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O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

6 de fevereiro de 2026
6:07 - atualizado às 20:20
Imagem feita por IA traz um gráfico de ações da bolsa, com uma seta verde apontando para cima. Moedas no canto inferior esquerdo e uma pilha de papéis no canto inferior direito.
Imagem feita por inteligência artificial - Imagem: ChatGPT

Para quem já está no mercado há alguns anos, 2025 mostrou um comportamento bastante estranho da bolsa brasileira.

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Normalmente, períodos de forte alta do Ibovespa (como no ano passado) coincidem com melhora das condições macro (PIB, juros, etc) e um maior apetite por teses mais alavancadas e cíclicas. É por esse motivo, inclusive, que se diz que “quando a bolsa sobe, o lixo sobe ainda mais”.

Mas não foi isso o que aconteceu em 2025, o que fica muito claro ao analisarmos o desempenho da série Vacas Leiteiras, composta por algumas das empresas mais sólidas do Brasil, como Itaú e Vale.

A carteira do Vacas subiu 50% em 2025, contra “apenas” 34% do Ibovespa. Ou seja, em 2025 o “lixo” não subiu mais, mas o que explica essa diferença para o que costumava acontecer em anos anteriores?

Fatores externos dominaram a bolsa

Em 2025, os fatores determinantes para a valorização não vieram de dentro, mas de fora, principalmente relacionados às polêmicas de Donald Trump. Isso provocou um fluxo de investimento estrangeiro muito grande entrando no Brasil.

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No entanto, mesmo com esse fluxo estrangeiro favorável, no Brasil os juros estavam em patamares elevadíssimos, o fiscal continuou sem resolução e tudo isso implicou em um ambiente ainda muito adverso para as empresas mais cíclicas.

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Ou seja, o fluxo vindo de fora não encontrou um ambiente interno tão propício para investimentos, e preferiu se restringir às empresas mais sólidas e geradoras de caixa, o que foi determinante para a valorização de ações como as da série Vacas Leiteiras, por exemplo.

Uma outra forma de observar essa alta procura por empresas sólidas é através da compressão das taxas internas de retorno e do prêmio de risco das utilities em 2025.

Fonte: BTG Pactual

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Apenas como curiosidade, a AXIA6 é uma das representantes do Vacas neste setor e se valorizou 88% no passado! A dúvida que surge agora é se, depois dessa forte alta em 2025, ainda existe espaço para essas empresas sólidas se valorizarem, ou se este será o ano do “lixo”.

Ainda não

Para responder a essa pergunta, olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

Além disso, todas as incertezas relacionadas às eleições tendem a empurrar os investidores para teses mais sólidas e menos binárias. Nesse sentido, estabilidade de resultados e dividendos tornam-se grandes diferenciais, porque mesmo no pior cenário, o acionista sabe que essas empresas vão sobreviver.

No caso específico da Axia, alguns fatores nos deixam particularmente animados com a tese. Apenas para contextualizar, boa parte da valorização de 2025 esteve ligada a uma forte alta dos preços de energia, por conta dos gargalos de transmissão que o país vem enfrentando há alguns anos.

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Com as chuvas abaixo da média e a recente piora dos níveis dos reservatórios, os preços seguem subindo e a companhia acertadamente tem utilizado a estratégia de manter uma boa parte do portfólio descontratado, para conseguir vender energia por preços elevados.

Além disso, não podemos esquecer que a Axia segue entregando melhoras sequenciais de eficiência, o que deve continuar em 2026.

Por esses motivos, entendemos que a Axia é uma das empresas que mais podem surpreender o mercado no primeiro semestre, e é por isso também que ela entrou para a Carteira Mensal de Dividendos em fevereiro.

Falando nisso, a alta de 19,9% dessa carteira em janeiro, contra apenas 12,6% do Ibovespa, apenas reforça o que já conversamos: o mercado segue preferindo teses sólidas ao invés do “lixo”.

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Ou seja, se quiser se aproveitar do bom momento da Bolsa, minha recomendação é não inventar: invista em empresas boas, com poucas dívidas e pagadoras de dividendos.

A Carteira Mensal de Dividendos vem obtendo ótimos retornos replicando essa estratégia, e você pode conferir o portfólio completo de forma gratuita clicando aqui.  

Um abraço e até a próxima,

Ruy

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