Com novo Iphone, Apple pode ajudar conexão 5G a deslanchar globalmente
O iPhone demorou a chegar em 2020, mas pode causar um grande impacto. Tradicionalmente revelado em setembro, o novo smartphone da Apple foi afetado pela pandemia do novo coronavírus. Revelado na terça-feira, 13, ligeiramente o produto - tela mais resistente, câmera com sensores avançados e um chip mais veloz. A principal novidade, porém, é que […]

O iPhone demorou a chegar em 2020, mas pode causar um grande impacto. Tradicionalmente revelado em setembro, o novo smartphone da Apple foi afetado pela pandemia do novo coronavírus. Revelado na terça-feira, 13, ligeiramente o produto - tela mais resistente, câmera com sensores avançados e um chip mais veloz.
A principal novidade, porém, é que os quatro novos aparelhos funcionarão com o 5G - conexão móvel de quinta geração em fase de implantação em vários países.
[captacao]
É a primeira vez que a Apple terá um celular compatível com o 5G. "É uma nova era para o iPhone. O 5G vai trazer ótima experiência em downloads, games e vídeos", disse Tim Cook, presidente da empresa, durante apresentação online.
Para alguns, a empresa chega atrasada ao mercado, porque rivais como Samsung, Huawei e Motorola já têm aparelhos com a conexão nas lojas desde o início de 2019. Outros não veem da mesma forma.
"O 5G é uma tecnologia ainda relativamente imatura globalmente.
Ainda vai demorar para ter massa crítica, mas a Apple pode dar esse empurrão", disse Thomas Husson, vice-presidente da consultoria americana Forrester. "A Apple vai fazer mais pelo 5G do que o 5G pelos novos iPhones".
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É um bom argumento: nos Estados Unidos, a tecnologia ainda não está disponível amplamente. No Brasil, apenas um teste é feito por operadoras, mas ainda o País aguarda a realização do leilão de frequências a ser feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), previsto para o ano que vem, para usufruir do pleno potencial da inovação.
Além do 5G, outra grande novidade apresentada ontem foi o iPhone 12 mini, um modelo "topo de linha", mas com tela menor que as versões principais do iPhone - ele terá 5,4 polegadas e custará a partir de US$ 729, mesmo preço do iPhone 11 revelado em 2019.
"A dinâmica de preço este ano foi muito interessante, e os valores vieram abaixo das expectativas, o que é importante em meio à pandemia", disse Harsh Kumar, da consultoria Piper Sandler & Co, em nota a investidores. Por aqui, por causa do dólar, os preços não ser tão atraentes assim - ontem, após o evento, a Apple reajustou os iPhones à venda atualmente.
Sem carregador
Outra novidade da Apple gerou polêmica: nenhum dos modelos do iPhone 12 será vendido com carregador e fones de ouvido na caixa. A justificativa da empresa é ecológica: com mais de 2 bilhões de carregadores já vendidos, a empresa tenta reduzir emissões de carbono na captação dos metais e na fabricação dos acessórios. No entanto, o tiro saiu parece ter saído pela culatra: nas redes sociais, usuários acusaram a empresa de adotar um discurso bonito para vender mais - afinal, quem não tiver um carregador terá de comprá-lo à parte.
Para Michel Roberto de Souza, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a mudança pode trazer problemas à empresa. "Precisa estar sinalizado na hora da compra que o carregador não está incluso, para não se induzir (o cliente) ao erro", disse ele, que acredita que a companhia pode incorrer em venda casada, algo proibido pelo Código de Defesa do Consumidor brasileiro. "É algo que ainda está nebuloso."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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