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Dono das grifes Farm, Animale e Maria Filó levantou R$ 1,8 bilhão em IPO; varejista promete forte atuação no digital
Em um dia de maior aversão ao risco nos mercados, as ações da varejista de moda Grupo Soma ganham destaque na bolsa brasileira pelo desempenho fortemente positivo, até o início da tarde desta sexta-feira (31).
Os papéis fecharam em alta 11,14%, negociados a R$ 11,03, depois de o preço no IPO (oferta pública inicial) ter ficado em R$ 9,90. Veja a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Dono de grifes como Farm, Animale e Maria Filó, o Grupo Soma estreia na bolsa em um momento que promete fortes mudanças no varejo, por conta da crise provocada pela pandemia.
A covid-19 intensificou a trajetória de digitalização do setor varejista. Adicionalmente, há um processo natural de pós-crises em que o mercado de diversos setores é rearranjado, com fusões em aquisições.
O Grupo Soma indicou em prospecto que considera essas duas questões. Em uma frente, disse que o e-commerce apresentou "grande crescimento" nos últimos anos e tem participação significativa nos resultados da companhia.
Em outra frente, afirmou que deve usar parte do dinheiro levantado no IPO para para aquisições de novas marcas, entre outras coisas. A empresa levantou no R$ 1,8 bilhão.
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No entanto, no primeiro trimestre deste ano, o dono das grifes Farm, Animale e Maria Filó apresentou prejuízo de R$ 43,5 milhões - um ano antes a empresa havia lucrado R$ 23,9 milhões. A receita líquida no mesmo período chegou a R$ 294,5 milhões.
Hoje, o Grupo Soma tem 282 lojas - 257 são próprias e 25 franquias. Ao todo, são oito marcas sob seu guarda-chuva.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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