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Para você que aguentou 2018 com seus bitcoins, meus parabéns!

Você passou por um teste que não foi fácil. Suas convicções foram postas à prova mês a mês, ano após ano e tuíte após tuíte dos detratores.

18 de novembro de 2020
18:15 - atualizado às 13:08
O gestor da BLP Asset, Axel Blikstad, está 'bullish' com a criptomoeda - Imagem: Shutterstock

Caro leitor,

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Se você é um daqueles poucos que me acompanham há pelo menos dois anos, tenho que te dar os parabéns.

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Você passou por um teste que não foi fácil. Suas convicções foram postas à prova mês a mês, ano após ano e tuíte após tuíte dos detratores.

Sempre tentei te convencer a não abandonar o barco e no começo de julho de 2018 te falei isto:

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“O mês de junho foi um mês sofrido, assim como maio.

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Criptomoedas nasceram para ser revolucionárias, mas antes vão testar as convicções de todos que acreditam nelas.

E você já sabe que eu faço parte da parcela que acredita e não deixei de ser testado nesse mês que passou.”

Dali em diante viveríamos mais alguns meses de um bear market puxado e que fecharia com chave de ouro, com uma queda de mais de 50% nos seus últimos 45 dias.

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Foi nesse momento que te avisei que as melhores compras seriam sempre as mais difíceis.

“... esses momentos de maior desconforto para compra são os que apresentam maiores chances de lucro.

Aprendi isso não com criptomoedas, mas com um mercado mais tradicional de Bolsa.

Comprar na baixa é sempre um ato mais pensado e dolorido, ainda mais se você compra e os preços continuam andando de lado, ou até caem.

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Da mesma forma, vender na alta é uma venda igualmente dolorida, especialmente se as cotações continuam subindo.”

Como você pôde notar, não foi uma jornada fácil. Muito pelo contrário, foi bem f@$@ atravessar esse mar de adversidades e emergir neste bull market glorioso atual.

Mas a nossa paciência e estômago foram muito bem recompensados. Desde o ponto mais baixo de preço em 2018 até agora, o bitcoin já se valorizou 658%.

Cite alguma outra classe de ativos que te trouxe isso em dois anos.

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Mesmo o nosso amigo “topo do mercado”, que comprou bitcoin na máxima em 2017, já está ganhando 36% nos preços atuais.

Agora me mostre no seu gráfico de bolha das tulipas quando elas voltaram a testar novas máximas.

É, meu caro, parece que estávamos certos o tempo todo e a nossa redenção era uma questão de tempo.

Bem, agora ela chegou; pode ficar animado porque, ao que tudo indica, estamos em um meio de ciclo que sequer foi puxado pelas compras de pessoas comuns.

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A expressão “buy bitcoin” (comprar bitcoin) está longe da quantidade de buscas no Google que atingiu em 2017.

Tudo indica que boa parte do fluxo atual foi puxada pelos investidores institucionais que estão na esteira dessas ótimas compras da principal criptomoeda do mercado:

  1. Paul Tudor Jones II alocou 2% do seu fundo bilionário em bitcoin e já ganhou mais de 60% com essa aposta;
  2. A MicroStrategy, empresa listada na Nasdaq, aportou US$ 425 milhões em BTC e já ganhou mais de US$ 193 milhões desde setembro deste ano;
  3. A Square, também listada na Nasdaq, investiu 1% do seu caixa na principal criptomoeda do mercado e desde outubro já ganhou mais de 50% com a posição.

Um novo recorde de preço do BTC está cada vez mais próximo e, se no momento em que escrevo estas linhas ele está na casa dos US$ 17.700, pode ser que, na hora em que você as esteja lendo, ele já tenha ultrapassado essa marca.

Mas, por favor, não entre na euforia de querer alocar mais do que deve nessa classe de ativos. Já atravessamos o pior do mercado com uma alocação responsável, vamos manter essa ideia na cabeça para surfar todo esse bull market.

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