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2020-09-23T08:38:21-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Recuperação da indústria europeia injeta otimismo nos mercados antes da fala de Powell

PMIs industrial da zona do euro e da Alemanha vieram acima da expectativa dos analistas. O setor de serviços, no entanto, mostra sinais de retração

23 de setembro de 2020
8:20 - atualizado às 8:38
europa-bandeiras
Bandeiras de países da Europa - Imagem: Shutterstock

Dados melhores do que o esperado do setor industrial europeu impulsionam as bolsas globais nesta manhã, mesmo que o setor de serviços do velho continente tenha mostrado sinais de retração.

Os investidores também seguem monitorando a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em comitês do Congresso americano. No Brasil, o destaque do dia fica com a divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial.

No ritmo dos BCs

A agenda da terça-feira esteve recheada de novidades envolvendo tanto o Banco Central brasileiro quanto o BC americano, fatores que impulsionaram a alta volatilidade da bolsa brasileira ontem.

Reagindo ao depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso americano e ao conteúdo da ata da última reunião do Copom, que manteve a taxa Selic na mínima histórica, o Ibovespa fechou o dia em alta de 0,31%, aos 97.293,54 pontos.

No documento, o BC indicou uma baixa probabilidade de novos cortes na taxa de juros no curto prazo. Nos Estados Unidos, Powell declarou que o Fed continuará utilizando as ferramentas de política monetária disponíveis 'pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível'.

A declaração teve forte impacto no dólar, que fechou o dia em alta de 1,27%, a R$ 5,4691.

Agenda segue em alta

Hoje o dia deve ser mais uma vez comandado pela agenda cheia.

No Brasil, o principal destaque é a divulgação da leitura de setembro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação (9h).

A expectativa dos analistas é de que o IPCA-15 terá uma aceleração com relação a agosto por causa do encarecimento dos alimentos. Segundo especialistas consultados pelo Broadcast, os preços dos serviços devem acelerar a 0,8%. Para o índice cheio, a mediana da expectativa do mercado é de 0,39%.

Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, segue com a bateria de discursos programados no Congresso. Dessa vez, Powell falará no Subcomitê sobre a Crise do Coronavírus da Câmara dos Representantes com os mercados abertos em Wall Street. Na agenda de indicadores, destaque para o PMI composto preliminar de setembro (10h45).

Na Europa, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) que está em alta, com participação confirmada no evento virtual do GZERO.

Correndo atrás

Após um começo de semana no vermelho, as bolsas globais parecem dispostas a reverter o prejuízo. Durante a madrugada, as bolsas asiáticas fecharam quase todas em alta, seguindo a recuperação do setor de tecnologia observada em Wall Street.

A divulgação de diversos indicadores positivos é o motor para a alta expressiva observada nos negócios europeus. Os números positivos fazem os investidores deixarem de lado um pouco da preocupação com uma segunda onda de covid-19 no continente.

O Índice de gerente de compras (PMI) industrial da zona do euro subiu de 51,7 em agosto para 53,7 em setembro - maior nível em 25 meses e muito acima da previsão dos analistas. Na Alemanha, o índice foi de 52,2 para 56,6. No entanto, os PMIs de serviços indicaram contração da atividade.

Com o tom positivo dos negócios na Europa, a expectativa pela fala de Powell e no aguardo de novidades sobre um novo pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos, os índices futuros começam o dia indicando uma sessão de ganhos.

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