquisições e o foco da administração em práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês), que podem agregar um prêmio aos papéis.
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