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Na crise financeira de 2008, as autoridades dos países desenvolvidos se encontraram diante de um dilema: era certo usar dinheiro público para salvar os bancos que estavam à beira da falência?
Se por um lado eles foram os grandes culpados pelo próprio destino, por outro os efeitos colaterais de uma quebradeira no sistema financeiro afetariam a todos.
Essa encruzilhada até ganhou um nome: “moral hazard” – ou risco moral, como traduzimos por aqui. A decisão acabou pendendo a favor dos bancos depois do colapso nos mercados a partir da quebra do Lehman Brothers.
A partir de então, o Bancos Centrais implementaram um programa agressivo de compra dos ativos “tóxicos” que poluíam o balanço das instituições financeiras.
Esse dinheiro novo acabou irrigando novamente os mercados, o que permitiu a retomada que durou mais de uma década, até o choque provocado pela pandemia do coronavírus.
Para conter os efeitos da parada forçada da economia global, o remédio encontrado foi basicamente o mesmo da crise de 2008: imprimir dinheiro.
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A diferença é que desta vez os governos ganharam uma “licença para gastar”, já que o risco moral está fora de questão – ainda que os bancos se beneficiem indiretamente dos programas.
Aos trilhões de dólares já anunciados, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que decidiu ampliar o volume de seu programa de estímulos em mais 600 bilhões de euros – ou R$ 3,5 trilhões.
Todo esse dinheiro inevitavelmente flui pelo mercado financeiro e acaba ajudando a sustentar a onda de otimismo que estamos presenciando nas últimas semanas.
Aqui no Brasil, o Ibovespa fechou em alta pelo quinto dia consecutivo e, quem diria, agora está a pouco mais de 6 mil pontos de voltar ao patamar dos 100 mil. E tudo isso mesmo com a queda das bolsas lá fora, como mostra o Victor Aguiar.
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O crescimento das locadoras de veículos deve continuar, mesmo após o forte choque do coronavírus. Pelo menos essa é a visão do UBS, que hoje anunciou mudanças na sua avaliação das empresas do setor. Para os analistas, os efeitos da covid-19 serão diferentes em cada companhia em razão dos diferentes focos de atuação. Você confere qual a ação favorita do banco suíço nesta matéria do Felipe Saturnino.
Enquanto o mercado financeiro passa por uma onda de euforia, na “vida real” as empresas seguem sofrendo com a dura realidade dos efeitos da quarentena. O retrato disso está no levantamento da Boa Vista, que aponta um salto de 30% nos pedidos de falência em maio na comparação com o mês anterior. Mas quando se olha o desempenho frente ao ano passado, o resultado surpreendentemente é melhor e mostra queda nas falências.
A demanda por financiamento imobiliário não sofreu maiores abalos com a crise do coronavírus, pelo menos por enquanto. Em abril, o crédito para a compra da casa própria apresentou crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 6,7 bilhões. Confira quais os bancos lideram o ranking de empréstimos no acumulado do ano.
A bolsa tem apresentado ganhos relevantes nos últimos pregões. Apesar da incerteza dos mercados, o Ibovespa subiu em 7 das 10 últimas sessões — com a combalida CVC, incrivelmente, liderando essa alta. Mas faz sentido algumas empresas subirem tanto assim? Em outras palavras, os fundamentos justificam alocações de investidores para essas ações? Na coluna de hoje, o Rodolfo Amstalden discute por que você não precisa seguir os pintos que mergulham no lixo. Vale a pena ler!
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