Menu
2020-09-02T17:51:54-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
setor em transformação

Credit Suisse eleva recomendação e aponta Carrefour como ação favorita no varejo

Para o banco suíço, os papéis do Carrefour na B3 podem subir 24% em relação ao preço de fechamento de ontem, chegando a R$ 25 em 12 meses; veja as razões

2 de setembro de 2020
15:17 - atualizado às 17:51
Carrefour Express
Imagem: shutterstock

A temporada de balanços do segundo trimestre serviu para o Credit Suisse atualizar as projeções para o varejo, elegendo a ação do Carrefour como favorita para o setor no Brasil.

Analistas do banco disseram ainda ter recebido sinalizações positivas dos executivos da empresa em teleconferência.

Para o banco suíço, os papéis do Carrefour (CRFB3) na B3 podem subir 24% em relação ao preço de fechamento de ontem, chegando a R$ 25 em 12 meses. A recomendação para a ação foi alterada de neutra para compra. Nesta quarta-feira (2), os papéis da empresa subiram 1,58%, a R$ 20,52.

'Bons indicadores'

Ao recomendar a compra da ação do Carrefour, os analistas do banco apontam que a dinâmica das operações em julho e agosto já indicam uma aceleração do “pague e leve”.

Eles também veem um crescimento das vendas na divisão de varejo - de 20% no período, considerando as lojas abertas - e dizem perceber que a empresa acredita em um movimento de alta sustentável a longo prazo.

O otimismo seria sustentado por "bons indicadores" de vendas e lucro nas operações de venda de alimentos na Europa e preços competitivos. "Não parece haver diferença no desempenho das lojas do Carrefour em regiões brasileiras, com população de alta e baixa renda", afirmam.

Em busca de escala

Em outra ponta, o Credit Suisse disse que a parte de hipermercados do Carrefour está procurando a escala "certa". "Quanto maiores as vendas, maior a diluição dos custos fixos (principalmente para logística), sustentando margens muito mais saudáveis", escrevem os analistas.

Melhor margem daria espaço para redução dos preços de vendas, aumentando a receita, defendem. "A estratégia sobre os hipermercados do Carrefour levou a um ganho de market share de 240bps no segundo trimestre", lembram.

Segundo eles, a estratégia pode explicar por que os itens não alimentícios continuam tendo um bom desempenho, apesar da reabertura das principais lojas dos concorrentes.

Para o Credit, os hipermercados parecem ser uma parte importante do ecossistema do Carrefour, uma vez que a empresa melhorou, segundo o banco, a experiência do cliente por meio de iniciativas omnicanal.

E-commerce e o equilíbrio

O e-commerce é outro ponto de destaque para os analistas do Credit Suisse. Segundo o banco, os executivos da empresa demonstraram ter como objetivo acelerar o comércio eletrônico do Carrefour e do Atacadão, visto que a parte de alimentação "parece ter se tornado a próxima fronteira para a penetração do e-commerce."

"No entanto, isso não significa que eles abrirão mão da lucratividade para fomentar o GMV [métrica de transações em reais que ocorrem em um período específico]", afirma os analistas.

Segundo eles, o ponto do equilíbrio entre custos e receita no e-commerce do Carrefour esteve muito mais próximo no último trimestre e as perspectivas são boas. "Não é simples operar um negócio de varejo de alimentos. Parece uma vantagem competitiva do Carrefour em relação aos principais players", escrevem.

O Credit Suisse destaca também a parte de soluções financeiras do Carrefour. Eles lembram que por 30 anos o Carrefour ofereceu apenas um cartão que permitia monetizar o volume de pagamentos, mas que a empresa agora sinaliza uma expansão da base de produtos.

O que dizem outras casas

Quando o Carrefour divulgou os números do segundo trimestre, XP Investimentos e BTG Pactual mantiveram a recomendação "neutra" para as ações da empresa, apesar de terem destacado pontos positivos.

O BTG falou que os números do período foram fortes - o que demonstraria, segundo o banco, resiliência e reforçaria a visão de que o setor de varejo alimentício deve apresentar um resultado positivo em 2020.

A XP também destacou que o desempenho do varejo alimentar é o ponto forte da companhia. Hoje, o Atacadão é responsável por 70% da receita do segmento (com crescimento de 13,5% em relação ao ano passado).

A corretora falou em um avanço do e-commerce para os próximos meses. Segundo o balanço do Carrefour, 7,7% das vendas de alimentos são realizadas digitalmente, sendo 60% feita por novos clientes.

Comentários
Leia também
UMA OPÇÃO PARA SUA RESERVA DE EMERGÊNCIA

Um ‘Tesouro Direto’ melhor que o Tesouro Direto

Você sabia que existe outro jeito de investir a partir de R$ 30 em títulos públicos e com um retorno maior? Fiz as contas e te mostro o caminho

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os três mosqueteiros do varejo e outros destaques da noite

Na bolsa e no setor de varejo, a máxima do “um por todos e todos por um” não se aplica. Empresas competem umas com as outras e investidores buscam as melhores aplicações — o “cada um por si” tem bem mais adeptos. Mas, quem diria, três mosqueteiros juntaram suas espadas para comemorar os bons resultados […]

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa sobe puxado pelo minério de ferro e encosta nos 123 mil; NY fecha o dia no vermelho

Com a economia chinesa aquecida, a demanda por commodities segue em alta e sustenta bons níveis para o Ibovespa.

Seleção Empiricus

🔴 AO VIVO: Quais são os investimentos para o segundo semestre? | Seleção Empiricus

Caminhando para o fim do primeiro semestre, nosso time do Seleção Empiricus de hoje discute o que podemos esperar da Bolsa para os próximos meses. A escalação do jogo de hoje conta com Max Bohm, Matheus Spiess, Cris Fensterseifer e Marcos Queiroz.

Segure seus bitcoins

Golpistas se passam por Elon Musk e roubam dinheiro de investidores de criptomoedas

Os criminosos usaram perfis falsos do CEO da Tesla para levar ao menos US$ 2 milhões de entusiastas do bitcoin e outras moedas digitais

Orçamento apertado

Segmentos mais impactados de comércio e serviços tiveram perdas de R$ 225,7 bi em 2020

Montante é maior que o total produzido por países como Sérvia e Tunísia. Varejo de roupas perdeu 10% do seu tamanho no ano passado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies