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2020-01-16T08:16:51-03:00
lava jato

Delator do Banco Paulista cita propina de R$ 20 mi a funcionários do BC

Banco Paulista foi alvo da 61ª fase das investigações, deflagrada em maio de 2019, sob suspeita de lavar dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht

16 de janeiro de 2020
7:05 - atualizado às 8:16
Fachada do Banco Central do Brasil (BC)
Imagem: Arnaldo Jr./Shutterstock

O ex-funcionário da mesa de câmbio do Banco Paulista Paulo Cesar Haenel Pereira Barreto delatou R$ 20 milhões em propinas para funcionários do Banco Central para agilizar trâmite de importação de dinheiro em espécie de bancos paraguaios, entre 2008 e 2015. A informação foi revelada pela revista Crusoé e confirmada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O acordo foi firmado com as forças-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. O Banco Paulista foi alvo da 61ª fase das investigações, deflagrada em maio de 2019, sob suspeita de lavar dinheiro do departamento de propinas da Odebrecht. Segundo as investigações, entre 2009 e 2015, R$ 52 milhões foram lavados por meio da celebração de contratos falsos com o banco.

A parte do acordo que narra crimes cometidos em São Paulo foi homologada pela juíza federal Fabiana Alves Rodrigues, da 10ª Vara Criminal. São 16 anexos, e os procuradores ressaltam que dois deles se referem a fatos investigados pela Lava Jato no Rio e Curitiba.

Em junho de 2019, Barreto foi um dos três denunciados pela Operação Lava Jato pela suposta lavagem à Odebrecht. Segundo a denúncia, a cifra teria sido lavada por meio de 434 transferências bancárias a sete empresas de fachada de operadores do departamento de propinas da empreiteira.

Defesa

Em nota, o Banco Central esclarece "que não foi comunicado sobre o conteúdo do referido processo, que corre em segredo de Justiça. O BC esclarece, ainda, que todas as instituições autorizadas a operar em câmbio podem também realizar operações de importação e de exportação de dinheiro em espécie, sem depender para isso de qualquer outra ação ou autorização desta Autarquia. Por fim, o BC ressalta que seus processos de regulação, autorização e fiscalização são executados com elevado padrão de governança, gestão e auditoria."

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