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Cautela externa se sobrepõe ao alívio em Brasília e puxa bolsa para baixo; dólar também é pressionado

Dúvidas sobre a velocidade da recuperação econômica e negociações frustradas entre Reino Unido e União Europeia azedam os mercados internacionais e limitam o alívio provocado pela manutenção do veto a reajuste dos servidores públicos

21 de agosto de 2020
10:39 - atualizado às 16:47
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O alívio provocado pela manutenção, ontem, do veto ao reajuste de alguns setores do funcionalismo público é insuficiente para levar o Ibovespa ao campo positivo nesta sexta-feira.

A cautela vista no exterior se sobrepõe ao noticiário local e tanto a bolsa brasileira quanto a taxa de câmbio estão sob pressão.

Uma melhora nas bolsas norte-americanas com dados acima da expectativa sobre a economia dos Estados Unidos aliviou um pouco a queda do Ibovespa, mas não foi o bastante para levá-lo ao território positivo.

Por volta das 16h45, o principal índice da B3 apresentava queda de 0,2%, aos 101.263 pontos, enquanto as bolas norte-americanas operam em leve alta.

Cenário externo estimula cautela

Na noite de ontem, a Câmara dos Deputados reverteu a decisão do Senado que derrubava o veto do presidente Jair Bolsonaro à possibilidade de reajuste salarial ao funcionalismo público até 2021.

A reação dos investidores brasileiros ao veto limita parcialmente as perdas causadas pelo cenário externo mais negativo, mesmo com a antecipação da decisão no pregão de ontem - o que levou o Ibovespa a encerrar a quinta-feira no campo positivo.

No exterior, a cautela tem origem nos sinais mistos da recuperação econômica na Europa. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro veio abaixo do esperado - caindo de 54,9 em julho para 51,6 em agosto.

No Reino Unido, a reação ao número foi positiva - o PMI composto chegou ao maior nível em 82 meses, subindo de 57 em julho para 60,3 em agosto. As vendas no varejo também surpreenderam no país - com uma alta de 3,6% ante previsão de 1,4%.

Além dos resultados abaixo do esperado, as bolsas no continente europeu também refletem o fiasco na nova etapa de negociações entre Reino Unido e União Europeia.

As partes não progrediram na sétima rodada de negociações sobre um acordo comercial que passa a valer após o término do período de transição do Brexit. Assim, os principais índices de ações da Europa fecharam em queda.

No entanto, as bolsas americanas se recuperaram após a divulgação do PMI composto dos Estados Unidos. Segundo a IHS Markit, o índice avançou a 54,7 em agosto, acima das projeções dos analistas.

Dólar e juro

Enquanto o Ibovespa patina, o dólar mantém-se em alta refletindo a aversão ao risco no exterior. O Banco Central interveio, vendendo US$ 650 milhões no mercado à vista, mas sem conseguir com que o dólar deixasse apenas temporariamente a faixa dos R$ 5,60.

Por volta das 16h45, a moeda norte-americana subia 0,98%, cotada a R$ 5,6066.

Já os contratos de juros operam em leve queda desde o início da sessão, especialmente nos vencimentos mais longos, refletindo o alívio dos investidores com relação ao futuro fiscal do Brasil depois da manutenção do veto de Bolsonaro pela Câmara.

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,790% para 2,800%;
  • Janeiro/2023: de 3,990% para 3,970%;
  • Janeiro/2025: de 5,800% para 5,800%;
  • Janeiro/2027: de 6,820% para 6,830%.
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