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Empresa terá licença exclusiva para o GTP-3, modelo de linguagem de inteligência artificial criado pela OpenAI - iniciativa fundada sem o propósito lucrativo

O CEO da Tesla, Elon Musk, criticou o anúncio de que a OpenAI concedeu à Microsoft uma licença exclusiva para o GPT-3, o novo modelo de linguagem de inteligência artificial da instituição.
Longe de ser uma bravata do bilionário, a desconfiança encontra eco na internet e amplifica as dúvidas em torno do projeto. "Isso [a exclusividade da licença para companhia] parece o oposto de aberto. Em essência, a OpenAI é capturada pela Microsoft", disse no Twitter.
Mais recente iniciativa da OpenAI, o GPT-3 funciona como um poderoso "autocompletar", gerando ensaios a partir de uma sentença, músicas inteiras a partir de uma introdução ou layouts de uma página a partir de uma poucas linhas de código HTML.
A OpenAI foi fundada em 2015, levantando bilhões com a premissa de que não teria lucro e de que agiria em benefício de toda a humanidade. Mas a instituição virou alvo de especulação a partir principalmente de 2019, quando suspendeu o lançamento do GPT-2 e criou um braço com fins lucrativos.
A tese que passou a ser ventilada em parte da imprensa era de que a iniciativa planejava licenciar o produto em um futuro breve - impressão que foi reiterada quando, em julho daquele ano, a OpenAI aceitou um segundo investimento bilionário da Microsoft.
Nos meses seguintes, o CEO da OpenAI, Sam Altman, passou a enfatizar em mensagens internas a necessidade de se comercializar as tecnologias para continuar com o apoio ao trabalho, segundo a publicação MIT Technology Review.
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O CTO da Microsoft, Kevin Scott, disse no blog da empresa que o licenciamento do mais novo produto seria para "alavancar suas inovações técnicas, desenvolvendo e fornecendo soluções avançadas de Inteligência Artificial" aos clientes da companhia.
Não está claro exatamente quais seriam seus usos comerciais do GPT-2 e nem mesmo ao que exatamente a licença daria direito à empresa. Scott disse que a OpenAI continuará a oferecer acesso ao GPT-3 por meio de sua API.
A Microsoft disse ao portal The Verge que o acordo dá acesso exclusivo ao código subjacente do GPT-3 - permitindo que ela incorpore, reaproveite e modifique o modelo como desejar.
Já a OpenAI reiterou a mensagem dizendo que "o acordo não tem impacto sobre o acesso contínuo ao modelo GPT-3 por meio da API da OpenAI, e os usuários existentes e futuros continuarão construindo aplicativos com nossa API, como de costume".
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