Bancos travam guerra silenciosa por clientes na área de crédito imobiliário
No ano passado, até o mês de novembro, o total de crédito imobiliário que migrou para outra instituição somou R$ 1,46 bilhão

As instituições financeiras travam uma guerra silenciosa pelo cliente na área de crédito imobiliário no Brasil. Entre os cinco maiores bancos do País - Caixa, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander -, nenhum deles aceitou abrir ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) seus números mais recentes sobre portabilidade de crédito. Esses dados são considerados "estratégicos" pelas instituições, ainda mais neste momento em que o mercado de crédito habitacional está se abrindo.
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Em 2015, o total de crédito imobiliário que migrou para outra instituição somou apenas R$ 68,93 milhões, considerando todos os bancos do País. No ano passado, até o mês de novembro, essa conta já era de R$ 1,46 bilhão. Os números ilustram somente o início da guerra pelo cliente, em um mercado que possui hoje estoque total de R$ 630 bilhões, considerando o financiamento para pessoas físicas.
A Caixa Econômica Federal, que abarca a maior fatia do crédito imobiliário no Brasil, afirma que tem como prioridade a concessão de novos financiamentos, mas também oferece a portabilidade aos interessados. Quando o cliente solicita a mudança da Caixa para outro banco, a estatal analisa a situação específica.
Bradesco, Santander e Banco do Brasil também afirmaram, por meio de assessoria de imprensa, que avaliam "caso a caso" a situação de quem deseja migrar seu financiamento para outro banco. De forma geral, a intenção é sempre reter o cliente que procura a concorrência.
Neste cenário, instituições menores também lutam para conquistar uma fatia maior do mercado. O Banco de Brasília (BRB), que hoje tem atuação concentrada no Distrito Federal, registrou crescimento de 368% do crédito imobiliário ao longo de 2019.
"Tivemos 228 contratos de portabilidade apenas no segundo semestre de 2019", disse o presidente do banco, Paulo Henrique Costa. "Hoje, a distribuição está quase meio a meio, entre novos contratos e contratos de portabilidade."
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De acordo com Costa, o crédito imobiliário é estratégico. "Entendemos que o crédito imobiliário é um produto especial, que traz um relacionamento de longo prazo. Ele permite ampliar o relacionamento com o banco e o consumo de outros produtos", afirma.
Para os próximos meses, a meta do BRB é lançar novos produtos, como os contratos prefixados e indexados ao IPCA, inclusive para quem deseja fazer a portabilidade para o banco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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