Menu
2020-04-09T15:16:23-03:00
Estadão Conteúdo
Títulos privados

BCs de emergentes podem necessitar ser comprador de última instância, diz Campos Neto

Roberto Campos Neto fez nesta quinta-feira, 9, em reunião com senadores, uma defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 10, que permite que o BC compre títulos privados durante o período de crise

9 de abril de 2020
15:16
Roberto Campos Neto presidente do BC
Roberto Campos Neto na Sabatina na CAE do Senado. - Imagem: Pedro França/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fez nesta quinta-feira, 9, em reunião com senadores, uma defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 10, que permite que o BC compre títulos privados durante o período de crise. A proposta, em tramitação no Senado, busca permitir que recursos de crédito possam chegar às empresas na ponta final.

Conforme a apresentação de Campos Neto, divulgada pelo BC, a visão é de que os bancos centrais de países emergentes "podem necessitar fazer as vezes de comprador de última instância" neste momento de crise. De acordo com Campos Neto, "vários estão tomando providências neste sentido".

Em defesa da PEC, Campos Neto lembrou que a corrida por liquidez provocada pela pandemia do novo coronavírus "exacerba precificação de risco de crédito mesmo de boas empresas". Na prática, o risco das empresas sobe, o que dificulta o acesso ao crédito. Para Campos Neto, a experiência internacional mostra que o governo precisa tomar parte do risco do mercado de crédito.

Na conversa com os parlamentares, Campos Neto pontuou que países como Estados Unidos, Japão e Reino Unido, além da zona do euro, adotaram programas de compra de ativos de empresas não financeiras. Além das economias avançadas, lembrou Campos Neto, países emergentes lançaram programas de compra de ativos. É o caso de Tailândia, Colômbia, Filipinas, Polônia, Turquia, África do Sul e República Tcheca.

Na apresentação, Campos Neto destacou ainda que o programa de compra de ativos proposto na PEC tem como alvo debêntures, Cédulas de Crédito Imobiliário (CCI), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), notas comerciais, Cédulas de Crédito Bancário (CCB) e fundos creditórios. Pela proposta incluída na PEC, o novo instrumento de compra de ativos não inclui Bolsa (ações) e fundos de investimentos.

Campos Neto participou de videoconferência com senadores no fim da manhã desta quinta, para tratar de aspectos da PEC. Na lista original de participantes constava 14 senadores.

Aprovada na Câmara, a PEC nº 10 - conhecida como PEC do Orçamento de Guerra - deve ir a votação no Senado na próxima segunda-feira, dia 13. Se aprovada sem alterações, ela seguirá direto para sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro. Caso haja alterações, o texto retornará à Câmara.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

seu dinheiro na sua noite

Em fevereiro não tem Carnaval

Moro num país tropical, que eu já não sei se é abençoado por Deus, mas que é bonito por natureza. Mas no próximo mês de fevereiro, ao contrário do que diz a canção do Jorge Ben, não tem Carnaval. A festa foi cancelada pela pandemia. Mas tem outro evento muito aguardado, pelo menos para os […]

JOINT VENTURE

Wiz cria corretora de seguros com a distribuidora de veículos Caoa

Nova companhia terá direito de comercializar com exclusividade, na rede de distribuição controlada pela Caoa, produtos e serviços de seguridade por 20 anos

rodovias estaduais

BNDES aprova R$ 3 bi para lote PiPa, maior concessão rodoviária do País

Banco de fomento informou que o empréstimo cobrirá 58% do total de investimentos previstos nos sete primeiros anos de concessão

Fechamento

De novo ele! Risco fiscal não dá trégua e Ibovespa tem queda firme; dólar sobe a R$ 5,36

Lá fora, o dia foi misto, com os investidores pesando o entusiasmo com Biden e a cautela com a situação econômica na Europa

na justiça

Última audiência de mediação com a Vale no caso Brumadinho termina sem acordo

Segundo o TJMG, mineradora propôs um valor da ordem de R$ 29 bilhões em indenização por danos materiais e morais, abaixo do pedido pelo governo e instituições

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies