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Se você é dos que ficam felizes em ver os preços caindo, saiba que tem o que é necessário para se tornar um grande investidor em ações
Quer saber se você possui o que é necessário para se tornar um super investidor?
Então me responda a seguinte pergunta: quando você vai ao supermercado e percebe que o preço do pão caiu 50%, qual é a sua reação?
Você fica triste por que os preços ficaram mais baixos e volta para a sua casa de mãos vazias, ou fica feliz e se sente tentado a comprar até um pãozinho a mais do que estava acostumado para aproveitar a oportunidade?
Se você é dos que ficam felizes em ver os preços caindo, saiba que tem o que é necessário para se tornar um grande investidor em ações.
O exemplo pode parecer simplista, mas na carta para os investidores da Berkshire de 1990, Warren Buffett usou a analogia com os preços de comida para mostrar como os investidores, de maneira geral, possuem uma interpretação completamente irracional sobre o funcionamento dos mercados.
Normalmente, ficamos felizes e aproveitamos ao máximo quando o preço da comida cai. No entanto, ficamos extremamente desanimados quando vemos as ações perdendo valor.
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Da mesma forma, ficamos bravos quando o preço da comida sobe, mas eufóricos e querendo comprar ainda mais quando vemos o preço das ações disparando?
Para o investidor que pensa em ações como parte de empresas – que é o que sempre deveria acontecer – esse raciocínio faz tanto sentido quanto comemorar que o leite dobrou de valor na última semana.
Eu sei, seu sei…
É sempre (muito) mais fácil falar do que fazer.
A verdade é que quando vemos o nosso dinheiro investido se desvalorizando, a tendência é bater aquele frio na barriga e o medo de perder ainda mais.
Mas aí entra uma outra lição do maior investidor de todos os tempos.
Por que ficamos felizes ao ver as nossas ações subindo? Você já parou para pensar sobre isso?
Isso acontece porque entramos no mercado com a mentalidade de vendedores de ações.
A maior parte dos investidores compra ações pensando apenas em vendê-las mais caro no futuro, quando na verdade eles deveriam investir com a mentalidade de quem está comprando empresas que gerarão dividendos por um longo período de tempo à medida que o negócio evolui.
Na conferência anual da Berkshire em 1998, quando questionado sobre quais seriam os critérios utilizados para saber se é a hora de vender uma ação, Buffett respondeu:
“A melhor coisa a se fazer é comprar uma ação que você nunca vai querer vender. E é isso que nós tentamos fazer na Berkshire.”
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É com essa mentalidade que Buffett – e outros mega investidores – conseguiram construir bilhões de patrimônio ao longo dos anos.
É claro que saber escolher as empresas nas quais investir é parte importante do processo de construção de patrimônio. Mas enquanto a mentalidade de vendedor persistir, você pode até acertar os nomes, mas vai continuar comprando e vendendo nos momentos errados.
Isso não quer dizer que você terá de ficar com uma determinada empresa para sempre no portfólio. Existem momentos em que a venda (ou troca) se torna necessária.
Por exemplo, quando o negócio muda e perde atratividade é melhor encerrar a parceria. É o que aconteceu com a Cielo, que passou de um excelente negócio para uma empresa cheia de problemas em poucos anos, depois da abertura do setor de adquirência e do surgimento de várias concorrentes, como Stone, PagSeguro, Mercado Pago e por aí vai.
Outras vezes, mesmo com o negócio intacto, a venda se torna necessária para abrir espaço no portfólio para outras oportunidades ainda mais atrativas. Infelizmente, o capital é finito e não podemos investir em tudo o que gostaríamos. Paciência…
Eu sei que parece estranho, mas a verdade é que os grandes investidores têm em comum o fato de que não se importam em ver seus ativos desvalorizando. Aliás, dependendo da situação eles até gostam quando isso acontece.
Por diversas vezes, Buffett escreveu que adora ver ações do seu portfólio caindo ou de lado por longos períodos de tempo, pois isso dá a ele tempo extra para investir mais a preços bastante camaradas.
Qualquer semelhança com o que estamos vendo nos últimos dias não é coincidência. O mercado está desabando (mais uma vez) por novos receios com relação ao aumento de casos de Covid-19, principalmente na Europa.
Enquanto milhões de "investidores" ao redor do mundo estão desesperados ao observar o preço de suas ações caindo por causa de sua mentalidade de vendedores, os bilionários, com a ótica de compradores de bons negócios, já entenderam que esta pode se tornar em breve mais uma excelente oportunidade de se tornarem sócios longevos de ótimas companhias por preços interessantes.
Eu nem preciso dizer de que lado do mercado você deveria se posicionar, não é mesmo?
Essa é a pior hora para vender as suas ações. É melhor deixar um caixa guardado, esperando a hora certa de usá-lo para aumentar a sua exposição em ações de companhias com grande potencial de valorização no longo prazo, com ótima gestão e resultados crescentes. O Max Bohm acredita que haverá um rali de fim de ano nas bolsas em 2020 e aponta três gatilhos que estão prestes a impactar os preços de algumas ações brasileiras.
Um grande abraço e até a próxima!
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