Como os grandes investidores buscam ganhar com o trade eleitoral, o império de bolos de R$ 800 milhões, e a última pesquisa eleitoral: o que ler hoje
Entenda como grandes gestores estão usando opções para ganhar com o cenário político, ou se proteger de perdas maiores caso as previsões não se concretizem

O mar não está para peixe. Cada nova pesquisa eleitoral abala as perspectivas dos investidores, que reagem comprando ou vendendo ações na bolsa de valores. Inclusive, hoje foi divulgada mais uma pesquisa do BTG Pactual/Nexus. Veja mais no Esquenta dos Mercados, logo abaixo.
Em meio a esse clima tempestuoso, o investidor pessoa física fica temeroso e acaba se refugiando em portos seguros, como alguns ativos da renda fixa ou ações mais resilientes.
Mas a compra e venda de papéis na bolsa não é a única forma de negociação disponível. Os grandes tubarões do mercado estão usando estratégias complexas para se proteger dos possíveis resultados das urnas.
A ideia é surfar na bolsa independente da contagem de votos, e reduzir as perdas no caso de certas previsões não se confirmarem.
A repórter Camille Lima conversou com gestores que têm acompanhado essa tática. Para não ficar boiando nesse assunto, confira quais são e como funcionam essas operações nesta matéria aqui.
Um bolo pode mudar uma vida
Um bolinho de aniversário pode fazer parte da memória afetiva de muita gente. Bolo de cenoura com cobertura de chocolate, formigueiro, recheado com abacaxi, gelado de coco no papel alumínio.
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Mas essa não foi a realidade de Cleusa Maria. Hoje dona de um império que fatura R$ 800 milhões com centenas de lojas e franquias espalhadas pelo Brasil, ela começou a trabalhar duro bem cedo.
Foi boia-fria, empregada doméstica e operária em fábrica antes de provar o seu primeiro bolo. E esse doce mudou sua vida para sempre.
Confira sua história nesta matéria da Isabella Scaramucci.
Esquenta dos mercados
Os investidores começam a semana tentando adivinhar o futuro. Os bancos centrais dos EUA e do Brasil decidirão os rumos dos juros de cada país nesta quarta-feira (16).
Até lá, os participantes dos mercados vão calibrar as expectativas em meio à alta do petróleo.
Após o adiamento da reunião entre o Irã e países do Golfo, os preços da commodity sobem acima dos US$ 107. Teerã afirma que não pretende negociar enquanto suas exigências não forem atendidas.
Ainda sem perspectiva de uma resolução para o conflito no Oriente Médio, as bolsas europeias amanhecem sem uma direção única.
O mau-humor também chegou do outro lado do globo: os mercados asiáticos fecharam o pregão desta segunda-feira (14) majoritariamente em queda.
Por lá, além da alta do petróleo, os investidores reagiram aos alertas de executivos sobre a necessidade de desacelerar a expansão da inteligência artificial. Além disso, os investidores aguardam a decisão do Banco Central do Japão (BoJ) sobre a taxa de juros japonesa na sexta-feira (18).
Em Wall Street, o clima é semelhante, com os índices futuros de Nova York registrando perdas nesta manhã.
Por aqui, a temperatura dos mercados também não é amena. As atenções seguem voltadas para a crise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma sessão plenária extraordinária está marcada para terça-feira (15) para decidir sobre a abertura da investigação contra Alexandre de Moraes sobre a relação do ministro com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, os investidores digerem a nova rodada da pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus.
Outros destaques do Seu Dinheiro
RENDA FIXA
Fim da isenção de imposto de renda de LCIs, LCAs e outros títulos deve voltar à pauta em breve — e o motivo é esta conta bilionária. Mercado discute se os títulos isentos passaram a disputar investidores com o Tesouro Nacional, criando distorções que prejudicam o financiamento da dívida pública.
CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos. Em nota, o Banco de Brasília pediu para não ser confundido com antigos gestores.
DEIXOU DE SER EXCLUSIVO
Venda de apartamentos de luxo despenca 53% em São Paulo. Quais os planos das incorporadoras para os super-ricos? Imóveis de luxo na capital paulista chegam a custar mais de R$ 30 milhões, mas segmento já não vende mais como antes; veja se há um sinal vermelho.
IA NO CONTROLE
“IA pode assumir controle da internet em até 12 meses”, alerta CEO da Anthropic. Dario Amodei defende que empresas reduzam o ritmo do desenvolvimento de IA para dar tempo de criar mecanismos de segurança.
SAÚDE ALTO PADRÃO
Condomínio de luxo da JHSF ganha ‘hub’ de saúde com diálise e resgate de helicóptero. Unidade de 300 m² reúne tratamentos renais, concierge médico, monitoramento de wearables e protocolo de emergência com resgate aéreo.
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