Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

Entrevista exclusiva

Criador do regime de metas de inflação diz que Banco Central está atrasado e deveria cortar mais a Selic

Sergio Werlang, ex-diretor de política econômica do BC, disse que ficou perplexo com ação conservadora da autoridade monetária e vê espaço para queda de juros até 2,25% ao ano

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
9 de abril de 2020
5:59 - atualizado às 21:14
Sergio Werlang, ex-diretor do BC e professor e assessor da presidência da FGV
Sergio Werlang, ex-diretor do BC e professor e assessor da presidência da FGV - Imagem: FGV/Divulgação

O Banco Central está atrasado, alerta um dos criadores do regime de metas de inflação no Brasil. Para Sergio Werlang, o corte da Selic para 3,75% ao ano na última reunião do Copom foi bem mais modesto do que deveria, tendo em vista que não há nem haverá pressão inflacionária tão cedo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Fiquei perplexo de [a Selic] cair só 0,5 ponto”, afirmou o ex-diretor de política econômica do BC e Ph.D. em economia pela Universidade de Princeton, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Werlang enxerga a autoridade monetária ainda sendo guiada por um conservadorismo ao observar o cenário econômico. Mas aponta: “Não há nenhuma contraindicação de baixar mais os juros”.

O comportamento do Copom se encontra atualmente defasado em relação ao que outros bancos centrais têm feito, como o Federal Reserve, dos Estados Unidos, segundo o economista.

A instituição norte-americana promoveu dois cortes no total de 1,5 ponto percentual em duas reuniões extraordinárias — uma delas em um domingo, inclusive. Era exatamente esta queda de juro que Werlang julgava cabível na última reunião do Copom.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que de pior aconteceria se víssemos juros ainda menores? A consequência esperada seria a alta do dólar, algo que já está aí — como afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, mais de uma vez.

Leia Também

A moeda norte-americana passou dos R$ 5,30 na máxima histórica atingida na semana passada e fechou ontem cotada a R$ 5,14.

"E qual é o problema de ter um dólar alto? E daí?", contesta Werlang, mencionando que o nível de inflação é confortável e que não se vê, por ora, um efeito da alta da moeda em sua trajetória benigna.

“Se houver algum incômodo após o corte, é só subir o juro de novo, sem problemas. Testa para ver” — Sergio Werlang, ex-diretor do Banco Central

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do mais, diz Werlang, há mais chances de uma acomodação da inflação, que atingiu 4,01% no acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, bem no centro da meta estabelecida para 2020 pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Isto se deve ao fato de que a economia certamente sofrerá um baque com a pandemia do novo coronavírus e não haverá uma alta demanda capaz de pressionar os preços de produtos.

O ex-BC acredita que a Selic possui condições para cair até o patamar de 2,25%, em meio ao cenário turbulento disparado pela pandemia do novo coronavírus.

“Acho que 2,5% ainda é um juro alto”, afirmou Werlang, que depois da autoridade monetária atuou por dez anos no Itaú e atualmente é professor e assessor da presidência da Fundação Getulio Vargas (FGV).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Recuperação em "V"

Engana-se, no entanto, quem acha que Werlang é todo críticas à autoridade monetária. Em meio ao aperto das condições financeiras, ele fez questão de exaltar o trabalho da instituição.

Mentor do sistema de metas de inflação, adotado no Brasil em 1999, o economista acredita que o BC tem feito escolhas acertadas que focam a capitalização e a liquidez das empresas.

Werlang destacou medidas como a ampliação do limite máximo para o Depósito a Prazo com Garantia Especial assegurado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que vai ajudar os bancos de pequeno e médio porte, e a possibilidade de o BC atuar no mercado de títulos privados.

As medidas mitigam significativamente o risco de uma crise de crédito no Brasil, reforçando um sistema financeiro que está "entre os mais sólidos do mundo", segundo o economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E esse mesmo conjunto de decisões do BC sobre o momento econômico crítico deverá permitir uma forte recuperação após o choque da pandemia.

“Podemos ver um V, de vai e volta. Não vejo no momento razão para achar que vai ser algo muito pior, porque o setor financeiro está muito bem posicionado e o BC, tomando medidas corretas.”

Isto apesar do tombo que a atividade global mostrou em fevereiro, afirma o professor, citando o Barômetro da Atividade Global, da FGV.

“Em fevereiro, caiu 15% a atividade econômica global, concentrada em Ásia, Pacífico e África”, afirmou. Apenas outras duas vezes houve uma queda tão grande: em novembro e em dezembro de 2008, no auge da crise financeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O economista não apresenta desconfiança com a possibilidade de aumento do gasto público de forma permanente neste momento, o que poria a credibilidade da política fiscal em risco.

Segundo Werlang, Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara, possui o entendimento da necessidade de um ajuste de médio e longo prazo nas contas públicas e sua posição contribui para a continuidade do teto de gastos e de eventuais reformas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
APETITE POR EMERGENTES

Guerra, petróleo caro e fuga dos EUA: o combo que pode jogar a favor do Brasil, segundo André Esteves, do BTG

31 de março de 2026 - 13:29

Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira

CHOQUE ALÉM DO PETRÓLEO

A guerra no Oriente Médio já chegou no seu bolso — e os bancos tentam colocar em números o peso dessa inflação

31 de março de 2026 - 13:03

Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos

SÓ O COELINHO NÃO DESCANSA

Feriados e chocolates: abril traz Páscoa e Tiradentes após um mês sem feriados nacionais; confira as datas

31 de março de 2026 - 7:45

Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês

EMPRESTA O BRILHO?

Lotofácil 3649 faz multimilionário na RMSP e teimosinha leva prêmio principal da Quina 6989; concurso 2374 da Timemania promete hoje prêmio maior que o da Mega-Sena 2991

31 de março de 2026 - 7:02

Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.

AGENDA MENSAL DE BENEFÍCIOS

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para abril de 2026

31 de março de 2026 - 5:29

Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda

MCMV PARA A CLASSE MÉDIA

Novo teto de R$ 600 mil do Minha Casa Minha Vida contempla imóveis em 1,4 mil ruas de São Paulo — em quais bairros estão essas casas e apartamentos?

30 de março de 2026 - 19:28

Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores

EFEITO DOMINÓ

Guerra pressiona inflação global e pode travar cortes de juros, alerta FMI; Brasil já sente os primeiros efeitos

30 de março de 2026 - 16:46

Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima

BC JOGA NO TEMPO

Por que o BC pisou no freio? “Gordura” da Selic vira trunfo em meio à turbulência global e permite “ganhar tempo”, diz Galípolo

30 de março de 2026 - 13:05

Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse

O RECADO DO MERCADO

Inflação dá sinal de alerta no Focus: mercado piora projeções para alta dos preços e reforça juros altos por mais tempo

30 de março de 2026 - 9:03

Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana

FICOU NO VÁCUO

Mega desprestigiada? Dupla de Páscoa, +Milionária e mais 4 modalidades começam a semana com prêmios maiores que o da Mega-Sena

30 de março de 2026 - 7:52

Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.

O COELHINHO ENGORDOU

Caixa anuncia aumento de 14,3% no prêmio da Dupla de Páscoa; veja quanto vai ser sorteado no feriado prolongado

30 de março de 2026 - 6:44

Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.

CERTEZA DA INCERTEZA

Fim da linha para a queda da Selic? As perspectivas para os juros no Brasil com a guerra e a eleição pela frente

30 de março de 2026 - 6:04

Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também

ALÉM DO PETRÓLEO

Cenário de estresse global muda o jogo para a inflação e a Selic: veja o que pode acontecer com os juros, segundo o Inter

29 de março de 2026 - 17:09

Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais

COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

29 de março de 2026 - 14:40

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

CONTA MAIS CARA EM ANO ELEITORAL?

Para atenuar alta na conta de luz, governo pode conceder crédito de R$ 7 bilhões a distribuidoras de energia elétrica

29 de março de 2026 - 11:07

No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%

TÃO DOCE E TÃO SALGADO

Páscoa sem chocolate? Como a escassez de cacau vai influenciar um dos feriados mais esperados pela criançada

29 de março de 2026 - 10:22

Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate

SEM ACORDO

Após 30 dias de guerra, Irã fecha o cerco no Estreito de Ormuz

29 de março de 2026 - 9:57

Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

AS MAIS LIDAS DO SD

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3), o susto de Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3) e a febre das loterias: confira o que bombou na semana

28 de março de 2026 - 15:31

O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa

DISPARADA DO PETRÓLEO

Combustíveis mais caros, lucro 37% maior: quem está ganhando com a guerra?

27 de março de 2026 - 18:45

Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos

O PESO DA GUERRA

Selic mais alta no radar? Santander revisa projeções de inflação com disparada do petróleo

27 de março de 2026 - 17:32

Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia