A segunda onda (e o primeiro teste)?
A bolsa brasileira ganhou 1 milhão de pessoas físicas nos últimos seis meses. São novos investidores que praticamente não sabem o que é perder dinheiro na renda variável. O Ibovespa registrou uma alta de respeitáveis 40% entre março — o epicentro do terremoto nos mercados provocado pela crise do coronavírus — e agosto. O ganho […]

A bolsa brasileira ganhou 1 milhão de pessoas físicas nos últimos seis meses. São novos investidores que praticamente não sabem o que é perder dinheiro na renda variável.
O Ibovespa registrou uma alta de respeitáveis 40% entre março — o epicentro do terremoto nos mercados provocado pela crise do coronavírus — e agosto. O ganho é ainda mais expressivo se compararmos com o retorno aguado da renda fixa mais conservadora.
Olhando pelo retrovisor, ir para a bolsa parecia uma decisão óbvia, mas quem investiu correu uma série de riscos. Naquele momento, ninguém sabia quanto tempo duraria a quarentena nem como a economia reagiria à crise provocada pela paralisação global.
É assim mesmo que funcionam os investimentos: a perspectiva de maior retorno está associada a um risco maior de as coisas darem errado.
[captacao]
A queda das ações no mês passado diante das incertezas sobre o rumo da política fiscal trouxe o primeiro choque de realidade aos novatos da bolsa. Mas podemos estar agora diante do primeiro teste de fato.
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Além das ameaças já conhecidas, como a de uma segunda onda de casos de coronavírus no exterior, um abalo inesperado veio do setor financeiro, com a denúncia de que grandes bancos estrangeiros movimentaram mais de US$ 2 trilhões em operações suspeitas.
As nuvens carregadas do noticiário derrubaram o Ibovespa e levaram o dólar de volta para a casa dos R$ 5,40. Saiba com o Ricardo Gozzi tudo o que mexeu com os mercados.
EMPRESAS
• Será que agora vai? Depois de anos de especulação, a CSN autorizou a abertura de capital da sua unidade de mineração. Além disso, a siderúrgica atualizou as suas projeções para 2020. Veja os números.
• E, por falar em IPO, o Grupo Mateus pode levantar até R$ 6,2 bilhões em sua oferta. Se tudo der certo, a quarta maior varejista de alimentos do país vai estrear no pregão da B3 no dia 13 de outubro. Saiba mais com o Ivan Ryngelblum.
• Começou mal, mas terminou bem. A incorporadora Cury teve um início difícil no primeiro dia de negociação de suas ações na B3, com queda de mais de 6%. Mas conseguiu virar o jogo e encerrou o dia em alta.
• Por falar em começar mal, a rede de farmácias d1000 acumulava uma queda de 40% desde o IPO no mês passado. Mas hoje os papéis tiveram um forte impulso com a recomendação de compra da XP Investimentos, que coordenou a oferta de ações.
ECONOMIA
• A “grande dúvida” rondando a situação fiscal do Brasil está impedindo o retorno dos investimentos. Ao menos esta é a opinião de José Mendonça de Barros. O respeitado economista também acredita que o pior da taxa do desemprego ainda está por vir.
• O acordo para fazer da chinesa TikTok uma empresa baseada nos Estados Unidos deve mudar o cenário da rede social. A operação pode até mesmo desafiar o domínio do Facebook na internet. Confira como será o negócio.
COLUNISTAS
• O Banco Central tentou acalmar os mercados, mas teve como resposta um problema no mercado de juros. Agora, podemos ver um contágio. Nada a ver com o coronavírus: é que o problema pode ir para a bolsa e para o câmbio. Saiba mais na coluna do Felipe Miranda.
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