Conheça três dos principais estudos que buscam uma vacina contra o coronavírus – e que mexem com o mercado
Notícias do avanço de pesquisas sobre vacinas contra o coronavírus costumam impactar o mercado, que espera ansiosamente por uma solução que permita uma retomada das economias

Uma das notícias que impulsiona o otimismo no mercado acionário global nesta terça-feira (26), envolve novidades sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.
A Novavax, empresa americana de biotecnologia, anunciou que sua vacina experimental para combate ao coronavírus irá entrar uma nova fase e será testada por humanos. O anúncio levou as ações da companhia a dispararem mais de 16% no pré-mercado americano.
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Notícias positivas sobre o desenvolvimento de vacinas têm dado um gás extra para o mercado acionário no último mês e a especulação em torno de ações de empresas de biotecnologia tem sido frequente. Só o S&P 500, índice que reúne as 500 principais empresas da bolsa americana, já subiu 35% desde a queda acentuada vista no mês de março.
Movimento semelhante ao visto agora aconteceu na semana passada, quando outra empresa de biotecnologia americana, a Moderna, anunciou avanços na sua vacina contra a covid-19. As ações da companhia chegaram a ser negociadas em alta de 30% com o anúncio feito no dia 18 de maio.
Mas, alguns dias depois, os papéis da empresa sofreram um tombo igualmente homérico, aos surgirem dúvidas e questionamentos sobre os dados apresentados pela empresa em um primeiro momento.
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Em um momento de tanta dúvida e incerteza, por que os mercados reagem tão fortemente ao avanço de pesquisas científicas?
A resposta é simples. Uma vacina pode ser a solução para os problemas causados pelo coronavírus.
Com uma vacina no mercado, é certo que os países poderão seguir com os seus planos de reabertura econômica com mais segurança, com riscos reduzidos de novas ondas de contágio pela covid-19.
A perspectiva do fim do isolamento social e a recuperação mais rápida da atividade econômica mundial são o suficiente para animar os investidores e melhorar o cenário para a pandemia que já vitimou mais de 5,4 milhões de pessoas e matou cerca de 347 mil pessoas.
Então, é natural que os mercados monitorem de perto o andamento das pesquisas feitas por laboratórios farmacêuticos, empresas de biotecnologia e universidades do mundo todo. Nos próximos meses, os investidores devem seguir reagindo aos avanços e tropeços das pesquisas que buscam encontrar uma solução para o problema do coronavírus.
As alternativas
No site da Organização Mundial da Saúde (OMS), é possível conhecer e monitorar o andamento dos projetos e candidatos a desenvolvedores de uma vacina para a doença. Você pode conferir as informações clicando aqui.
No momento, as vacinas desenvolvidas pela Moderna e Novavax não são as únicas no radar. Mais de cem projetos estão em andamento no mundo todo, com pelo menos uma dezena de outras iniciativas que já obtiveram o sinal verde para seguir para etapas mais avançadas de pesquisa e que, com sorte, poderão chegar às prateleiras nos próximos meses.
Muitos especialistas acreditam ser impossível a criação de uma vacina efetiva contra o vírus em menos de 12-18 meses. Mesmo assim, as companhias seguem correndo contra o relógio.
Mesmo após aprovadas, as empresas ainda terão o desafio de produzir as vacinas em larga escala para uso emergencial - voltado para trabalhadores da área da saúde, idosos e pessoas mais suscetíveis a desenvolverem complicações originárias do vírus -, essencial para conter a pandemia. A perspectiva é que somente em 2021 uma vacina esteja disponível para a imunização em massa.
Confira três dos principais projetos de vacinas contra a covid-19 em desenvolvimento:
Moderna
A Moderna virou destaque nos últimos dias, quando divulgou que 45 voluntários desenvolveram uma resposta imunológica ao vírus da covid-19 com a vacina testada pela empresa.
A companhia foi a primeira do mundo a começar os testes em humanos em março, com a participação de jovens adultos entre 18 e 55 anos. A expectativa agora é expandir a participação para 105 voluntários, dessa vez incluindo idosos. A previsão é que a nova fase de testes comece em breve e que a companhia atinja os estágios finais de desenvolvimento já no começo de julho.
Nos resultados apresentados, a vacina desenvolvida pela Moderna estimulou a criação de anticorpos e proteínas que estimulam o sistema imunológico.
A empresa é relativamente pequena para a área de atuação, com um valor de mercado de US$ 27 bilhões e menos de mil funcionários.
AstraZeneca + Universidade de Oxford
A Universidade de Oxford, uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo, também tem o seu projeto de vacina contra a covid-19 - que é desenvolvido com apoio de diversas organizações e do governo do Reino Unido.
Em uma projeção feita pela Universidade, no cenário mais otimista, a vacina estará pronta para uso já entre setembro e outubro deste ano.
Dando suporte à pesquisa desenvolvida pela Universidade, a gigante farmacêutica britânica, AstraZeneca entrou com apoio na produção e distribuição da vacina.
No Reino Unido, os testes da primeira fase já começaram. A expectativa é vacinar 510 voluntários com idades entre 18 e 55 anos. Os primeiros resultados são esperados para o fim de maio e começo de junho.
O estudo espera testar pelo menos 5 mil pessoas ainda em 2020.
A entidade governamental BARDA (Biomedical Advanced Research and Development Authority), responsável por chefiar parcerias público-privadas no campo biomédico, criou um fundo de US$ 1,2 bilhão para acelerar o desenvolvimento da pesquisa e espera poder produzir até 300 milhões de doses com o dinheiro. A entidade também irá financiar os testes nos Estados Unidos nos próximos meses.
O Serum Institute of India, maior fabricante mundial de vacinas, também está apostando no projeto e espera produzir até 40 milhões de doses da vacina desenvolvida em Oxford até outubro.
Pfizer
A gigante do mundo farmacêutico Pfizer se uniu a uma pequena empresa de biotecnologia alemã para os testes de uma vacina para o coronavírus.
O time composto pelas duas empresas está testando quatro possíveis vacinas nos Estados Unidos.
São esperados os resultados preliminares para que a companhia priorize o projeto com mais chances de dar certo. A expectativa da Pfizer é expandir o grupo de testados para 7,6 mil participantes.
No momento, a companhia também tem testado primatas para verificar a eficácia dos projetos.
A produção tem sido realizada tanto em uma unidade nos Estados Unidos quanto nas duas unidades da empresa alemã BioNTech na Alemanha. A expectativa das companhia é ter milhões de doses disponíveis já em outubro.
*Com informações do Business Insider
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