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2020-09-23T16:00:58-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.
aquisição à vista

Stone vai lançar BDRs na bolsa brasileira e pretende usar papéis na compra da Linx

Aprovação pelos acionistas da Linx e da Stone e prévia autorização do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) estão entre as condições para finalizar a operação

22 de setembro de 2020
20:30 - atualizado às 16:00
sede da Linx
Imagem: Divulgação

A Stone irá emitir BDRs — certificados de depósitos que representam ações negociadas fora do Brasil — na B3 que serão usados como parte do pagamento aos acionistas da Linx, no âmbito da operação de aquisição da empresa.

As informações constam de comunicado enviado à SEC (Security Exchange Commission, o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos).

O negócio depende do aval da SEC em relação à emissão de ações Classe A da Stone para os acionistas da Linx.

A aprovação pelos acionistas da Linx e da Stone e a prévia autorização do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) também estão entre as condições para finalizar a operação.

"Não esperamos que a transação gere preocupações antitruste", diz a Stone, no comunicado.

Além deles, será necessária a autorização para a Stone não ser listada no Novo Mercado e a dispensa para que a empresa realize oferta pública de aquisição (OPA) da totalidade dos papéis da Linx.

A OPA está prevista no estatuto da empresa no caso de um acionista adquirir titularidade de 25% ou mais de suas ações e deve ser realizada em até 60 dias desde a data das aquisições.

Disputa pela Linx

Ontem, foi a vez de outra empresa na briga pela Linx se manifestar: a Totvs subiu o tom contra os conselheiros da companhia.

O comitê formado pelos conselheiros independentes da empresa de tecnologia para o varejo, responsável por analisar a oferta, se recusou a assinar a minuta do protocolo de incorporação apresentada pela Totvs.

A Totvs alegou que recebeu como justificativa dos conselheiros o entendimento de que a assinatura do protocolo poderia ferir o acordo fechado com a empresa de maquininhas de cartão e meios de pagamento Stone.

“Essa situação, após mais de 5 semanas de acesso à Proposta, reforça a percepção de que a maximização de valor para os acionistas da Linx não tem sido o compromisso, de forma objetiva, do comitê especial”, criticou a Totvs.

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