A tempestade sobre o Banco Central e o Fed, a crise no STF e o que mais move os mercados hoje
Seu Dinheiro conversou com Marcelo Cirne de Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset, sobre a decisão do Copom sobre a Selic de hoje, e o que a instituição espera para os próximos passos do BC

Hoje pela manhã, a chuva parece ter dado uma trégua aqui na Faria Lima. As últimas semanas foram de temporais intensos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com desabamentos e inundações.
E, se por aqui os efeitos do Super El Niño envolvem precipitações acima da média, em outras regiões do país o cenário é o inverso, com calor e períodos de seca.
Além das tragédias e danos materiais, esse clima intenso pode chegar aos supermercados, com grãos e outros alimentos mais caros pelo prejuízo nas plantações.
Encher o tanque também está mais caro, uma vez que o conflito no Oriente Médio continua afetando o preço do petróleo e, consequentemente, da gasolina e do diesel.
Diante de tantas pressões inflacionárias, o Banco Central decide hoje a nova taxa de juros da economia brasileira.
Não apenas isso, o Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) também irá divulgar o novo patamar de juros do país, que afeta profundamente a economia e os mercados globais. Entenda mais no Esquenta, logo abaixo.
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A repórter Monique Lima conversou com Marcelo Cirne de Toledo, economista-chefe do braço de investimentos do Bradesco, o Bradesco Asset, para entender o que move a autoridade monetária e qual a visão para a Selic daqui até o final do ano.
Esquenta dos mercados
Hoje é dia de Super Quarta. Os bancos centrais do Brasil e dos EUA vão decidir a trajetória das taxas básicas de juros de cada país.
A expectativa é que o Federal Reserve (Fed) opte por um aumento nos juros norte-americanos por conta da pressão inflacionária causada pelo conflito no Oriente Médio.
Apesar de a guerra entre EUA e Irã ainda pesar na conta, os preços do petróleo recuam nesta manhã, aliviando os ânimos dos investidores.
As bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quarta-feira (16) no azul.
O clima é semelhante na Europa, que amanhece em alta enquanto os participantes dos mercados da região aguardam a decisão do Banco Central da Inglaterra (BoE) sobre a taxa de juros do país, que será divulgada amanhã.
Os futuros de Nova York também indicam um dia de ganhos em Wall Street. A agenda econômica por lá conta ainda com a publicação de dados de vendas do varejo e do índice de confiança das construtoras.
No Brasil, além da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), os investidores digerem o julgamento do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) realizado ontem.
Sem uma decisão sobre uma possível investigação contra Moraes, a sessão foi suspensa após Flávio Dino pedir vista. O ministro tem 90 dias para devolver o caso.
A crise no STF tende a impactar a disputa eleitoral, que segue acirrada. Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa hoje do podcast Desce a Letra.
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