Marfrig reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 27 milhões no 4º trimestre de 2019
No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior

A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.
A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.
No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).
Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.
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O mercado esperava resultados fortes para a empresa - a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 - preço já superado pelo papel.
Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China - são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina - a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana. Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.
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