Quem ganha mais nos fundos: o cotista ‘trader’ ou o que ‘deixa quieto’ o dinheiro aplicado?
Veja uma simulação do que aconteceria com investidor que investe em um fundo sempre que o volume de captações aumenta e resgata quando o volume de resgates cresce.

"Solitários, somos livres, porém passamos frio. A dois ou em grupo as diferenças causam dores.” Leandro Karnal
A epígrafe acima remete a uma metáfora do filósofo alemão Arthur Schopenhauer, que dá nome a um livro do historiador Leandro Karnal: “O Dilema do Porco-espinho”. Para Schopenhauer, somos como porcos-espinhos que anseiam por proximidade, mas, ao mesmo tempo, somos machucados por ela. Como consequência, acabamos buscando distância e isolamento, para logo nos sentirmos solitários novamente e reiniciarmos o ciclo.
Uma das questões centrais para o filósofo idealista alemão é tentar descobrir como balancear a dor da proximidade com a angústia da solidão. Karnal sugere uma possível solução dos tempos modernos: “De muitas formas, o mundo digital tem sido a resposta encontrada para equilibrar as pessoas entre a dor da solidão e a dor do contato com outras pessoas”. Online, conseguimos nos manter próximos dos outros, mas também podemos silenciá-los com um único botão. Assim, temos o poder de nos isolar quando e como quisermos e escolher com quem queremos ou não falar, independentemente da distância.
No mundo das finanças, a tomada de decisão é íntima e reflete a solidão do processo de investimento. Suponhamos que você e um amigo debatam investimentos diariamente. Vocês têm o mesmo perfil e decidem aplicar em um determinado fundo no mesmo dia. Após alguns meses de alta, o fundo cai 20% em apenas uma semana. A reação do seu amigo é imediata: desesperado, ele resgata tudo com medo de que as perdas aumentem. Você, por outro lado, já mais alinhado com uma filosofia de longo prazo, se mantém firme. Apesar de terem investido no mesmo fundo juntos, o processo de lidar com a própria consciência ocorre de forma individualizada.
Para ilustrar de modo mais palpável, simulei o que aconteceria na vida real. Selecionei um dos fundos de ações sugeridos na série Os Melhores Fundos de Investimento, considerando um investidor hipotético que investe no fundo sempre que o volume de aplicações aumenta e resgata quando o volume de resgates cresce. Para efeitos didáticos, vamos chamá-lo de “trader”, mas considere que ele seja seu amigo do parágrafo anterior.
No gráfico a seguir, comparei o resultado do seu amigo “trader” com o seu, se você tivesse seguido a clássica estratégia de “buy and hold” (comprar e manter sua alocação) durante um período de pouco mais de nove anos:
Leia Também
O risco do aluguel atrasado, o candidato favorito do mercado e os preços do petróleo: o que mexe com a bolsa hoje
Rodolfo Amstalden: Não acorde pelado depois do 1º turno

Enquanto você teria um retorno de 492%, o seu amigo “trader” teria um retorno próximo a 66%, ficando abaixo do Ibovespa, que rendeu 73% no mesmo espaço de tempo.
Tudo muito lindo nesse exemplo hipotético, não é mesmo? Será que, na prática, a teoria é outra?
Um caso real e emblemático é o do fundo Magellan, do brilhante Peter Lynch, que obteve retornos na casa de 29% ao ano entre 1977 e 1990, um histórico de ganhos invejável. É uma pena que, de acordo com estudos da Fidelity, gestora responsável pelo fundo, os investidores do Magellan tiveram um resultado, na média, ainda pior do que o do exemplo anterior: eles perderam dinheiro nesse período.
Será, então, que não deveríamos confiar mais nos gestores?
Talvez devêssemos, já que estamos tão sujeitos ao viés de acreditar que os retornos recentes vão se repetir regularmente. Não é mera coincidência que, na simulação, os momentos de aplicação foram precedidos por períodos de alta e os resgates, por períodos de baixa. Como resultado, o investidor, em vez de se proteger contra as perdas, acaba se excluindo das grandes oportunidades.
Uma outra hipótese é que a falta de confiança venha da distância com o gestor, somada à falta de informação com relação ao movimento dos ativos. Não sabemos ao certo, mas fato é que ambas podem estar ligadas à solidão do investidor em fundos, em que você está sempre acompanhado de vários outros cotistas, mas solitário com suas inseguranças, dúvidas e ansiedades.
Nem todo investidor é igual. O gestor, que normalmente tem algo próximo de 100% do seu dinheiro no seu fundo, não resgata quando há perdas. Ele possui informação e conhece com profundidade suficiente seu portfólio para ter total segurança no que está investindo. Nesse caso específico, seu “eu” investidor não está sozinho, está acompanhado de seu “eu” gestor e toda sua experiência.
