O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

Você começa a segunda-feira renovado do fim de semana, pronto para iniciar o dia de trabalho, ou cansado e sem energia para enfrentar os problemas que surgem no caminho?
Especialmente hoje, depois da vitória do Corinthians sobre o Flamengo na Supercopa do Brasil 2026, os torcedores dos dois times devem ter acordado sentindo o peso da torcida — e da vitória ou da derrota — de ontem.
Muitos trabalhadores, no entanto, têm apenas um dia de folga da semana. Se você comprou uma cerveja no mercado para assistir ao jogo, deve ter encontrado trabalhadores que atuam na escala 6x1, já que o comércio, em empresas como supermercados, farmácias, lojas de varejo e shoppings, é o setor que mais usa essa escala.
Quem saiu para comemorar ou afogar as mágoas do jogo de ontem em algum bar ou restaurante também pode ter sido atendido por alguém que trabalha nesse formato. Nesse setor, em que a demanda é fortemente concentrada em fins de semana e feriados, o modelo 6x1 é relevante para sustentar o faturamento.
Há duas propostas de emenda à Constituição em tramitação no Congresso Nacional para reduzir a jornada de trabalho, hoje de 44 horas semanais, para 36 ou 30 horas na semana.
Por um lado, a redução da escala de trabalho traz benefícios como ganhos em produtividade, maior engajamento, retenção de talentos e saúde mental. Por outro lado, traz mais custos com mão de obra e pode aumentar a pejotização.
Leia Também
O maior impacto deve ser sentido pelas pequenas e médias empresas, que são a maioria entre as companhias no Brasil. A editora do Seu Dinheiro, Carina Brito, explica como as PMEs devem se preparar para uma eventual redução da jornada de trabalho. Leia nesta matéria.
Esquenta dos mercados
O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira (30) no vermelho, com queda de 0,97%, aos 181.364. Apesar disso, o principal índice da B3 fechou janeiro em alta de 12,56%, o melhor desempenho mensal desde novembro de 2020. No acumulado da semana, o resultado também foi de ganhos, com valorização de 1,40%.
Os mercados iniciam a semana ainda ecoando o tombo das commodities na semana passada e o anúncio de Trump sobre o próximo presidente do Federal Reserve.
A nomeação de Kevin Warsh desmontou operações de proteção, já que a leitura do mercado vinha sendo de uma possível deterioração da credibilidade da autarquia, o que não aconteceu.
Neste primeiro pregão de fevereiro, a bolsa brasileira vai tentar manter o bom desempenho em meio à divulgação do Boletim Focus e o PMI Industrial. A agenda econômica da semana conta ainda com a ata do Copom e o início da temporada de balanços. Você pode conferir o calendário de publicação de resultados das principais empresas da B3 aqui.
O investidor também irá acompanhar o pedido de recuperação judicial do grupo Fictor, patrocinador do Palmeiras.
No exterior, os destaques do dia são as repercussões do shutdown parcial da máquina pública dos Estados Unidos e a divulgação do PMI Industrial da Zona do Euro e do Reino Unido, além do PMI Industrial norte-americano.
Enquanto isso, os mercados ao redor do globo amanhecem sob pressão, diante da dificuldade do governo de Donald Trump para aprovar um pacote de financiamento para encerrar o shutdown parcial.
As bolsas europeias começam o dia no vermelho, acompanhando Wall Street, que vê perdas nos índices futuros de Nova York já nesta manhã.
Além disso, os mercados da Ásia também fecharam o pregão de hoje em queda.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
RENDA FIXA
Mais rentável que a poupança e tão fácil quanto um ‘cofrinho’: novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência já tem data para estrear. O novo título público quer concorrer com os ‘cofrinhos’ e ‘caixinhas’ dos bancos digitais, e ser uma opção tão simples quando a poupança.
RECOMENDAÇÕES
Dividendos de até 11%: Ágora muda carteira e indica 5 ações para 2026. Saem da carteira os papéis da Vale (VALE3) e da Telefônica Brasil (VIVT3). No lugar, entram Caixa Seguridade (CXSE3) e TIM (TIMS3).
CRIPTOMOEDAS
US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica? Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Caso da Americanas (AMER3) ganha novo capítulo: CVM abre dois inquéritos sobre fraude. As apurações estão relacionadas às chamadas “inconsistências contábeis” divulgadas pela companhia em fato relevante em janeiro de 2023.
RISCO DE MULTA
Receita Federal convoca MEIs e empresas a regularizar pendências; veja como verificar se o seu CNPJ está com problemas. Segundo o órgão, mais de 6 milhões de pessoas jurídicas apresentam algum tipo de omissão.
DESTA VEZ DEVE SER BREVE
Acordo no Senado não chega a tempo e governo dos EUA enfrenta paralisação parcial. Impasse na Câmara mantém shutdown temporário nos Estados Unidos, apesar de acordo entre Trump e democratas e da aprovação, pelo Senado, do financiamento da maior parte do Orçamento até setembro.
MUDANÇA NA ESTRUTURA
Desglobalização à vista? Economista alerta para nova “ordem mundial” com era Trump 2.0. Nova globalização será responsável por remodelar estruturalmente as próximas décadas, diz Matheus Spiess, economista pelo Insper, no programa Touros e Ursos.
PLANO DE RECUPERAÇÃO
Azul (AZUL53) capta US$ 1,375 bilhão para reorganizar dívidas e sair do Chapter 11. Os recursos serão usados para quitar o financiamento DIP e para sustentar a execução do plano de reestruturação aprovado nos Estados Unidos.
REMUNERAÇÃO
Caixa Seguridade (CXSE3) aprova R$ 990 milhões em dividendos; veja quem tem direito e as datas. O valor corresponde a R$ 0,33 por ação, reforçando a estratégia da companhia de manter uma política robusta de remuneração aos acionistas.
ESTABILIDADE NO SETOR
Shoppings mantêm vendas em alta, mas ritmo desacelera no fim de 2025; veja os resultados esperados por empresa. Prévia de resultados do BTG Pactual mostram que o setor deve repetir tendências já observadas no trimestre anterior.
MAIS LIDAS DO SD
Do risco de contágio do ‘caso will bank’ ao hotel no Brasil do casal da melhor vinícola do mundo: as mais lidas do SD. Crise com o will bank, apostas de bilionários e análises de mercado estiveram entre os assuntos mais lidos no Seu Dinheiro nos últimos dias.
CINCO ESTRELAS
Silêncio, privacidade e massageador: a experiência de viajar em uma cabine premium de ônibus. Viação Garcia passa a operar cabine premium em ônibus de longa distância, com foco em conforto, silêncio e privacidade.
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
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