🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

3 de fevereiro de 2026
7:48 - atualizado às 7:49
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar
Logo do Federal Reserve (Fed) em uma nota de dólar - Imagem: Unsplash

Os mercados globais iniciaram a semana em um ambiente que, à primeira vista, parecia caracterizar um claro regime de aversão a risco, marcado por vendas disseminadas em ações, commodities e criptoativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento refletiu um processo de desalavancagem que teve início nos metais preciosos ao final da semana passada e, em pouco tempo, se propagou para outras classes de ativos.

Nesse contexto, ouro e prata recuaram dos níveis historicamente elevados em que estavam, enquanto petróleo e cobre também registraram quedas expressivas, reforçando a leitura de um ajuste sincronizado de preços.

Por alguns momentos, esse cenário chegou a desorganizar, ao menos no curto prazo, a lógica tradicional dos chamados ativos defensivos. Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem — combinação que, como costuma ocorrer, resultou em uma correção rápida e contundente.

Em poucos pregões, observamos movimentos relevantes, amplificados pela realização de lucros, por uma leitura mais hawkish da política monetária, pelo fortalecimento do dólar e por vendas forçadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No fundo, o que se viu foi um processo clássico e relativamente natural de desalavancagem: vendas compulsórias elevam a volatilidade, apertam as condições financeiras, drenam liquidez e podem contaminar outras classes de ativos, aumentando o risco de uma onda mais ampla de aversão ao risco.

Leia Também

Não por acaso, já na própria segunda-feira parte desse movimento começou a ser revertida, indicando que o ajuste foi mais técnico do que estrutural.

A escolha de Trump para a presidência do Fed

Isso não significa que novas correções estejam descartadas. Ajustes fazem parte do processo de investimento em ativos de risco, sobretudo após movimentos tão expressivos quanto os observados ao longo de janeiro. O investidor mais maduro precisa compreender essa dinâmica e separar correções pontuais de mudanças efetivas de tendência.

Nesse episódio específico, um dos principais gatilhos para a realização parcial foi a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para substituir Jerome Powell na presidência do Federal Reserve (Fed, banco central americano), o que reacendeu discussões sobre a condução da política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse movimento coincidiu com a divulgação de um índice de preços ao produtor (PPI) acima do esperado e com a pausa recente no ciclo de cortes de juros, contribuindo para o fortalecimento do dólar.

A nomeação de Warsh encerrou meses de especulação e foi recebida pelos mercados com um alívio cauteloso.

Embora ele seja marginalmente mais associado a uma postura hawkish do que outros candidatos — herança de sua passagem anterior pelo Fed e de seu histórico compromisso com o controle da inflação —, Warsh tem sinalizado abertura para cortes graduais de juros.

Corte de juros no radar: a avaliação de Kevin Warsh para a queda das taxas dos Estados Unidos

Seu argumento central é que os ganhos de produtividade associados à inteligência artificial podem permitir um crescimento econômico mais robusto sem a contrapartida de pressões inflacionárias excessivas. Além disso, o mercado o percebe como um nome menos propenso a aventuras políticas, o que reforça a leitura de preservação da independência do banco central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No limite, é possível afirmar que Warsh se mostra crítico à expansão excessiva do balanço do Federal Reserve desde 2008, por meio do quantitative easing.

O desafio adiante pode ser justamente encontrar um novo ponto de equilíbrio: balanços menos inchados — uma postura mais contracionista do ponto de vista patrimonial — convivendo, eventualmente, com juros mais baixos, em uma condução mais sofisticada e coerente da política monetária.

Ainda assim, a avaliação predominante é de que Warsh não altera de forma material o cenário-base para a economia americana. Permanecem válidas as expectativas de dois cortes de juros ao longo do ano, sempre condicionados à evolução dos dados, em um ambiente de crescimento ainda saudável, mercado de trabalho mais equilibrado e taxas próximas do nível neutro.

O efeito Warsh nos mercados

Nesse sentido, os movimentos observados nos mercados após o anúncio — fortalecimento do dólar, queda nos preços dos metais preciosos e leve alta dos juros de longo prazo — parecem refletir muito mais uma acomodação do recente movimento associado ao chamado debasement trade (tese de desvalorização das moedas fiduciárias) do que uma mudança estrutural de tendência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso reforça a leitura de que Warsh foi percebido como o nome “mais seguro” entre os possíveis, capaz de reduzir incertezas sem provocar rupturas relevantes na condução da política monetária.

Em outras palavras, não enxergo a correção observada na reta final de janeiro como algo estruturalmente problemático.

Trata-se, sobretudo, de um movimento no qual investidores aproveitaram para realizar posições que haviam acumulado excessos ao longo do mês, em especial aquelas diretamente ligadas ao debasement trade, que impulsionou ativos reais e estimulou uma rotação geográfica de recursos, beneficiando de forma significativa mercados emergentes, como o Brasil.

O impacto no Brasil

Aliás, no mercado doméstico, janeiro foi excepcional, em grande parte impulsionado pelo forte fluxo estrangeiro. Os números oficiais devem ser divulgados ao longo desta semana, mas, pelas estimativas disponíveis até aqui, a entrada líquida de capital externo superou R$ 25 bilhões — praticamente todo o volume aportado pelo investidor estrangeiro na bolsa brasileira ao longo de 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse movimento sustentou volumes mais elevados de negociação e contribuiu para um ambiente claramente mais favorável aos ativos locais. O mês se encerrou com valorização próxima de 13% no principal índice de ações do país. No câmbio, o desempenho também foi expressivo: no acumulado de janeiro, o dólar recuou mais de 4% frente ao real.

Não me parece adequado interpretar esse movimento como algo pontual ou esgotado. A leitura é de que a tendência observada em 2025 tende a se estender ao menos ao longo deste ano, uma vez que os vetores que sustentam o debasement trade seguem presentes.

Entre eles, destacam-se a incerteza fiscal — especialmente nas economias desenvolvidas —, os ruídos institucionais dentro dos Estados Unidos, as rupturas de alianças históricas no arranjo geopolítico global e o próprio ciclo de flexibilização monetária.

Vale notar que, mesmo sendo percebido como marginalmente menos dovish do que outros concorrentes na disputa pela sucessão de Jerome Powell, Warsh ainda deverá conduzir cortes de juros, inclusive ao longo deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, o movimento de pânico observado nos metais preciosos desde sexta-feira, após o anúncio de Warsh como futuro presidente do Federal Reserve, deve ser interpretado como uma correção saudável das condições de sobrecompra de curto prazo.

Ao retirar excessos e normalizar o comportamento dos preços, esse ajuste tende a dar mais sustentabilidade à tendência de médio prazo, abrindo espaço para a retomada do movimento anterior e, consequentemente, voltando a favorecer ativos de risco fora do eixo desenvolvido — incluindo, de forma relevante, os ativos brasileiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar