Funcionário do BB que cumprir metas terá bônus de até 4 salários atuais
Em reação à perda de funcionários para instituições privadas e para se adequar a um ambiente mais tecnológico e competitivo, o Banco do Brasil vai começar a pagar bônus aos empregados que cumprirem metas de desempenho. Aos melhores, o BB vai pagar até quatro salários adicionais por ano, segundo apurou o jornal O Estado de […]

Em reação à perda de funcionários para instituições privadas e para se adequar a um ambiente mais tecnológico e competitivo, o Banco do Brasil vai começar a pagar bônus aos empregados que cumprirem metas de desempenho. Aos melhores, o BB vai pagar até quatro salários adicionais por ano, segundo apurou o jornal O Estado de São Paulo/Broadcast.
A reportagem apurou que, para arcar com o novo programa de remuneração variável, o BB vai reduzir em 10%, em média, o adicional de remuneração fixa pago aos que ocupam cargos de chefia ou de confiança - a mudança, porém, só valerá para os que assumirem essas funções a partir de agora. Não haverá mudança nas remunerações de funcionários de agências, como escriturários e caixas.
A mudança é uma tentativa de transformar a cultura interna do banco e aproximar o BB do modelo de remuneração variável praticado pelas instituições privadas. A ideia é incentivar todos os empregados a priorizar a satisfação do cliente, inclusive aqueles que ocupam funções internas, como desenvolvimento de produtos.
Os empregados do Banco do Brasil são selecionados por meio de concurso público, mas cumprem regime CLT e não possuem estabilidade. O presidente Jair Bolsonaro já deixou claro que o Banco do Brasil não será privatizado. Por isso, a instituição tem adotado uma série de medidas para reduzir gastos e aumentar sua eficiência.
Mudança
Hoje, apenas os funcionários que trabalham na rede de atendimento ao cliente recebem bônus. Para os 30% melhores, o BB paga até três salários de bônus. A partir de agora, todos os empregados vão participar, e os 40% mais bem colocados serão premiados. O primeiro bônus será pago no segundo semestre.
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Empregados que atuam em funções internas do banco, em áreas como operações e tecnologia, poderão receber até 1,5 salário a mais por semestre - ou até 3 por ano. O bônus mínimo semestral será de 0,4 salário.
Para os que já atuam na rede, o bônus será maior: subirá para até 2 salários por semestre - ou até 4 por ano. O bônus mínimo, para esse grupo, será de 0,6 salário por semestre.
Três cargos de confiança que estavam defasados, no entanto, terão aumento: gerentes de postos de atendimento, de clientes private (alta renda) e corporativos. Funcionários nessas funções vinham sendo alvo de "ataque" constante da concorrência, disseram fontes.
Procurado, o BB confirmou o anúncio do novo programa de bônus aos funcionários. "O Banco do Brasil anunciou hoje um novo modelo de remuneração, premiação e avaliação de funcionários que visa impulsionar a alta performance e preparar a empresa para os novos desafios e oportunidades do setor financeiro”, diz a nota.
O BB também vai criar um novo cargo para os funcionários que se destacarem em suas funções como especialistas técnicos, mas que não tiverem perfil de gestor. Hoje, esses empregados não têm reconhecimento financeiro. A nova função, de líder técnico, visa a reconhecer também os melhores em áreas como tecnologia de informação, mercado de capitais e jurídico.
No primeiro ano, não haverá impacto nos gastos com pessoal do banco com o bônus, mas, ao longo do tempo, a economia deve aumentar progressivamente. Em dez anos, a expectativa é que o BB economize 10% do valor atualmente gasto, apurou a reportagem.
As metas de cada empregado associadas ao bônus terão critérios objetivos, relacionados ao plano diretor do banco. Haverá também componentes definidos pelos chefes diretos.
Sindicato.
Para sindicalistas, no entanto, a mudança será para pior - e contesta o pagamento do teto do bônus a 40% da folha. "O Banco do Brasil anuncia que vai começar a pagar bônus de até quatro salários adicionais por ano para os empregados que cumprirem metas de desempenho. Só esquece de dizer que somente 5% dos funcionários vão receber esse benefício", disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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