O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No passado, dois bull markets de commodities deram enorme força à economia do Brasil. E, para o Ivan Sant’Anna, um novo ciclo de alta desses produtos está se desenhando no horizonte — o que abre enormes possibilidades de investimento
Desde que comecei a trabalhar no mercado financeiro, em 1958, em plenos Anos JK, só testemunhei três ciclos de crescimento (dignos desse nome) no Brasil. O Plano Cruzado, que seria o quarto, era apenas uma bull trap.
O primeiro foi logo no início de minha carreira, durante o citado governo Juscelino Kubitscheck (1956/1961). Nesse quinquênio, o PIB brasileiro cresceu, em média, impressionantes 7,8% ao ano.
A razão dessa pujança pode ser encontrada no próprio slogan de campanha de JK: “Cinquenta anos em cinco”.
Seguindo um cronograma, que a equipe econômica de Juscelino chamou de Plano de Metas, o Brasil foi rasgado por estradas asfaltadas, o que fez nascer a indústria automobilística. A siderurgia teve grande impulso com a construção da Usiminas. Diversos outros projetos foram implantados, entre eles a construção de Brasília.
Tempos de pleno emprego. Só que isso tudo teve um preço: emissão desenfreada de papel-moeda, deixando como herança 38 anos de inflação (1956/1994).
Os idos JK têm pouca ou nenhuma relação com o objetivo deste artigo, que é mostrar que o Brasil só cresce para valer, sem mágicas da Casa da Moeda, nos tempos de alta de preços das commodities. Isso aconteceu apenas duas vezes desde a Segunda Guerra Mundial.
Leia Também
Estou me referindo ao chamado “milagre econômico” do período Emílio Garrastazu Médici (1969/1974) e sua repetição nos dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2011).
Durante a ditadura Médici, o crescimento médio anual do PIB brasileiro variou entre 7% e 13%. Já com Lula, a média foi de 4%, com um pico de 7,5% em 2010.
E qual é a semelhança entre as filosofias de Médici e Lula? Nenhuma.
O primeiro foi um ditador militar escolhido pelos quartéis e imposto ao Congresso. O segundo, um sindicalista demagogo e corrupto, cujo círculo próximo (e não tão próximo também) só tinha um objetivo: enriquecer.
E quais foram as semelhanças dos cenários econômicos durante os dois governos? Alta das commodities, alta das commodities, alta das commodities.
Como o Brasil é uma das maiores potências mundiais nesse setor (principalmente em agroindústria e mineração), a elevação do preço das matérias-primas ensejou esses tempos de prosperidade.
Nos anos 1970, só para ficar em alguns exemplos, a libra-peso de açúcar bateu US$ 0,6520, a de café, US$ 3,3986, o bushel de soja, US$ 10,17 e a tonelada de cacau (na época, o Brasil era o maior produtor mundial), US$ 4.772,00.
Na era Lula, os fundamentos foram diferentes, mas os benefícios, iguais. A China era o grande comprador de soja, minério de ferro, cimento, carne bovina e suína e outras matérias-primas brasileiras.
O país recebeu das agências classificadoras o “grau de investimento”, nossa dívida externa se transformou em reservas internacionais de US$ 288,5 bilhões e nos tornamos credores do FMI.
Demos dinheiro, ou concedemos crédito farto, para Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua e algumas nações africanas. Destas últimas, perdoamos as dívidas. Os demais deram o cano.
Tudo isso, tanto no período militar como no sindical, por causa da alta das commodities.
Embora ainda seja um pouco cedo para afirmar tal coisa com extrema convicção, acho que estamos no limiar de um novo bull market das commodities. Por isso, é bom ficar de olho.
Na última sexta-feira (17), por exemplo, o açúcar, o cacau e a platina fizeram novas máximas de muitos anos. Se procurarmos explicação, achamos facilmente.
Açúcar: A China está adicionando 10% de etanol à gasolina vendida no país, gasolina esta da qual é a maior consumidora mundial. Para produzir todo esse etanol, os usineiros deixam de fabricar açúcar. A Índia (segunda maior produtora de cana do mundo, atrás apenas do Brasil) está com quebra de safra.
Cacau: Hoje em dia, os grandes plantadores estão na África e na Ásia. Pela ordem, Costa do Marfim, Gana, Indonésia, Equador, Nigéria e Camarões, ficando o Brasil em sétimo lugar. Só que a produção africana está caindo por causa da precária situação financeira dos fazendeiros, que deixam a lavoura meio largada por falta de insumos e defensivos agrícolas.
Ao contrário da soja e do milho, cuja cultura é anual, depois de plantado um pé de cacau leva cinco anos para começar a produzir. Por isso, os bull markets dessa commodity agrícola são tão prolongados.
Platina: O preço deste metal precioso, que também tem muito uso industrial, acompanha o do ouro, que vive um grande bull market.
Agora, o mais importante, fundamento do qual poucos falam: especulação.
De vez em quando, essas altas das commodities são provocadas por fúrias epiléticas especulativas. Grandes players mundiais simplesmente se valem desses pretextos altistas para criar uma arrancada espetacular.
Percebendo isso, plantadores brasileiros de cana e usineiros de açúcar, por exemplo, que já venderam a libra-peso por até US$ 0,02 em outras ocasiões, estocam sua produção, esperando a subida das cotações que se esboça.
Nunca falta produto num bull market, uma vez que o consumo se retrai. Mas sobra ganância em penca. Dependendo do produto, a escalada costuma durar de um a três anos, até que o medo supere a ganância e o mercado sofra um crash.
Só que estamos apenas no início desse novo ciclo, que nem está bem caracterizado ainda. Apenas dando pinta de que vai acontecer.
Uma coisa, eu garanto. Basta acertar, em cheio, um bull market de commodities na vida. Seja operando futuros no mercado internacional, seja comprando ações de empresas que se beneficiam desses movimentos.
Basta uma vez. Depois pode ir para uma casa de praia ou para um sítio nas montanhas.
Conheça os números da Cimed e entenda tudo o que está por trás da estratégia agressiva de inovação da companhia e qual é o preço que ela está pagando pelo seu sucesso
Nesta semana, o humor com Smart Fit finalmente começou a melhorar, após a divulgação dos temidos resultados do 1T26. Ao contrário do que se pensava, a companhia mostrou forte expansão de margem bruta.
Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio
Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo
Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência
Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional
O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas
Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje
Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá
Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor
Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria