Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-12-01T17:50:18-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
planos do grupo sbf

Centauro conclui compra da Nike do Brasil e dobra de tamanho

Receita da empresa vai para cerca de R$ 6 bilhões; com aquisição companhia deve por de pé a estratégia de ser uma referência no mundo do esporte

1 de dezembro de 2020
13:51 - atualizado às 17:50
Grupo SBF
Centauro - Imagem: Shutterstock

O grupo SBF, controlador da Centauro, rede de lojas de artigos esportivos, concluiu a compra da operação comercial da Nike no Brasil por R$ 1,032 bilhão. Com o fechamento do negócio o grupo praticamente dobra de tamanho.

De uma receita de um pouco mais de R$ 3 bilhões a empresa vai para cerca de R$ 6 bilhões e se estrutura para pôr de pé a estratégia de ser uma referência no mundo do esporte.

"Quero ser um ecossistema: conhecer não só o que o consumidor compra, mas toda a sua jornada para oferecer produtos e serviços específicos, como personal trainer, indicação de grupos de corrida, por exemplo", diz Pedro Zemel, presidente do grupo.

O executivo diz que a construção desse novo modelo de negócio começa com dois ativos de peso e que, juntos, têm grande sinergia. Um deles é a rede da Centauro, com 209 lojas em 26 estados e 20 milhões de clientes. A varejista será comandada por Claudio Assis, ex-diretor de operações.

O outro pilar é a distribuição da marca Nike no País, concentrada na nova empresa do grupo que se chamará Fisia. Ela vai reunir as 31 lojas físicas da Nike, o site da marca e a venda dos produtos para outras varejistas.

A Fisia será dirigida por Karsten Koeler, que liderava a distribuição da Nike antes da venda da companhia para o grupo SBF. Apesar de a distribuição estar concentrada numa nova empresa, a marca Nike continuará na fachada das lojas. O grupo negociou o direito de explorá-la por dez anos.

Zemel diz que as operações da Centauro e da Fisia serão mantidas separadas, inclusive fisicamente. A sede da Centauro, com 6.300 funcionários, continua no bairro paulistano da Lapa, e a da Fisia, com 1.200 empregados, fica no bairro vizinho da zona oeste, na Lapa de Baixo.

No entanto, a configuração poderá permitir que o consumidor compre pelo site da Nike e retire o produto na loja da Centauro. A intenção é dar flexibilidade entre canais de vendas. "A Nike.com tem um potencial enorme, e os dois negócios juntos conseguem ter uma oferta maior para o consumidor final do que separados", afirma.

Novas aquisições

Na nova arquitetura do grupo, a holding, comandada por Zemel, vai reunir as áreas de tecnologia, finanças, marketing, logística e a cadeia de suprimentos. São cerca de 500 funcionários que vão ocupar três andares do tradicional Edifício Birmann, na avenida das Nações Unidas, onde antes funcionava a editora Abril.

Isoladas fisicamente, essas áreas atenderão às duas empresas do grupo por enquanto. "Vamos servir a tantas outras que a gente consiga construir ou comprar", diz o executivo, dando claras indicações dos próximos movimentos que estão no radar do grupo.

A companhia encerrou o terceiro trimestre deste ano com R$ 1,5 bilhão em caixa. Zemel diz que parte dessa cifra foi usada na compra da operação de distribuição da Nike no País.

O restante do dinheiro será direcionado à abertura e reforma de lojas da Centauro e investimentos em tecnologia. "Aquisições menores evidentemente cabem nesse cheque, mas se tivermos de fazer um movimento maior, daí é outra discussão."

O executivo não revela quantas lojas da Centauro serão abertas no próximo ano nem fala qual o crescimento esperado para a companhia, após a compra da distribuição da Nike no País.

Mas analistas de mercado que acompanham o desempenho da empresa, que tem ações na Bolsa, calculam que existam entre 20 e 30 novas lojas programadas para 2021.

Somadas às reformas das que estão em operação, seriam cerca de 50 pontos de vendas, que demandariam investimentos da ordem de R$ 200 milhões.

Outra alavanca de crescimento do grupo, além da compra de empresas, é a inovação. Por isso a companhia está investindo em profissionais de tecnologia para desenvolver produtos e serviços específicos.

Recentemente contratou 100 profissionais, entre engenheiros de software, cientistas de dados e designers, além de ter se aproximado de startups.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

FINAL DE ANO TURBINADO

Cosan (CSAN3) vai pagar R$ 700 milhões em dividendos e você tem apenas mais uma semana para garantir a bolada; entenda

O pagamento deverá cair na conta dos acionistas até o dia 28 de novembro; veja o que é preciso fazer para ter direito ao montante

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Ibovespa emplaca mais um dia de alta, Brasil se destaca entre os países mais desiguais do mundo e surge uma nova estrela no mundo cripto; confira os principais destaques do dia

Depois de livrar o Ibovespa de muitos apuros no primeiro semestre e sustentar o índice no azul mesmo diante dos problemas político-fiscais e econômicos enfrentados pelo país, a alta histórica do minério de ferro se transformou em um movimento de queda livre. Não por acaso, nos últimos meses a bolsa brasileira renovou as mínimas do […]

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa aproveita alta das commodities e do mercado internacional para emplacar quarto pregão de alta; dólar recua mais de 1%

O alívio com a variante ômicron e a calmaria no noticiário político ajudam o Ibovespa a buscar recuperação na reta final de 2021

Oportunidade animal

Seu bichinho de estimação pode render na bolsa: Petz (PETZ3) vai acelerar aquisições após oferta de ações

Depois de colocar R$ 700 milhões no bolso, a empresa tem uma série de ativos sendo analisados, segundo o fundador e presidente da empresa, Sergio Zimerman

EXPORTAÇÕES MAIS CARAS

Gasolina mais barata? Projeto de lei quer estabilizar preço dos combustíveis; medida não assusta e ações da Petrobras (PETR4) sobem

Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta terça-feira, projeto de lei estabelecendo alíquotas mínimas para o imposto de exportação que incide sobre o petróleo

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies