O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para professor da UFRJ, mesmo considerando um cenário mais pessimista, os preços do petróleo não se sustentam a médio prazo no patamar de US$ 30 o barril
Os impactos econômicos do coronavírus são maiores para a Petrobras do que a nova disputa de preços que derrubou o valor dos barris de petróleo em todo o mundo. A avaliação é de Edmar Almeida, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Instituto de Energia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).
Para o especialista, mesmo considerando um cenário mais pessimista, os preços do petróleo não se sustentam a médio prazo no patamar de US$ 30 o barril.
Almeida diz que um valor baixo por seis meses, por exemplo, geraria uma redução da oferta — em especial nos Estados Unidos, que têm custo muito elevado para a produção. "Preço baixo por si só gera um ajuste no mercado", diz.
A guerra de preços do petróleo agravou a aversão ao risco nos mercados globais, que já sentiam os impactos do coronavírus na economia.
No último domingo (8), a Arábia Saudita anunciou enormes descontos na venda do próprio petróleo, em retaliação à Rússia — que não aderiu ao plano de cortar a produção da commodity para se adequar a um cenário de menor demanda em razão do surto de coronavírus.
No primeiro dia de pregão após o anúncio, o petróleo tipo Brent com vencimento em maio caiu 24,10%, a US$ 34,36, e o WTI para abril desvalorizou 24,58%, a US$ 31,13.
Leia Também
O tombo nos preços do petróleo se refletiu nas cotações das petroleiras mundo afora. Aqui na B3, as ações da Petrobras perderam quase 45% de valor na bolsa desde segunda-feira. Só no fatídico pregão de hoje a baixa dos papéis preferenciais (PETR4) era da ordem de 20% por volta das 12h30.
A estatal já vinha em forte queda, assim como quase todas as ações listadas na B3, diante da incerteza sobre os impactos do coronavírus — acompanhando um movimento global de aversão ao risco.
Para o professor da UFRJ, esse deve ser o maior fator de preocupação porque a redução na atividade econômica afeta a demanda da China. O país asiático é o maior importador de petróleo do mundo e consome cerca de 14 milhões de barris por dia.
Segundo Almeida, o cenário mais provável é que a crise do coronavírus dure “alguns meses”, conforme o chegue o verão no hemisfério norte — o vírus tem propagação dificultada no calor.
“Então, essa crise não é de longo prazo”, diz. “E quando você olha a situação de hoje da Petrobras, você percebe que ela consegue atravessar por uma situação como a provocada pela epidemia.”
Depois de atingida pela Operação Lava Jato da Polícia federal em 2014 e apresentar prejuízos por quatro anos seguidos, a Petrobras se reergueu a partir de 2018, com a alta do preço do petróleo e o avanço da cotação do dólar. Naquele ano, a estatal lucrou R$ 25,77 bilhões, ante perdas de R$ 466 nos doze meses anteriores.
No ano passado, a linha final do balanço da petroleira saltou 55,7% e chegou a R$ 40,1 bilhões — o maior lucro anual da história da empresa. O resultado foi impulsionado pelos ganhos de eficiência na extração de petróleo e pela política da nova gestão de se desfazer de ativos não essenciais. "A situação financeira melhorou muito. Os custos diminuíram, em especial de extração do pré-sal. A empresa tem como se adaptar", diz
No ano passado, a estatal vendeu, entre outros, 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), por R$ 33,5 bilhões, e se desfez de 30% da BR Distribuidora, levantando mais R$ 8,56 bilhões.
Almeida avalia que os projetos da Petrobras são muito grandes e de longo prazo para alterar qualquer plano da empresa. “Não são iniciativas que mudam de acordo com o preço do petróleo”, diz — acrescentando que projetos cuja decisão de investimento ainda não foi tomada podem ser afetados.
O BTG Pactual segue a mesma linha. Para os analistas do banco, o dinheiro obtido com os ativos pode compensar uma queda de 40% nas projeções para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) — que deve chegar a US$ 20 bilhões em 2020, com base no petróleo tipo Brent a US$ 42.
Na estimativa dos analistas, a cada variação de US$ 10 no petróleo tipo Brent, o Ebitda anual passa por uma variação de US$ 7 bilhões. O BTG possui preço-alvo de R$ 21 para as ações da estatal.
Escalada das tensões no Oriente Médio, com foco em Israel e Líbano, ainda mantém os preços do barril em níveis elevados, e coloca estatal entre as mais negociadas do dia na bolsa brasileira
O fundo imobiliário destacou que a movimentação faz parte da estratégia ativa de gestão, com foco na geração de valor para os cotistas
A construtora divulgou números acima das expectativas do mercado e ações disparam mais de 12%, mas Alea segue sendo o grande incômodo de investidores
Trump pausou a guerra contra o Irã, mas o setor de defesa está longe de esfriar; BTG Pactual projeta um novo superciclo global de investimentos e recomenda ETF para capturar ganhos. Entenda por que a tese de rearmamento segue forte.
Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas