O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Os papéis da empresa canadense desabaram na bolsa de Toronto, com os investidores temendo pelo futuro da empresa após resultados abaixo do esperado e o possível fim da parceria estratégica com a Airbus
As ações da fabricante de aeronaves Bombardier atravessaram, nesta quinta-feira (16), o pior pregão de sua história. É isso mesmo: a empresa canadense nunca tinha tido um desempenho tão ruim na bolsa quanto o visto hoje.
Os papéis da companhia (BBD-B) despencaram 31,84% na bolsa de Toronto, a 1,22 dólar canadense. Na mínima do dia, chegaram a desabar impressionantes 38,5%, a C$ 1,10 — uma desempenho nunca antes registrado pela companhia.
Toda essa espiral negativa foi originada pelos dados financeiros preliminares no quarto trimestre, divulgados mais cedo pela Bombardier. Os números traçaram um futuro bastante nebuloso para a companhia e trouxeram um desdobramento que não era esperado pelo mercado.
Entre outros pontos, a empresa canadense projeta receitas totais de US$ 4,2 bilhões nos três últimos meses de 2019, totalizando US$ 15,8 bilhões no acumulado do ano — cifras inferiores às estimativas fornecidas pela própria Bombardier nos últimos anos.

O fluxo de caixa é outra preocupação: entre outubro e dezembro, a Bombardier prevê a geração de US$ 1 bilhão, cerca de US$ 650 milhões abaixo das projeções. O montante é insuficiente para cobrir o buraco formado no restante do ano: mesmo com o saldo positivo no quarto trimestre, o fluxo ainda ficará negativo em US$ 1,2 bilhão em 2019.
E por que os dados vieram tão ruins? Segundo a empresa, o desempenho se deve às ações tomadas para resolver os problemas nos projetos do setor de transporte por trilhos, ao pagamento de despesas e aos gastos relacionados às entregas de aeronaves no primeiro trimestre de 2020.
Leia Também
Aqui cabe um adendo: a Bombardier é conhecida por fabricar aeronaves comerciais de médio porte — é a principal competidora da Embraer nessa categoria. Mas, diferente da companhia brasileira, os canadenses também possuem um braço de transportes terrestres, produzindo trens.
E esse segmento é responsável por grande parte das preocupações. Apenas no quarto trimestre, o Ebit ajustado do setor de trilhos deve ficar negativo em US$ 230 milhões.
Por outro lado, o setor de aviação continua relativamente saudável: ao todo, a Bombardier entregou 58 aeronaves no quarto trimestre, totalizando 175 pedidos concluídos no ano. A margem Ebit para esse segmento deve ficar em cerca de 7%, dentro das estimativas da empresa.
Em meio às decepções, a Bombardier diz estar reavaliando sua parceria com a Airbus. Juntas, as empresas desenvolvem as aeronaves da família A220 — originalmente conhecidos como C-Series.
Segundo os canadenses, apesar de o A220 estar ganhando espaço no mercado, há a percepção de que a parceria precisará de mais investimentos por parte da Bombardier, de modo a dar suporte à demanda crescente — um cenário que atrasaria o cronograma financeiro da cooperação e geraria um menor retorno a ambas as partes.
"Isso pode impactar de maneira decisiva o valor da parceria", afirma a empresa, em mensagem aos acionistas. "Eventuais reduções de participação no programa ainda dependem da conclusão das análises internas, e serão divulgados apenas nos resultados financeiros do quarto trimestre".
A revelação pegou os investidores de surpresa, uma vez que a parceria Bombardier-Airbus foi firmada há pouco tempo, em 2017 — na ocasião, as ações da Embraer sofreram pesadamente, em meio à percepção de que a Bombardier tornaria-se um competidor muito forte no segmento de aviões de médio porte.
Na bolsa de Paris, as ações da Airbus (AIR) fecharam em baixa de 0,64%. Por aqui, os papéis ON da Embraer (EMBR3) recuaram 1,75% — acompanhe a cobertura de mercados nesta quinta-feira.
A Bombardier irá reportar o balanço do quarto trimestre no próximo dia 13 de fevereiro. Até lá, espere muita volatilidade nos papéis da empresa canadense.
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities
CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas
Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100
A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano