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Papéis dispararam mais de 200% nesta quarta-feira com a empresa buscando reaver o ativo Mina Emma; companhia promoveu no último mês mudanças no conselho
A MMX, do empresário Eike Batista, voltou a ser alvo de especulação do mercado financeiro, impulsionada por novas perspectivas a respeito do plano de recuperação judicial da companhia.
As ações da mineradora tiveram forte oscilações nos últimos dias a ponto de a B3 ter de pedir satisfações para a diretoria da empresa. Mas a surpresa veio nesta quarta-feira (7), com a disparada de 225% dos papéis, a R$ 7,15. O movimento continuou no dia seguinte, com a ação a R$ 14,30 na máxima.
Apesar da escalada, o valor da empresa está distante dos tempos áureos do império de Eike Batista. Em março de 2010, os papéis da MMX valiam R$ 2.023,97 cada, em meio ao pico de produção da companhia, de cerca de 7,7 milhões de toneladas de minério de ferro.
A MMX atribuiu o forte movimento recente dos investidores a uma petição que a empresa protocolou junto ao juízo de sua recuperação judicial buscando recuperar o ativo Mina Emma. A exploração do ativo seria de "grande relevância econômica" para a companhia.
A grande oscilação acontece ainda em um momento de mudanças internas na empresa. No final de setembro, a MMX trocou conselheiros - a promessa de Eike Batista é de novos investidores na companhia, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A MMX tem capital aberto desde 2006, quando prometia multiplicar sua produção de minério de ferro, a 36 milhões de toneladas - número que nunca foi atingido. Nove anos depois a produção chegaria a zero. Hoje, a empresa não opera e nem emprega ninguém.
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