O pote de ouro da Vivara (VIVA3), o que fazer com a ação da Vale (VALE3), e o que move os mercados hoje
O que acontece quando o estoque de ouro da Vivara encolher? Veja riscos para a margem e as estratégias da companhia para superá-los

O ouro sempre exerceu um grande fascínio entre as pessoas. A cidade mítica de El Dorado, completamente feita do metal precioso, levou colonizadores espanhóis a explorarem toda a América do Sul em busca dessas riquezas.
A lenda surgiu com o povo indígena Muisca, que habitava os Andes em uma região que hoje é a Colômbia, a partir de um ritual. Quando um novo chefe tribal assumia o poder, era coberto com pó de ouro — o tal El Dorado, ou homem dourado.
Com a queda do Império Inca liderada pelo espanhol Francisco Pizarro, essa história foi aumentada, até envolver um grande reinado, perdido e próspero.
Mas não é preciso ir tão longe para entender a atração por ouro acumulado.
No balanço da Vivara (VIVA3), há mais de R$ 1,5 bilhão em estoque. Comprado quando a cotação da commodity era metade da atual, esse ouro hoje tem ajudado a companhia a gerar caixa e a suportar a expansão das lojas.
No entanto, a empresa está cada vez mais perto de ter que tomar uma decisão: o que acontece quando ela precisar voltar a comprar o metal no mercado, agora a um valor muito mais alto?
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Eu conversei com analistas para entender qual o risco para a varejista de joias e como ela pode mitigar esse problema. Confira nesta matéria aqui.
Vale (VALE3) não negocia no "tudo ou nada"
A Vale (VALE3) enfrenta um cenário macroeconômico complicado. Com a alta do preço do petróleo, a margem de todas as mineradoras está encolhida, comprometendo os ganhos das companhias e o seu desempenho na bolsa de valores.
Por enquanto, a Vale tem conseguido manter a rentabilidade. Por isso, quando o ambiente for mais favorável para o setor, ela não será a principal beneficiária desse movimento.
Entenda por que o colunista do Seu Dinheiro Ruy Hungria não acha que isso é um problema e saiba o que fazer com a ação agora nesta coluna aqui.
Esquenta dos mercados
Os investidores terminam a semana com uma agenda econômica mais fraca, o que coloca a política no centro do debate.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou o aumento de 15% do Bolsa Família, e a Faria Lima torceu o nariz. O Ibovespa chegou a perder três mil pontos, mas fechou o pregão com ligeira alta de 0,24%, aos 185.992 pontos.
Já hoje, os participantes do mercado digerem a última pesquisa do Datafolha, publicada na véspera. O levantamento mostra Lula com 46% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% — ou seja, empatados tecnicamente.
No exterior, o petróleo segue dando uma trégua, com os preços em ritmo de queda pela terceira sessão seguida. O movimento acompanha a redução dos temores sobre uma possível restrição de oferta após a paralisação de um oleoduto da Arábia Saudita.
As bolsas asiáticas foram impulsionadas pela queda da commodity e fecharam o pregão desta sexta-feira majoritariamente em alta.
Já na Europa, os mercados amanhecem no vermelho, sob a pressão de ações de telecomunicações e de energia.
Em Wall Street, o clima é positivo: os índices futuros de Nova York indicam um dia de ganhos por lá. O destaque da agenda econômica norte-americana fica por conta da participação de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) em eventos e da divulgação do indicador de produção industrial do país.
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TODO CUIDADO É POUCO
As 3 ações do varejo que se dão bem com o aumento do Bolsa Família — e a pegadinha desvendada pelo J.P.Morgan. Se você tem esses papéis na carteira, o recado do banco é de cautela com otimismo pontual; entenda os motivos para esse alerta.
DISTRIBUIÇÃO DE PROVENTOS
Dividendos e JCP: Lojas Renner (LREN3), TIM (TIMS3), Cemig (CMIG4) e B3 (B3SA3) pagam juntas mais de R$ 2 bilhões aos acionistas. A maior fatia dos proventos se refere à operadora do bolsa brasileira, com mais de R$ 1 bilhão; confira todos os prazos e quem tem direito a receber.
DEU RUIM
Ação da Marcopolo (POMO4) despenca 26% no ano e XP rebaixou para neutra; mas há 2 fatores que podem impulsionar o papel. Queda da Marcopolo na bolsa foi intensificada após os resultados do segundo trimeste; por que o clima azedou?
SIMULAÇÃO
Renda fixa: quanto R$ 100 mil deixaram de render desde o início do ciclo de corte de juros? Desde janeiro, a taxa Selic já caiu 1,25 ponto percentual, diminuindo o retorno com a renda fixa pós-fixada mais conservadora, como CDBs, LCIs, LCAs e Tesouro Selic.
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