Investidores institucionais — grandes alocadores — também se sentem sozinhos, mas historicamente têm proximidade suficiente com o gestor para saciarem seu desejo de controle e se sentirem mais seguros nos momentos de incerteza do mercado.
O investidor pessoa física, como você e seu amigo, infelizmente não tem esse tipo de contato. Quando o fundo cai, normalmente você não sabe o motivo, não sabe se os ativos ficaram baratos demais ou se o gestor fez, de fato, alguma besteira. Daí, surge a solidão que nos preocupa, aquela que pode te transformar no seu amigo “trader” impulsivo (perdedor, no longo prazo).
Até pouco tempo atrás, a separação entre esses tipos de investidores era muito bem definida. Hoje, como Karnal sugere em seu livro, as redes sociais são parte da solução e o gestor consegue estar a um clique de distância de milhares de investidores, seja no Instagram, seja no Twitter (na famosa Fintwit), no Youtube, no LinkedIn ou no próprio site da gestora, via cartas.
Na Empiricus, consideramos que isso está longe de ser o suficiente. Não basta uma boa rede social, existem gestores que, ainda, não dão esse tipo de abertura. Indo além, a quantidade de informação (e ruído) disponível nas redes é imensa. Sabemos que nem todo mundo tem tempo para descobrir quem seguir, que informação é útil ou não ou qual fundo é bom de fato.
Para nós, gestores precisam se destacar quando colocados contra a parede, precisam ser excepcionais. Nada menos do que isso é aceitável para cuidar do seu dinheiro. E é aí que nós entramos, destrinchando o mercado para te aproximar, informar e sugerir apenas Os Melhores Fundos de Investimento, para, assim, você não ficar tão sozinho na hora de investir.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A nova estratégia do Inter, segundo seu CEO, o novo impasse entre EUA e Irã e o que mais move os mercados hoje
28 de setembro de 2026 - 8:09DÉCIMO ANDAR
O desconto dos FIIs de shopping conta toda a história? Entenda os riscos e veja um fundo imobiliário do segmento para investir agora
27 de setembro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Qual será o novo imposto sobre bens e serviços, a carteira de ações para as eleições e as conversas entre EUA, Irã e China: o que move o mercado hoje
25 de setembro de 2026 - 8:15SEXTOU COM O RUY
Quer saber como construir uma carteira preparada para as eleições? É mais fácil do que você imagina
25 de setembro de 2026 - 7:10O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O sumiço das LCIs e LCAs com rendimentos de 95% a 100% do CDI, a nova guerra do mercado automotivo e o que mais ler hoje
24 de setembro de 2026 - 8:18EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Dólar x real — tem mais ainda para colhermos no câmbio
23 de setembro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Tubarões saem dos FIIs, o título que ainda paga IPCA+ 14% ao ano, o acordo entre Trump e Irã: o que move o mercado hoje
23 de setembro de 2026 - 8:30AINDA TEM DESCONTO
Saudade do Tesouro IPCA+ 8%? Este investimento ainda oferece até IPCA+ 14% — com isenção de imposto de renda
23 de setembro de 2026 - 7:05O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O fantasma que assombra as eleições e as contas públicas, a reunião entre EUA e China e o que mais move o mercado hoje
22 de setembro de 2026 - 8:38INSIGHTS ASSIMÉTRICOS
Dois gigantes à mesa, um mundo em combustão: o que está em jogo no encontro entre Trump e Xi Jinping
22 de setembro de 2026 - 7:48O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O que o Bradesco fará com R$ 10 bilhões na conta e como resolver o buraco fiscal em 4 passos: o que ler hoje
21 de setembro de 2026 - 8:15PLANO A
Se você quer investir para o longo prazo, esta é a pergunta que deve se fazer antes das suas escolhas
20 de setembro de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O pote de ouro da Vivara (VIVA3), o que fazer com a ação da Vale (VALE3), e o que move os mercados hoje
18 de setembro de 2026 - 8:11SEXTOU COM O RUY
Vale (VALE3) escapa do jogo de “vida ou morte” — mas você sabe o que fazer com as ações agora?
18 de setembro de 2026 - 7:20O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A nova estratégia da XP Asset, o risco de o Brasil quebrar, o corte na Selic: o que afeta os mercados hoje
17 de setembro de 2026 - 8:21O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A tempestade sobre o Banco Central e o Fed, a crise no STF e o que mais move os mercados hoje
16 de setembro de 2026 - 8:22O MELHOR DO SEU DINHEIRO
As PMEs na disputa com gigantes no marketplace, o sobe e desce dos juros no Brasil e nos EUA e o que mais move os mercados
15 de setembro de 2026 - 8:22O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como os grandes investidores buscam ganhar com o trade eleitoral, o império de bolos de R$ 800 milhões, e a última pesquisa eleitoral: o que ler hoje
14 de setembro de 2026 - 8:06TRILHAS DE CARREIRA