Caixa e Qualicorp: temporada de balanços segue nesta quarta; veja números
Banco público não tem ações negociadas em bolsa e Qualicorp faz parte do Ibovespa - a baixa é de 17% desde janeiro; veja os destaques do balanço

A Caixa e a Qualicorp divulgaram os resultados do segundo trimestre entre a noite de ontem e esta quarta-feira (26). A maioria das companhias já divulgou o balanço do período, mas as empresas têm até dia 31 para cumprir a tarefa.
O segundo trimestre foi marcado pela pandemia, que afetou de forma negativa muitas empresas com ações negociadas na bolsa - o Ibovespa chegou a derreter cerca de 30% no ápice da percepção negativa dos investidores.
Mas a reabertura econômica e a perspectiva de uma vacina têm acalmado o mercado e muitas das ações que tinham caído muito já recuperaram valores - ao menos em parte.
[captacao]
A Qualicorp (QUAL3), que faz parte do Ibovespa, ainda tem perdas de 17% desde janeiro, enquanto a Caixa não tem ações negociadas em bolsa. Veja os destaques de cada balanço abaixo.
Qualicorp
A Qualicorp registrou lucro líquido de R$ 126,7 milhões no segundo trimestre, alta de 21,5% na comparação anual. Entre os destaques do período, a empresa cita o crescimento de 2% no portfólio de afinidades em relação ao primeiro trimestre, reflexo da nova estratégia de atuação - com aumento de vendas e redução no churn, que significa a taxa de rotatividade de clientes ou evasão para concorrentes.
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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 233,5 milhões neste trimestre, apontando leve queda de 1,9% em comparação com mesmo período do ano passado.
A dívida líquida da companhia em relação ao Ebitda passou de 0,90 vez no final de março para 0,70 vez neste trimestre. O montante da dívida no período caiu 23,5%, de R$ 777,9 milhões para R$ 594,9 milhões, como consequência da forte geração de caixa e da não distribuição de dividendos no trimestre.
Caixa
A Caixa Econômica Federal anunciou lucro líquido de R$ 2,6 bilhões, 39,3% abaixo do mesmo intervalo de 2019. O saldo de empréstimos do banco teve alta de 5,5% no segundo trimestre em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 720 bilhões.
A margem financeira totalizou R$ 9,6 bilhões no segundo trimestre, redução de 31,8% em relação ao igual período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre, o recuo foi de 9,6%, influenciado pelas reduções de 9,3% em receitas de operações de crédito e 17,6% em resultado de TVM (títulos e valores mobiliários) e derivativos, compensadas pela redução de 14,9% em despesas de captação.
O resultado bruto de intermediação financeira foi de R$ 6,79 bilhões, queda de 36,4% em 12 meses e de 21,2% em comparação aos três primeiros meses do ano. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias registraram R$ 5,4 bilhões, redução de 18,8% quando comparado ao segundo trimestre do ano anterior.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) do banco público estava em 12,1% ao final de junho, com redução de 7,59 pontos porcentuais na comparação com junho de 2019 e de 2,8 ponto porcentual em relação a março.
O seu índice de Basileia, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital, atingiu 18,66% ao fim de junho, contra 18,67% ao fim de março.
*Com Estadão Conteúdo
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