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Índice oficial de preços do País sobe 0,64% e supera expectativa de analistas
A inflação acelerou em setembro, na comparação mensal, atingindo o maior resultado para o período desde 2003.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de preços do País, subiu 0,64% no mês passado, ficando acima dos 0,24% de agosto, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (9).
O resultado veio acima da mediana das expectativas de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, do Grupo Estado, que apontava para uma alta de 0,54%. A faixa de projeções variava de 0,45% a 0,61%.
No ano, o IPCA acumula alta de 1,34% e, em 12 meses, de 3,14%, superior aos 2,44% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado veio acima da mediana de projeções, de 3,03%
O principal responsável pela alta do IPCA em setembro, na comparação com agosto, foi o grupo alimentação e bebidas, cujos preços subiram 2,28%.
Segundo o IBGE, o crescimento ocorreu principalmente em função dos alimentos para consumo no domicílio, cujos preços subiram 2,89% frente a agosto. Entre as maiores variações, estão o óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%), que acumulam no ano altas de 51,30% e 40,69%, respectivamente.
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Os preços de outros produtos importantes na composição do IPCA também subiram, caso do tomate (11,72%), leite longa vida (6,01%) e carnes (4,53%).
No lado das quedas, os destaques foram cebola (-11,80%), batata-inglesa (-6,30%), alho (-4,54%) e frutas (-1,59%).
A alimentação fora do domicílio, que havia caído 0,11% em agosto, subiu 0,82% em setembro, influenciada pela alta nos preços do lanche (1,12%) e da refeição (0,66%).
Houve altas em outros seis grupos do IPCA, com destaque para artigos de residência (1,00%), transportes (0,70%) e habitação (0,37%).
Após quatro meses em queda, o grupo vestuário registrou inflação, com alta de 0,37% dos preços.
Entre os grupos que tiveram diminuição de preços, o destaque foi a parte de saúde e cuidados pessoais, com recuo de 0,64% em setembro, na comparação com agosto.
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