Lucro da Cielo cai pela metade em 2019 e despenca 68% no 4º trimestre
A estratégia deliberada da empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco é sacrificar as margens de lucro para defender a liderança do mercado de maquininhas de cartão. Os números refletem bem esse esforço, para o bem e para o mal

Grande vítima da disputa do mercado de maquininhas de cartão, a Cielo registrou uma queda 49,7% no lucro líquido de 2019. O resultado da empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco foi de R$ 1,580 bilhão no ano passado.
Vale lembrar que a Cielo começou o ano informando o mercado que esperava um lucro de R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões em 2019. Em maio, a empresa retirou a projeção e cortou a projeção de distribuição de dividendos (payout) de 70% para 30% do resultado.
Os números do quarto trimestre trouxeram pouco alento para quem esperava alguma reação. O lucro da companhia despencou 68% e somou R$ 242,4 milhões.
O resultado ficou bem abaixo da projeção média dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 332,3 milhões nos últimos três meses do ano, de acordo com a Bloomberg.
A estratégia deliberada da empresa é sacrificar as margens de lucro para defender a liderança do mercado de maquininhas de cartão. Os números refletem bem esse esforço da companhia, para o bem e para o mal.
Leia Também
O volume de operações nos cartões de débito e crédito pelas maquininhas da Cielo aumentou 9% no ano passado, para R$ 683,1 bilhões.
O problema é que esse avanço se deu com um corte brutal dos preços cobrados dos lojistas, que levou a receita líquida da empresa a cair 17,8%, para R$ 5,3 bilhões. Ao mesmo tempo, a companhia apresentou um avanço de 17,5% nas despesas totais.
A receita com a antecipação de recebíveis aos lojistas, que nos tempos de bonança era uma verdadeira galinha dos ovos de ouro para a Cielo, registrou queda de 26,7% no ano passado.
Dados do trimestre
No quarto trimestre, o volume de vendas realizadas nas maquininhas da Cielo aumentou 12,6%, para R$ 190 bilhões. Já a receita líquida caiu 1,2%, para R$ 2,975 bilhões.
Ainda que o ritmo de queda na receita tenha diminuído nos últimos três meses do ano, o chamado "yield", ou seja, o percentual das vendas realizadas nas maquininhas que se transformam em receita, continuou a cair.
O yield caiu de 0,75% no terceiro trimestre para 0,70% nos meses de outubro a dezembro. No quarto trimestre de 2018, o indicador estava em 0,97%.
Se o balanço traz poucas indicações de retomada dos resultados, a empresa ao menos tem conseguido ampliar a base ativa de clientes, que encerrou o ano em 1,6 milhão, um aumento de 17,7% em 12 meses e de 4,6% no trimestre.
O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS