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2019-06-14T13:00:22-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Acionistas batem o martelo

Magazine Luiza vence disputa com Centauro e vai comprar a Netshoes por US$ 115 milhões

Valor equivale a US$ 3,70 por ação. Nem mesmo a proposta maior feita ontem à noite pela Centauro, que ofereceu US$ 4,10 por ação, convenceu os acionistas da Netshoes

14 de junho de 2019
12:52 - atualizado às 13:00
Site do Magazine Luiza
Imagem: Shutterstock

Os acionistas da Netshoes decidiram não trocar o certo pelo duvidoso e aprovaram a venda para o Magazine Luiza, por US$ 115 milhões – R$ 446 milhões ao câmbio de hoje. O valor equivale a US$ 3,70 por ação.

Nem mesmo a proposta maior feita ontem à noite pela Centauro, que ofereceu US$ 4,10 por ação (US$ 127,3 milhões), convenceu os acionistas da Netshoes, que bateram o martelo no leilão e aprovaram a venda para o Magalu com o voto de 90,32% na assembleia.

As ações do Magazine Luiza (MGLU3) reagem bem ao desfecho dessa disputa, com uma alta de 2,05% por volta das 12h20. No mesmo horário, os papéis da Centauro (CNTO3) recuavam 1,29%.

A Netshoes, que tem ações listadas na bolsa de Nova York (Nyse) eram negociadas em queda de 2,63%, cotadas a US$ 3,70 – alinhando-se à oferta do Magalu, que tem tudo para ser a definitiva. Confira também a nossa cobertura de mercados hoje.

A vitória, porém, custou caro ao Magazine Luiza. A varejista havia fechado inicialmente a compra da Netshoes a US$ 2,00 por ação. Mas foi obrigada a elevar a proposta diante do avanço da Centauro, que vinha com o caixa recheado após os recursos captados no IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) realizado em abril.

Pela lógica, os acionistas da Netshoes deveriam simplesmente aceitar a maior oferta pela empresa. O problema é que o site de comércio de produtos esportivos enfrenta sérias restrições financeiras, e a oferta do Magalu já obteve aval do Cade, órgão de defesa da concorrência. A previsão é que o negócio seja concluído até o dia 19 de junho.

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