Velozes e furiosos, parte 91 mil
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Eu não sou um grande fã de filmes de ação, e ainda menos da franquia Velozes e Furiosos. Assisti apenas ao primeiro longa da série, tentando imaginar como um roteiro tão desconectado da realidade foi parar nas telas – ainda que tenha seus momentos. Foi só alguns anos […]

Eu não sou um grande fã de filmes de ação, e ainda menos da franquia Velozes e Furiosos. Assisti apenas ao primeiro longa da série, tentando imaginar como um roteiro tão desconectado da realidade foi parar nas telas – ainda que tenha seus momentos.
Foi só alguns anos depois, durante uma discussão de bar (saudades das discussões de bar), que um velho amigo contrariou a visão que eu tinha do filme.
Ele me disse que Velozes e Furiosos pode até não ser uma obra-prima do cinema, mas foi inspirado em uma história verdadeira sobre gangues especializadas em corridas ilegais de rua.
Pois esse mesmo amigo – que também é jornalista, mas não de economia – me mandou uma mensagem hoje mais cedo. Ele queria saber por que “essa bolsa” não para de subir.
Afinal, se as ações representam frações no capital de uma empresa, o preço delas deveria refletir o que acontece na vida real. Mas o que se vê tanto na economia como no lado político e social ainda é um cenário bastante turbulento, para dizer o mínimo.
Nada disso, porém, parece segurar o Ibovespa. O principal índice da B3 operou em alta firme ao longo de todo o pregão e fechou com valorização de 2,74%, de volta ao patamar dos 91 mil pontos.
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Meu amigo não deixa de ter razão sobre o comportamento aparentemente atípico da bolsa. Mas a verdade é que o mercado financeiro também tem seus momentos “Velozes e Furiosos”.
Assim como os carros que parecem não obedecer à lei da gravidade, os investidores muitas vezes reagem obedecendo a uma lógica própria, tomando mais riscos com base em um cenário que pode ou não se concretizar.
Na cobertura de mercados, o Victor Aguiar traz para você o que fez a bolsa pisar no acelerador e o dólar capotar mesmo com as tensões e incertezas que permanecem no radar. Vale a pena a leitura!
Nem tão velozes
Por falar em Velozes e Furiosos, a venda de veículos novos teve uma alta de dois dígitos no mês de maio em relação ao mês anterior — um sinal, talvez, de que realmente deixamos o fundo de poço. Foram 62,2 mil unidades em maio, contra 55,7 mil de licenciamentos em abril. O problema é que, se compararmos o desempenho das vendas com o mesmo mês do ano passado, temos mais um filme de drama do que de ação, como você lê nesta matéria.
Crédito na ponta
O governo federal publicou medida provisória que pode liberar a até R$ 20 bilhões a participação da União no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). A linha de crédito é voltada para as pequenas e médias empresas, que estão com dificuldades de conseguir financiamento e honrar seus compromissos na crise. O programa será vinculado ao Ministério da Economia e se trata de mais uma tentativa de fazer o dinheiro chegar à ponta.
Recorde para Bolsonaro
A gestão de Jair Bolsonaro bateu um recorde: foi a que mais liberou recursos para emendas parlamentares em um único mês. A cifra alcançou R$ 4 bilhões efetivamente pagos — sendo que R$ 6,4 bilhões foram empenhados, ou seja, o governo se comprometeu a pagá-los. O movimento ocorre em meio à aproximação do governo com o Centrão para barrar um eventual pedido de impeachment, como mostra esta matéria do Estadão.
Ajuda bilionária
Uma boa notícia: o Bank of America anunciou hoje uma ajuda de US$ 1 bilhão em período de quatro anos contra a desigualdade racial e econômica nos Estados Unidos acelerada pela pandemia. Em meio a protestos antirracistas no país, o objetivo do programa será propiciar auxílio tanto em mobilidade econômica quanto em desenvolvimento da força de trabalho, além da ênfase em serviços de saúde.
Entre o presente e o futuro
O mercado sobe: não para de comprar, vende só marginalmente — apesar da incerteza sobre o grau de deterioração e recuperação da economia. Embalados pelos pacotes de ajuda de Fed e outros bancos centrais, os investidores tomam risco. Mas isto é o agora: o que será dentro em pouco? Bem, se os fundamentos estão certos, o mercado está precipitado. O nosso colunista Felipe Miranda discute imanência e transcendência nas finanças, em um artigo que você não pode deixar de ler.
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