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Simplypag vai custear viagem a Orlando para um empregado doméstico e um acompanhante depois de ministro causar mal-estar com fala sobre “domésticas indo para a Disney” quando o dólar estava baixo.
A startup Simplypag quer levar uma doméstica à Disney. A empresa, que oferece serviços de gestão de folha de pagamento de empregados domésticos, vai sortear um cartão pré-pago com R$ 7 mil, que alega ser suficiente para uma pessoa levar um acompanhante à cidade de Orlando, no estado americano da Flórida, se hospedar em um hotel 3 estrelas e visitar um dos parques temáticos do Walt Disney World.
A campanha "Doméstica em Orlando" foi uma sacada de marketing da startup, que resolveu surfar a onda da polêmica gerada em torno de uma fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, na última semana.
O ministro causou mal-estar ao dizer, durante uma palestra em Brasília, que, com o dólar baixo, estava "todo mundo indo para a Disneylândia (sic). Empregada doméstica indo para a Disneylândia. Uma festa danada."
O sorteio é aberto para qualquer empregado doméstico registrado, que tenha trabalhado com carteira assinada nos últimos 12 meses, o que abarca as seguintes profissões: acompanhante de idosos, assistente pessoal, babá, caseiro, cozinheira, cuidador de criança, empregada doméstica, faxineira, jardineiro, mordomo, motorista e vigia.
A inscrição pode ser feita no site da startup até 31 de março, e o sorteio será realizado no dia 23 de abril. Se o vencedor não quiser usar o dinheiro para ir para a Disney, pode dispor dos recursos como quiser.
Nem o regulamento do sorteio, nem a campanha nas redes sociais fazem menção direta à fala de Guedes. No Facebook e no Instagram, o texto das postagens sobre a promoção diz apenas: " Falaram que não, mas lugar de doméstica é em Orlando sim!"
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O exemplo usado por Guedes foi muito criticado por ter sido considerado preconceituoso. Nos meios de comunicação e nas redes sociais, a fala foi interpretada por muita gente como uma forma de sugerir que domésticas não poderiam ir para a Disney, uma vez que o ministro estava, na ocasião, defendendo o dólar mais alto.
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