Menu
2020-10-10T09:18:15-03:00
Estadão Conteúdo
demanda de curto prazo

Tesouro e Banco Central anunciam mudanças na oferta de títulos públicos

BC fixou um limite máximo de R$ 600 bilhões a ser aceito no leilão de rolagem da operação compromissada com vencimento em 29 de outubro; Tesouro ainda vai oferecer papéis de prazo mais curto

10 de outubro de 2020
9:17 - atualizado às 9:18
roberto campos neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. - Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio ao cenário adverso para o governo se financiar no mercado, o Tesouro Nacional e o Banco Central anunciaram mudanças na oferta de títulos públicos federais e nas operações compromissadas, diante da maior demanda do mercado financeiro por instrumentos de curto prazo.

De um lado, o BC fixou um limite máximo de R$ 600 bilhões a ser aceito no leilão de rolagem da operação compromissada com vencimento em 29 de outubro, ante um valor financeiro de retorno estimado em R$ 981 bilhões. As demais condições do leilão permanecem inalteradas.

O BC usa as operações compromissadas para equacionar o montante de dinheiro disponível no caixa dos bancos e manter a taxa básica de juros, a Selic, em sua meta.

De outro, o Tesouro vai oferecer papéis de prazo mais curto. Em comunicado, o órgão anunciou que deixará de ofertar a Letra Financeira do Tesouro (LFT), atrelada à Selic, com vencimento em março de 2023. A partir de 15 de outubro de 2020, passará a ser ofertada a LFT com vencimento em março de 2022.

Além disso, também haverá oferta da Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B), indexada à inflação, com vencimento em maio de 2023 nas seguintes terças-feiras: 20/10/2020, 03/11/2020, 01/12/2020 e 15/12/2020.

Em agosto, o subsecretário da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco de Morais, reconheceu que havia demanda de investidores por emissões de NTN-B com prazos menores que 2025, até então o papel mais curto ofertado. Na ocasião, porém, ele disse que não era de interesse do Tesouro. “Já há boa demanda pela NTN-B 2025, se passássemos a emitir com prazo menor, geraria uma canibalização”, disse à época.

Compromissadas

No caso das compromissadas, o BC informou que a revisão de montantes e prazos praticados visa a “adaptar os instrumentos de atuação do Banco Central no mercado aberto às mudanças nos condicionantes da demanda por liquidez no mercado de reservas bancárias, que tem se concentrado, por questões conjunturais, em instrumentos de curto prazo”.

O BC informou ainda que serão revistas a frequência, os prazos e os montantes dos leilões para a contratação de operações compromissadas com livre movimentação de títulos. Já os leilões de operações compromissadas de um dia útil de prazo, seguirão sendo realizados sem alterações.

“Tais alterações buscam o aperfeiçoamento da administração da liquidez bancária frente aos desafios impostos pela disseminação da covid-19, alinham-se com ações tomadas pela Secretaria do Tesouro Nacional em função da conjuntura e reforçam o cumprimento do objetivo de manutenção da taxa Selic em linha com a meta de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom)”, diz o comunicado do BC.

O Tesouro, por sua vez, também explicou que o objetivo da mudança na oferta de títulos é promover “maior flexibilidade para o gerenciamento da Dívida Pública Federal (DPF), no contexto dos impactos decorrentes da pandemia”.

“Estas alterações estão alinhadas com as medidas adotadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) para o gerenciamento da liquidez em função da conjuntura econômica”, diz. “O Tesouro Nacional seguirá acompanhando a evolução das condições de mercado para garantir o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros mercados correlatos.”

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

seu dinheiro na sua noite

Fidelidade em baixa com a pandemia

Não, não estou falando da fidelidade entre casais. Até porque, por mais que a convivência excessiva em família na quarentena tenha abalado alguns casamentos, o momento não anda muito propício às puladas de cerca. Estou falando do setor de fidelidade, que abarca as empresas de programas de pontos e milhagem, sobretudo aqueles ligados às companhias […]

Empresa ligada à Vale

Justiça aprova pedido de Recuperação Judicial da Samarco

RJ não terá impacto nas atividades operacionais da mineradora, nem nas ações de reparação e compensação pela tragédia de Mariana

FECHAMENTO

Ibovespa ignora tensão em Brasília e NY no vermelho e avança 1%; dólar também sobe

Enquanto as blue chips garantiram o bom desempenho do Ibovespa, o dólar avançou 0,84%, pressionado pelo noticiário em Brasília

Exaltou integração

Presidente do Banco Central não enxerga competição entre bancos e fintechs

Segundo Campos Neto, a integração entre as mídias sociais e o sistema financeiro é maior inovação que existe no momento

Menos pontos e milhas

Setor de empresas de fidelidade encolhe quase 30% em 2020

O segmento de fidelidade movimentou R$ 5,3 bilhões em 2020, segundo a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF)

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies