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Me parece um péssimo negócio pagar quatro vezes mais em um guarda-chuva só porque está chovendo. E, seguindo a mesma lógica. não gosto de pagar caro nas ações da moda.
A rotina se repete todos os dias: às 11h50 o estômago começa a roncar, anunciando a tão aguardada hora do almoço. Arrumo as minhas coisas, pego o elevador até o térreo, saio do prédio e caminho até o restaurante que fica do outro lado da Rua Iguatemi, no Itaim Bibi, onde está localizado o escritório da Empiricus.
O trajeto é curtinho, mas existe um obstáculo cruel posicionado ardilosamente no meio do caminho: uma barraca de doces disposta a fazer qualquer um sair da dieta.
A minha tática na volta para o escritório é sempre a mesma: passar longe ou, então, com o olhar fixo no chão, caso contrário…

Todos os dias essa batalha contra as guloseimas se repete. Mas não foi assim na última segunda-feira (10), dia de uma das maiores chuvas já registradas na grande São Paulo.
Como num passe de mágica, a barraquinha de doces desapareceu e em seu lugar surgiu um vendedor astuto de guarda-chuvas.
Ao que tudo indica, ainda melhor que um doce depois do almoço é a promessa de voltar para o escritório sequinho em um dia de chuva e frio.
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O casaco que eu vestia naquele exato momento até me protegia um pouco, mas por um preço bacana, por que não levar um guarda-chuva e voltar seco do almoço, não é mesmo?
O problema é que o mesmo guarda-chuva que normalmente custa R$ 7 reais em dias sem chuva, inflaciona para R$ 20 em dias molhados e, aparentemente, ainda ganha uma taxa extra de mais R$ 5 quando é vendido em região nobre.
Veja, eu não estou recriminando os vendedores ambulantes, que apenas precificam seus produtos de acordo com a boa e velha lei da oferta e demanda – tal qual fazem padeiros ou vendedores de carros quando têm a oportunidade.
No entanto, me pareceu um péssimo negócio pagar quatro vezes mais caro em um guarda-chuva só porque estava chovendo. Não pensei duas vezes, coloquei o casaco por cima da minha cabeça e segui minha viagem pensando que um problema parecido afeta os retornos de longo prazo da maioria dos investidores sem que eles percebam.
Isso porque boa parte deles só coloca dinheiro em ações quando todo mundo está comprando e o mercado está tomado pelo efeito do "oba oba", com o preço dos ativos lá no alto. Assim como o guarda-chuva que antes valia R$ 7 e agora estava custando R$ 25, muitas ações ficam “caras”, sendo negociadas por múltiplas vezes o seu valor justo. É a lei da oferta e da procura agindo no mercado.
Assim como o melhor momento para comprar guarda-chuva é em dia de sol, quando ninguém lembra que eles existem, na Bolsa, o melhor momento para investir em ações é quando ninguém está olhando para elas, e as empresas boas estão quase passando despercebidas na prateleira. Se você está se perguntando quando seria esse momento, a minha resposta é: agora.
Desde o fim de janeiro, as ações brasileiras (e as Bolsas ao redor do mundo) têm sofrido com o aumento das mortes por conta do coronavírus na China e o surgimento de casos em outros lugares do mundo.
É claro que, apesar de imensuráveis neste momento, teremos, sim, impactos negativos de curto prazo na atividade mundial com alguns respingos para a nossa economia.
No entanto, me parece pouco provável que os efeitos perdurarão no médio e longo prazos para as ações brasileiras, ainda mais quando consideramos a continuidade da agenda reformista interna, taxa de juros nos menores níveis históricos, recuperação do emprego e do consumo.
Se parte do mercado está morrendo de medo do vírus e não quer saber de ações, isso significa que agora é o melhor momento para aumentar a sua exposição em Bolsa. Quer uma dica?
As micro e small caps – ações com baixo valor de mercado – foram as que mais sofreram com a pressão vendedora por causa do coronavírus. Isso quer dizer que elas ficaram muito mais baratas com relação ao resto do mercado e agora carregam um potencial de valorização ainda maior.
A carteira do Microcap Alert foca exatamente nessas pequenas notáveis, capazes de trazer valorizações bem maiores que a média do mercado. Só em 2019, a carteira sugerida na série se valorizou 73,7% e o ano de 2020 promete ser ainda melhor.
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
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