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Estadão Conteúdo
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Empresas ainda não tomaram todo o crédito disponibilizado na pandemia, diz Banco Central

O presidente do BC, Roberto Campos Netp, disse que os recursos ainda estão disponíveis

9 de novembro de 2020
15:07
Roberto Campos Neto
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados. - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que as empresas brasileiras ainda não tomaram todos os recursos disponíveis nos programas de crédito abertos para fazer frente à pandemia do coronavírus. "Os recursos ainda estão disponíveis", afirmou, durante evento virtual Greenwich Economic Forum 2020, organizado pela The Economist.

Campos Neto disse que o País vive uma "recuperação robusta" da economia. Ele ressaltou as medidas adotadas pela autoridade monetária para minimizar os efeitos da crise econômica, como a redução de juros, medidas de aumento de liquidez e de estímulo ao crédito. "Nós não cruzamos a linha de fazer política fiscal. Se isso ocorrer, perde-se credibilidade", completou.

O presidente do BC afirmou que o Brasil estava "reiventando o Estado" com reformas, redução de juros e corte de subsídios, quando foi atingido pela pandemia. "Tomamos medidas de capital e liquidez para proteger o setor financeiro. O objetivo foi estabilizar o mercado e ter liquidez no sistema", completou.

Nível de emprego

Campos Neto disse ainda que o nível de emprego em países emergentes como o Brasil não voltará tão rápido quanto o nível da atividade econômica e o consumo, o que demandará ações dos governos. Ele ressaltou que será preciso fazer "mais com dinheiro privado do que com dinheiro público", uma vez que o espaço fiscal dos emergentes para novos estímulos é pequeno. "Os governos terão que fazer mais programas, e a questão é: temos espaço fiscal para isso ir muito longe? Nos mercados emergentes, e especialmente no Brasil que tem uma divida alta, a resposta é não", declarou.

O presidente do BC ressaltou que todos os países estão falando em programa de renda mínima ou imposto negativo a serem adotados no pós-pandemia e que a retomada deve ser "inclusiva e sustentável". "A mudança no padrão de consumo irá acelerar uso de tecnologia", completou.

Ele citou o fomento a investimentos ambientalmente sustentáveis e disse que o trabalho de encontrar precificação do carbono ainda não está feito.

Comentários
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