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Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Com disseminação do coronavírus pelo mundo, volta do feriado deve ser de ajustes na bolsa brasileira

Enquanto a bolsa brasileira estava fechada, a rápida disseminação do coronavírus pelo mundo fez os mercados globais amargarem perdas. No Brasil, a doença teve o seu primeiro caso confirmado.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
26 de fevereiro de 2020
8:10 - atualizado às 9:43
Imagem: Shutterstock

Após dois dias fechado para a celebração do carnaval, o mercado acionário brasileiro volta a funcionar e deve enfrentar um dia de fortes ajustes. Hoje a bolsa brasileira opera com horário diferenciado, a partir das 13h.

Durante o recesso, a aversão ao risco tomou conta das bolsas globais . E o motivo foi a rápida disseminação do coronavírus para outros países.

O crescimento no número de contaminações acontece de forma expressiva e acelerada. No radar dos investidores está o avanço dos casos na Coreia do Sul (1.261 casos, com 11 mortes), Itália (323 casos, com 11 mortes) e Irã (139 casos de infecção, com 19 mortes). O maior número de infectados segue na China, com mais de 78 mil casos confirmados.

O Brasil também passou a figurar na lista de localidades com casos da doença e se junta a outros 30 países.

Com o crescente número de localidades impactadas, os investidores reavaliam o impacto que a epidemia pode ter na economia global.

Durante o recesso, o EWZ iShares MSCI Brazil Capped, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos, acumulou grandes perdas, com queda de cerca de 12% desde o início da semana.

A manifestação do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos, que disse haver riscos reais de uma pandemia, ajudou a azedar o humor dos mercados globais.

As preocupações com a disseminação do vírus para outros lugares fora da China fizeram as bolsas asiáticas fecharem em baixa. Na China, as fábricas continuam a retomada das operações.

Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram a maior queda em dois dias da história - entre segunda e terça-feira o S&P 500 caiu mais de 6%. Os índices futuros em Wall Street amanhecem no vermelho.

As bolsas europeias também abrem nesta quarta-feira pressionadas pelos avanços da doença. Além disso, uma série de balanços corporativos embalam o pregão na região.

De onde parou

Na última sexta-feira, antes da pausa para o feriado, a bolsa brasileira fechou a sessão com queda de 0,79%, aos 113.681,42 pontos.

O dólar ganhou um empurrãozinho da aversão ao risco no exterior e da cautela com o cenário político doméstico, fechando em alta todos os dias da semana.

A moeda americana rompeu o nível dos R$ 4,40, chegando a R$ 4,4066 após alta de 0,03%.

Brilhando em tempos de crise

O ouro é um dos ativos de proteção mais procurados em tempos de crise e aversão ao risco como o de agora. A preocupação com o surto de coronavírus nos últimos dias fez o principal ETF lastreado em ouro, o PDR Gold Trust (GLD), atingir a sua maior cotação desde fevereiro de 2013.

Porto seguro para os investidores, o ETF já acumula alta de 8,25% em 2020.

Agenda

O dia é de agenda fraca, tanto no Brasil quanto no exterior.

O Banco Central divulga o relatório Focus mais tarde do que o habitual, às 12h.

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