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2020-06-08T18:28:04-03:00
Estadão Conteúdo
de olho nos juros

Presidente do BC repete que Copom considera ajuste monetário adicional da Selic

Segundo Campos Neto, o ajuste adicional a ser feito este mês complementará o estímulo necessário como reação aos efeitos econômicos da covid-19

8 de junho de 2020
12:38 - atualizado às 18:28
Roberto Campos Neto
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central - Imagem: Raphael Ribeiro/Banco Central do Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu nesta segunda-feira, 8, que o Comitê de Política Monetária (Copom) da autarquia considera um corte adicional da Selic (a taxa básica de juros) de até 0,75 ponto porcentual em seu próximo encontro, marcado para 16 e 17 de junho. Atualmente, a Selic está em 3,00% ao ano.

O comentário consta de apresentação feita por Campos Neto durante reunião por videoconferência com investidores, organizada pelo Goldman Sachs. A apresentação foi divulgada no site do BC.

Na apresentação, Campos Neto também repetiu que a conjuntura atual recomenda um estímulo monetário "extraordinariamente elevado". Ao mesmo tempo, ele pontuou que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional da Selic.

Conforme Campos Neto, o ajuste adicional a ser feito este mês complementará o estímulo necessário como reação aos efeitos econômicos da covid-19.

O presidente do BC também voltou a pontuar que a variância do balanço de riscos da instituição aumentou. Segundo ele, novas informações sobre a pandemia e a diminuição das incertezas na área fiscal serão essenciais para os próximos passos da política monetária.

Em outro ponto da apresentação, Campos Neto registrou que "se não administrados adequadamente, problemas de liquidez podem se tornar problemas de solvência".

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