Menu
2020-08-21T16:56:50-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
em recuperação

Banco Inter recomenda 8 FIIs para agosto; e-commerce ajuda galpões e shoppings puxam retomada

Carteira recomendada de fundos imobiliários do banco acumula queda de 13,9% em 2020

21 de agosto de 2020
16:49 - atualizado às 16:56
Prédios
Imagem: Shutterstock

O Banco Inter lançou nesta sexta-feira (21) a sua carteira recomendada de fundos imobiliários para o mês de agosto, citando a retomada dos shoppings centers e destacando o papel do e-commerce para os galpões.

A carteira, que acumula queda de 13,9% no ano, foi mantida em relação ao mês anterior. A instituição recomenda compra para oito fundos de investimentos imobiliários, dos quais cinco são de tijolo.

Em relatório, o banco reconheceu que a maioria desses fundos se recuperou em agosto, embora a retomada tenha se dado de forma heterogênea. Após punição severa em outros momentos da crise do coronavírus, até a quarta (19) o índice dos fundos de imóveis subiu 1,6% no mês — o fundo de títulos, por sua vez, teve avanço de 1,3%.

Os números permitem dizer que os ativos do setor têm andado descolados da bolsa. No mesmo período, o Ibovespa caiu 1,8%. Confira a cobertura completa de mercados do Seu Dinheiro.

Os fundos de tijolo recomendados são CSHG Real Estate FII (de lajes corporativas), o Hedge Brasil Shoppings FII e o Vinci Shopping Centers FII (de shoppings), o FII Log CP Inter e o XP Log FII (de galpões).

O valor de uma cota desses fundos varia de R$ 100 a R$ 208. No mês, até aqui o fundo de shoppings da Vinci foi o que mais subiu entre eles, com alta de 3,5%.

As outras recomendações são para fundos de fundos — Hedge TOP FOFII 3 FII e RBR Alpha Multiestratégia — e fundos de títulos e valores mobiliários — o Kinea Índice de Preços FII.

O preço de cota desses fundos varia de R$ 95,3 para R$ 113,6. Entre eles, o com melhor desempenho no mês é o primeiro citado, com avanço de quase 4%.

Diversificação com risco fiscal

O Inter aponta que os shopping centers vêm propiciando um alívio geral, já que o desempenho mais positivo do grupo após a reabertura do comércio gerou uma perspectiva de melhora para o desempenho dos fundos de tijolo como um todo.

No setor de galpões, o Inter menciona a performance do e-commerce, além da retomada da indústria, como fatores que vêm favorecendo o cenário para a categoria.

Segundo o banco, a variação no valor das cotas dos FIIs não altera a expectativa média de retorno deles, que permanece entre 5 e 6%.

"Considerando os juros reais de médio e longo prazo próximo de 3%, o dividend yield médio dos fundos imobiliários ainda apresenta um prêmio de risco adequado em relação aos juros dos títulos públicos", observa o Inter.

O relatório do banco também diz que a alocação em fundos imobiliários no longo prazo contribui para a diversificação da carteira, o que, em ambientes de deterioração das expectativas, é vantajoso ao investidor.

"O risco fiscal que aumentou nas últimas semanas ressalta a importância" dessa estratégia, afirma o Inter, principalmente ao se incluir na carteira ativos reais e corrigidos pela inflação, como os FIIs.

Tempos ainda difíceis

O pior já passou para fundos de agências bancárias, educação e hotéis. O que não quer dizer que a situação esteja boa.

Segundo o Inter, setores e ativos específicos desses segmentos ainda apresentam dificuldades em negociações, o que pode gerar vacância (taxa que indica a parcela de um empreendimento que está vaga) elevada por um tempo maior, afetando seus desempenhos.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

seu dinheiro na sua noite

Onde está o Guedes?

Paulo Guedes esteve presente ontem no anúncio do programa Renda Cidadã pelo governo, ao lado de Jair Bolsonaro e lideranças do Congresso. Mas os investidores no mercado financeiro não reconheceram no ministro a figura que prometeu implementar uma agenda de medidas liberais na economia, incluindo privatizações e reformas. A desconfiança sobre como a equipe econômica encaixaria […]

ajuste fiscal

Propostas para o Renda Cidadã não têm intenção de driblar teto, diz secretário do Tesouro

“A gente sabe que o teto é baseado em credibilidade e não adianta tomarmos ações que minem a credibilidade do teto”, disse Bruno Funchal

Mercado agora

Ibovespa fecha em queda com descrença sobre possível recuo de ‘pedalada’

No exterior, expectativa em torno do primeiro debate entre os principais candidatos à presidência dos EUA inibiu apetite por risco

Fiador sem crédito

Investidores veem omissão de Guedes no Renda Cidadã e mostram cansaço com “Posto Ipiranga”

Agentes do mercado financeiro questionam voto de confiança no ministro da Economia como fiador da disciplina fiscal

recadinho

Relevância do cumprimento do teto no pós-crise será ainda maior, diz Tesouro

Tesouro Nacional reforçou o alerta de que é preciso acelerar as reformas para manter a confiança dos investidores e os juros baixos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements