Só compre guarda-chuva em dia de sol – e ações quando ninguém estiver olhando
Me parece um péssimo negócio pagar quatro vezes mais em um guarda-chuva só porque está chovendo. E, seguindo a mesma lógica. não gosto de pagar caro nas ações da moda.
A rotina se repete todos os dias: às 11h50 o estômago começa a roncar, anunciando a tão aguardada hora do almoço. Arrumo as minhas coisas, pego o elevador até o térreo, saio do prédio e caminho até o restaurante que fica do outro lado da Rua Iguatemi, no Itaim Bibi, onde está localizado o escritório da Empiricus.
O trajeto é curtinho, mas existe um obstáculo cruel posicionado ardilosamente no meio do caminho: uma barraca de doces disposta a fazer qualquer um sair da dieta.
A minha tática na volta para o escritório é sempre a mesma: passar longe ou, então, com o olhar fixo no chão, caso contrário…
Brigadeiro, beijinho e guarda-chuva

Todos os dias essa batalha contra as guloseimas se repete. Mas não foi assim na última segunda-feira (10), dia de uma das maiores chuvas já registradas na grande São Paulo.
Como num passe de mágica, a barraquinha de doces desapareceu e em seu lugar surgiu um vendedor astuto de guarda-chuvas.
Ao que tudo indica, ainda melhor que um doce depois do almoço é a promessa de voltar para o escritório sequinho em um dia de chuva e frio.
Leia Também
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
O casaco que eu vestia naquele exato momento até me protegia um pouco, mas por um preço bacana, por que não levar um guarda-chuva e voltar seco do almoço, não é mesmo?
O problema é que o mesmo guarda-chuva que normalmente custa R$ 7 reais em dias sem chuva, inflaciona para R$ 20 em dias molhados e, aparentemente, ainda ganha uma taxa extra de mais R$ 5 quando é vendido em região nobre.
Veja, eu não estou recriminando os vendedores ambulantes, que apenas precificam seus produtos de acordo com a boa e velha lei da oferta e demanda – tal qual fazem padeiros ou vendedores de carros quando têm a oportunidade.
No entanto, me pareceu um péssimo negócio pagar quatro vezes mais caro em um guarda-chuva só porque estava chovendo. Não pensei duas vezes, coloquei o casaco por cima da minha cabeça e segui minha viagem pensando que um problema parecido afeta os retornos de longo prazo da maioria dos investidores sem que eles percebam.
Isso porque boa parte deles só coloca dinheiro em ações quando todo mundo está comprando e o mercado está tomado pelo efeito do "oba oba", com o preço dos ativos lá no alto. Assim como o guarda-chuva que antes valia R$ 7 e agora estava custando R$ 25, muitas ações ficam “caras”, sendo negociadas por múltiplas vezes o seu valor justo. É a lei da oferta e da procura agindo no mercado.
Assim como o melhor momento para comprar guarda-chuva é em dia de sol, quando ninguém lembra que eles existem, na Bolsa, o melhor momento para investir em ações é quando ninguém está olhando para elas, e as empresas boas estão quase passando despercebidas na prateleira. Se você está se perguntando quando seria esse momento, a minha resposta é: agora.
A oportunidade de comprar ações baratas
Desde o fim de janeiro, as ações brasileiras (e as Bolsas ao redor do mundo) têm sofrido com o aumento das mortes por conta do coronavírus na China e o surgimento de casos em outros lugares do mundo.
É claro que, apesar de imensuráveis neste momento, teremos, sim, impactos negativos de curto prazo na atividade mundial com alguns respingos para a nossa economia.
No entanto, me parece pouco provável que os efeitos perdurarão no médio e longo prazos para as ações brasileiras, ainda mais quando consideramos a continuidade da agenda reformista interna, taxa de juros nos menores níveis históricos, recuperação do emprego e do consumo.
Se parte do mercado está morrendo de medo do vírus e não quer saber de ações, isso significa que agora é o melhor momento para aumentar a sua exposição em Bolsa. Quer uma dica?
As micro e small caps – ações com baixo valor de mercado – foram as que mais sofreram com a pressão vendedora por causa do coronavírus. Isso quer dizer que elas ficaram muito mais baratas com relação ao resto do mercado e agora carregam um potencial de valorização ainda maior.
A carteira do Microcap Alert foca exatamente nessas pequenas notáveis, capazes de trazer valorizações bem maiores que a média do mercado. Só em 2019, a carteira sugerida na série se valorizou 73,7% e o ano de 2020 promete ser ainda melhor.
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores