Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

caiu, mas caiu menos que podia

Controle de danos: Ibovespa reduz perdas com siderúrgicas, Guedes e NY e fecha em queda de 0,3%

Dólar avança 0,5% com cautela global por segunda onda de covid-19 na Europa e falta de estímulos nos EUA

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
15 de outubro de 2020
18:34 - atualizado às 15:19
Bolsas -- queda --coronavírus
Imagem: Shutterstock

O dia de hoje dos mercados tinha tudo para ser uma sangria, na esteira da cautela espalhada entre os investidores do mundo inteiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas a visão de que o cenário político local está relativamente aliviado somada à expectativa positiva para os balanços corporativos e a redução das perdas em Nova York foi capaz de um controle de danos importante.

No fim da sessão, o Ibovespa entregou uma queda bem reduzida frente ao pior momento intradiário: fechou em baixa de 0,28%, para 99.054,06 pontos, mantendo (por pouco) o patamar de 99 mil e ainda buscando a marca psicológica de 100 mil.

Na mínima, o principal índice acionário da B3 apresentou forte queda de 1,57%, para 97.778,26, ainda durante a abertura, pressionado pelas notícias negativas na Europa e nos Estados Unidos.

Do velho continente continuam a vir sinais preocupantes a respeito do desenvolvimento da covid-19, em meio a novas medidas de restrição de circulação decretadas por alguns países, o que eleva o receio sobre a retomada econômica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dos Estados Unidos, por sua vez, a história é antiga: as expectativas sobre o pacote fiscal do governo continuam negativas, após a fala de ontem do secretário do Tesouro do país, Steven Mnuchin, notando que dificilmente haverá um acordo antes das eleições, e não há novidades no sentido de aprovação do pacote.

Leia Também

Estes fatores inspiraram cautela que pesou sobre as bolsas globais e arrastou a bolsa brasileira, mas o bom desempenho de siderúrgicas e uma fala do ministro Paulo Guedes desanuviaram o cenário.

Política e siderúrgicas ajudam

O chefe da pasta da Economia afirmou à CNN Brasil que pode desistir da criação de um novo imposto sobre transações digitais nos moldes da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), indicando aos investidores maior flexibilidade para a negociação política de reformas.

"Talvez eu desista", disse Guedes, que também afirmou que o novo imposto, se for criado, não vai financiar o programa social do governo, o Renda Cidadã. "Não tem aumento de imposto, não existe aumento de imposto", afirmou o ministro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A declaração de Guedes se elenca em uma série de gestos mais positivos provenientes do cenário político recentemente, entre os quais estão a reconciliação entre o ministro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e a previsão de que o relatório da reforma tributária será votado em Comissão Mista até 10 de dezembro, o que aponta que a agenda pró-mercado voltará à pauta do Congresso ainda em 2020.

"Isso melhorou o cenário, e até as ações dos bancos chegaram a ficar no positivo no Ibovespa", diz Ari Santos, operador de renda variável da Commcor, sobre a fala de Guedes. Hoje, entre essas empresas apenas o papel ordinário do Banco do Brasil (BBAS3) teve alta, avançando 0,65%.

Segundo Igor Cavaca, analista da Warren, o gesto injetou um pouco de ânimo no mercado. "Além disso, iniciamos a temporada de balanços no país, e a expectativa é que os resultados venham melhores do que o esperado", afirma ele, uma vez que hoje a CSN inaugura a temporada de resultados do terceiro trimestre.

A Usiminas e a CSN lideraram as altas percentuais do índice hoje, seguidas pela JBS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Acho que balanços de empresas devem demonstrar uma melhora contínua, após impacto cheio da pandemia no anterior", diz Victor Hasegawa, gestor da Infinity Asset.

Top 5

As siderúrgicas e a JBS foram as maiores altas percentuais do dia no Ibovespa. A projeção para um forte balanço guiou a CSN e puxou a Usiminas.

A expectativa é que a CSN apresente um lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 871 milhões visto um ano antes. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pode chegar a R$ 3,2 bilhões, uma alta de 104% em um ano.

Enquanto isso, a JBS surfou ainda o otimismo dos investidores após acordo com a Justiça dos EUA em que a controladora J&F aceitou pagamento de multa, além da elevação de rating da S&P, de BB para BB+, com perspectiva estável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja as maiores altas do dia:

CÓDIGOEMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
USIM5 Usiminas PNA R$ 10,856,06%
CSNA3 CSN ON R$ 19,455,71%
JBSS3JBS ONR$ 22,40 4,28%
MRVE3MRV ONR$ 18,162,77%
GGBR4Gerdau PNR$ 27,96 2,53%

Os contratos de petróleo no mercado internacional, tanto o WTI quanto o tipo Brent, sofreram baixas hoje. Em linha com isso, as ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) da Petrobras recuaram 1,10%. Seguindo tal desempenho, a maior queda do Ibovespa nesta quinta foram as ações da PetroRio (PRIO3), acima de 5%.

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇOVARIAÇÃO
PRIO3PetroRioR$ 36,23-5,60%
COGN3Cogna ONR$ 5,04-3,45%
ABEV3Ambev ONR$ 13,44-2,61%
GNDI3Intermédica ONR$ 67,07 -2,40%
IRBR3IRB ONR$ 7,00 -2,23%

Bolsas americanas limitam perdas

Os principais índices acionários americanas apresentaram perdas, marcando o terceiro dia seguido de queda, embora tenham se distanciado das mínimas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Dow Jones fechou em queda de 0,07%, o S&P 500, 0,15%, e o Nasdaq amargou a maior perda, de 0,47%.

Lá fora, dois fatores pesaram no humor do investidor e afligiram os nervos.

O primeiro se refere aos temores relativos à segunda onda de coronavírus na Europa. O governo da França, por exemplo, impôs toque de recolher a uma série de cidades, incluindo Paris, e o de Portugal decidiu pelo estado de calamidade — em ambos os casos, medidas que restringem a circulação de pessoas.

O governo inglês, por sua vez, já fala em novas medidas de distanciamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo fator que desanima os investidores são as negociações emperradas para a aprovação de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos. Ontem, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, admitiu que é improvável que o pacote saia antes das eleições presidenciais.

No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox Business que tentaria um valor maior do que o atualmente pleiteado por Mnuchin em conversas com a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, de US$ 1,8 trilhão.

O comentário do republicano vem após Mnuchin sinalizar que poderia haver concessões aos democratas para firmar um pacote antes das eleições.

Ainda falando da economia americana, outra fator contribuiu com o ambiente de aversão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram 53 mil na semana, a 898 mil, resultado frustrou a expectativa de analistas, que previam queda para 830 mil.

Dólar e juros sobem

Enquanto isso, em meio à cautela adotada pelos investidores, o dólar à vista marcou alta de 0,46%, para R$ 5,6155, demonstrando a preferência de alocações no "porto seguro". Na mínima, chegou a cair 0,14%, para R$ 5,5905.

O Dollar Index (DXY), índice que compara a moeda a uma cesta de divisas como euro, libra e iene, mostra avanço de 0,45%, indicando tendência de fortalecimento global do dólar hoje.

"Foi o cenário externo, com a segunda onda e dúvidas sobre o fiscal", diz Camila Abdelmalack, economista da Veedha Investimentos. "Acompanhou o CDS [indicador do risco de calote do país], que subiu de novo."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o alívio visto nas últimas sessões, os juros futuros fecharam em alta nesta quinta, acompanhando o ambiente de "risk-off".

As taxas dos vencimentos de janeiro de 2023 e janeiro de 2025 reduziram o avanço após a fala do chefe da pasta da Economia.

Veja as taxas de fechamentos dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,971% para 1,970%
  • Janeiro/2022: de 3,21% para 3,31%
  • Janeiro/2023: de 4,56% para 4,69%
  • Janeiro/2025: de 6,43% para 6,59%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA PARA COMPRAS

Iguatemi (IGTI11) prevê investimentos e dividendos milionários para 2026; confira o anúncio da operadora de shopping centers

30 de abril de 2026 - 11:01

A Iguatemi publica seu balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26) em 5 de maio e pode apresentar, de acordo com o Itaú BBA, crescimento de 9,6% na receita líquida

PRESSÃO TOTAL

O dia em que o otimismo evaporou da bolsa, fez o Ibovespa fechar no pior nível em um mês e Nova York sucumbir

29 de abril de 2026 - 17:53

No câmbio, o dólar à vista fechou em alta, voltando a ficar acima dos R$ 5,00; confira o que mexeu com os mercados nesta quarta-feira (29)

JOIA RARA

Bradsaúde (ODPV3) faz olhos do Itaú BBA brilharem, que eleva a recomendação para compra; mas entenda qual é o risco

29 de abril de 2026 - 15:45

O Itaú BBA acredita que é uma uma operadora líder geradora de caixa, investimentos hospitalares de alto retorno e um perfil atrativo de dividendos

TOUROS E URSOS #268

O dólar está ‘no limite’? Por que este gestor especialista em câmbio não vê muito mais espaço para queda

29 de abril de 2026 - 14:30

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. Para ele, a moeda norte-americana já se aproxima de um piso e tende a encontrar resistência para cair muito além dos níveis atuais

AUMENTOU A VACÂNCIA

Fundo imobiliário perde inquilina que responde por 16% da receita; confira os impactos no bolso dos cotistas

29 de abril de 2026 - 10:46

Os espaços que serão devolvidos pela inquilina representam, aproximadamente, 11,7% da área bruta locável (ABL) do portfólio do HOFC11

LOGÍSTICA DAY

Nova casa do Mercado Livre: FII do BTG Pactual entrega maior galpão built-to-suit da América Latina; confira os detalhes do novo espaço

28 de abril de 2026 - 18:02

O imóvel é o primeiro ativo de desenvolvimento (greenfield) realizado pela plataforma logística do BTG Pactual

O DÓLAR VAI DERRETER?

Nem Lula, nem Flávio Bolsonaro: o vencedor nas pesquisas eleitorais é o real — e Citi monta estratégia para lucrar com o câmbio

28 de abril de 2026 - 17:08

Enquanto o mercado teme a urna, o banco norte-americano vê oportunidade; entenda a estratégia para apostar na valorização do real diante do cenário eleitoral acirrado no Brasil

VEJA DETALHES

IPO de até R$ 5 bilhões: Compass confirma oferta de ações que ‘sairão do bolso’ dos acionistas, incluindo a Cosan (CSAN3)

28 de abril de 2026 - 9:02

Operação será 100% secundária, o que significa que o dinheiro não entrará no caixa da empresa e, sim, no bolso dos acionistas vendedores, e pode envolver inicialmente 89,28 milhões de ações, com possibilidade de ampliação conforme a demanda

A GEOPOLÍTICA DO DINHEIRO

O dólar mais baixo veio para ficar? Inter corta projeção para 2026 e recalibra cenário de juros e inflação

27 de abril de 2026 - 20:09

Moeda norte-americana perde força globalmente, enquanto petróleo elevado e tensões no Oriente Médio pressionam inflação e limitam cortes de juros; confira as projeções do banco

CONTRATO DE EVENTO

B3 estreia 6 novos contratos de eventos: saiba como funcionam os “derivativos simplificados” de Ibovespa, dólar e bitcoin

27 de abril de 2026 - 19:15

O Seu Dinheiro explica de forma simples como funciona essa forma de operar derivativos com risco limitado

ALUGUEL DE AÇÕES EM DISPARADA

Às vésperas de eleição decisiva na Hapvida (HAPV3), controladores ‘mostram os dentes’ para defender o poder na empresa

27 de abril de 2026 - 18:45

Com aluguel de ações disparando, o movimento que normalmente indicaria pressão vendedora revela, na verdade, uma disputa silenciosa por poder, em que papéis são utilizados como instrumento para ampliar influência na assembleia que decidirá o futuro do conselho

OFERTA PÚBLICA DE AQUISIÇÃO

Sabesp (SBSP3) quer a Emae só para si: com oferta na mesa, EMAE4 dispara até 20% fora do Ibovespa

27 de abril de 2026 - 12:25

As ações da Emae saltam após a confirmação de que a Sabesp, acionista controladora, quer adquirir a totalidade das ações por R$ 61,83 por papel

RESUMO SEMANAL

Estrangeiros de saída do Ibovespa? Bolsa cai 2,8% na semana, mas Hapvida (HAPV3) brilha e dispara 15%

25 de abril de 2026 - 11:32

Nos últimos sete pregões, o saldo do investidor estrangeiro foi de saída líquida de cerca de R$ 3 bilhões

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

BTG Pactual Logística (BTLG11) quer surfar a onda dos galpões logísticos e anuncia oferta de até R$ 2 bilhões; confira os detalhes da operação

24 de abril de 2026 - 15:28

Embora a captação seja de cerca de R$ 1,6 bilhão, o BTLG11, que é um dos fundos mais populares entre os investidores pessoas físicas, também informou que poderá emitir um lote adicional de até 3.902.439 de cotas

RENDA EXTRA NA CONTA

Copel (CPLE3) define data para pagar dividendos de R$ 1,35 bilhão. Quem tem direito ao pagamento?

24 de abril de 2026 - 14:30

O setor elétrico é conhecido pelo pagamento de proventos atrativos. O BTG Pactual e o Safra, por exemplo, veem a ação com bons olhos para quem busca renda extra com dividendos.

TEMPORADA DE BALANÇOS

Lucro da Usiminas (USIM5) mais que dobra e ação salta 7%; dólar fraco e ‘mix premium’ turbinam os números do 1T26

24 de abril de 2026 - 13:14

Com preços mais altos, custos menores e mix voltado ao setor automotivo, siderurgia puxa Ebitda para R$ 653 milhões, enquanto mineração segue pressionada por volumes menores

CICLOS POSITIVOS

Vacância em lajes corporativas volta ao nível pré-pandemia em São Paulo, diz BTG Pactual — mas outro setor bate recordes e rouba a cena

24 de abril de 2026 - 12:01

Apesar das projeções otimistas, o banco identifica que regiões como a Vila Olímpia devem ser impactadas pela devolução de imóveis em breve

ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia